Especialistas da NotreDame Intermédica alertam sobre distúrbios emocionais gerados durante e após a gravidez

Alterações emocionais na gravidez são normais, mas podem e devem ser controladas.Falar sobre os sentimentos e jamais usar ou suspender medicações sem orientação médica são algumas das dicas.

De cada 100 mulheres grávidas, 10 a 20 são acometidas pela depressão. Mas, afinal, como evitar ou amenizar os distúrbios emocionais, entre outras alterações geradas pela mudança de vida com a chegada do bebê? A psicóloga Karen Valeria da Silva e a obstetra Dra. Daniela Leanza, que integram o corpo clínico da NotreDame Intermédica esclarecem estas dúvidas.

De acordo com as especialistas,  a gestação é um momento de importantes reestruturações na vida da mulher e nos papéis que exerce. Mais do que isso, é um momento de preparação psicológica para a maternidade. “Trata-se de uma fase onde é preciso reajustar seu relacionamento conjugal, sua situação socioeconômica e suas atividades profissionais. E isso não é nada fácil. Muitas vezes, a gestante ‘se vê’ sozinha em diversas situações e acaba por entrar num processo gradual de depressão que tende a piorar no pós-parto”, analisa a psicóloga Karen Valeria da Silva.

Além das mudanças psicológicas, ocorrem as transformações hormonais e metabólicas que, muitas vezes, culminam em sensação de fragilidade, preocupações excessivas com a gravidez e saúde do bebê, responsabilidade, insegurança, medo, e alterações de humor que variam entre momentos de felicidade, tristeza e angústia.

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Depressão

Apesar de atingir de 10% a 20% das mulheres grávidas, ainda não se sabe exatamente o que causa a depressão na gestação. Contudo, deve-se atentar para alguns fatores de risco que indicam mais chances para o distúrbio. Os mais comuns são histórico de depressão, problemas conjugais, condições socioeconômicas baixas, experiências traumáticas no período gestacional, gravidez indesejada e até mesmo predisposição genética.

Entre os sinais e sintomas, são comuns alterações no hábito alimentar – redução ou aumento do apetite – e alterações no sono – ou sonolência excessiva ou insônia -, diminuição da libido, falta de energia e fadiga, perda do prazer pelas atividades que gosta, sentimentos de culpa, inutilidade ou pânico, pensamentos suicidas, tristeza, infelicidade e choro fácil.

Os sintomas da depressão podem afetar o comportamento da gestante trazendo consequências futuras ao feto.

Algumas pacientes acabam se isolando socialmente, faltam nas consultas de pré-natal e não seguem as orientações médicas, podendo iniciar ou aumentar o consumo de  álcool, tabaco e drogas que podem  trazer consequências como alteração no desenvolvimento do feto, aborto espontâneo, parto prematuro, baixo peso ao nascer, bebês com problemas de sono e também o maior uso de UTI neonatal.

A depressão pode ser tratada com o uso de medicação, porém é preciso avaliar o risco-benefício do uso de psicoterapêuticos. “Se a mulher já usava um antidepressivo antes da gravidez, o médico deverá avaliar a continuidade do tratamento ou a troca da medicação. Podem ser considerados também os tratamentos alternativos, como sessões de relaxamento e o uso de fitoterápicos”, explica a Karen Valeria da Silva. Também é imprescindível o acompanhamento psicoterapêutico que poderá auxiliar na identificação dos gatilhos e fornecer ferramentas de enfrentamento.

Depressão pós-parto

A depressão pós-parto pode ocorrer logo após ou em até um ano após o parto. Seus sinais e sintomas ocorrem quase todos os dias e vão do sentimento de tristeza ou desespero constante, perder o interesse ou não sentir prazer na maioria das atividades diárias, alterações de humor, ansiedade e excesso de preocupação, e até pensamento de morte nos casos mais graves.

Oficinas de Saúde

Estes cuidados foram apresentados durante o dia 4/5 como parte do projeto “Oficinas de Saúde”,promovido mensalmente pelo Grupo NotreDame Intermédica. Nestas oportunidades, beneficiários e convidados participam de palestras com especialistas em diferentes áreas. A próxima Oficina de Saúde está programada para dia 6/6 e será sobre obesidade x qualidade de vida, com o tema “Não deixa a obesidade virar um peso na sua vida”.

Compartilhando e incentivando hábitos saudáveis

O Grupo NotreDame Intermédica mantem em seu canal no Youtube diversos vídeos com dicas e orientações valiosas que visam melhorar a qualidade de vida e auxiliar na prevenção de riscos e doenças da população em geral, além de campanhas e vídeos institucionais.

Site: www.gndi.com.br

E vocês, o que acharam?

Beijos,

Fê!

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Sobre o amor de mãe

Quando você não é mãe não entende muito o que quer dizer ‘que filhos trazem sentido a vida’.

Eu pensava: Eu amo a minha vida. Não preciso de uma criança para me trazer sentido.

Veio a gravidez, fiquei extremamente feliz durante a gravidez inteira. Amava minha barriga, achava que já amava meu filho.

A verdade é que eu não sabia nada sobre a vida e absolutamente nada sobre o amor.

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Eu não tive aquele insight que todo mundo tem quando o filho nasce. Não tive aquele amor, não chorei, não me emocionei. Quando a médica me mostrou o João, parecia que eu estava conhecendo um bebê de outra pessoa. Eu pensei: “ah, tá. Esse é o João”. Não tive aquele instinto de querer pegar no colo. Só beijei porque a enfermeira falou para eu dar um beijo.

Me senti muito culpada por isso.

Admiro muito as mães que se emocionam na hora do parto, admiro de verdade, acho lindíssimo. Mas se após ler isso aqui, você vier para mim e falar: “Nossa, me apaixonei assim que vi meu filho pela primeira vez, me emocionei deee-mais”, saiba que eu vou te ‘odiar’ muito. Porque minha culpa já me basta e não preciso de ninguém jogando isso na minha cara. Além do queeeeee….você não ganha nada se gabando com isso.

Quando o João foi para o quarto, eu fui amamentar pela primeira vez na minha vida. Era meu sonho amamentar. Aí minha primeira impressão foi: “ah, então é isso que é amamentar?”

E aí veio a noite. E me peguei vendo se ele estava respirando ainda. Me peguei acordando meu marido (eu não conseguia levantar sozinha) para ele ir ver se o João estava respirando.

No dia seguinte, quase de tarde, fui amamentar ainda na maternidade e ao colocar ele para arrotar, tirei uma selfie nossa. Ele parecia ser do tamanho do meu ombro, era a coisa mais linda. É a minha foto preferida de nós dois. Ele era meu. Saiu de mim. Era tudo que eu tinha ali. E eu era tudo que ele tinha ali.  (Essa ainda é a minha posição favorita com o João, tinha muito medo que ele crescesse e não ficássemos mais assim, mas a expressão ‘o filho nunca é grande o suficiente para o colo de uma mãe’ é tão verdade, que nós ficamos assim o tempo todo).

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Fomos para a casa e aí eu amamentava segurando a mãozinha dele. Às vezes ele me olhava enquanto mamava e era a coisa mais linda da vida. A gente ficava assim se olhando. Depois ele aprendeu a colocar a mão no meu peito enquanto mamava e essa é a minha melhor lembrança da amamentação.

Vieram as doenças (todo bebê fica doente, mais do que normal) e eu me peguei querendo trocar de lugar com ele, só para não o ver abatido. É engraçado dizer, mas eu me sentiria melhor se fosse eu a doente.

Comemorei quando ele descobriu a mão, quando ele deu a primeira gargalhada dele, comemorei quando ele virou sozinho, quando ficou de bruços sustentando a cabeça, quando sentou sozinho, chorei copiosamente no consultório da pediatra quando parei de amamentar, mas aí logo depois comemorei que ele engatinhou, o primeiro dentinho, a primeira vez que ele andou. E são mais de 2 anos comemorando cada conquista dele, cada conquista nossa.

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Hoje o João me faz sentir a mulher mais linda e importante desse planeta. Porque, para ele, eu sou a mulher mais bonita e importante desse planeta. E não importa que eu esteja acima do peso, não importa que eu tenha mil defeitos. Para ele, realmente isso não importa, ele não tá nem aí para isso.

E como ele me faz sentir linda? Quando eu estou me vestindo para sair, colocando um vestido qualquer, e ele me olha e grita com surpresa: “MAMÃE, QUE LIIIIIINDA”.

E como ele me faz sentir importante? Quando ele acorda e a primeira pessoa que procura sou eu. Quando ele está dormindo, escuta minha voz (dormimos os três juntos na cama) e fica me procurando com os pés enquanto os olhos ainda estão fechados. Quando ele dorme no meu colo, me envolvendo toda.

E, principalmente, quando ele diz “Te amo, mamãe”. Como eu disse lá em cima, eu nunca soube nada do que é a vida, nunca soube nada do que é amor. Eu sempre achei que soubesse, mas eu estava completamente enganada.

Eu nasci junto com o João. Nós fomos construindo aos poucos esse amor, esse amor louco, estarrecedor.

Você pode ter se apaixonado pelo seu filho no primeiro segundo e se isso aconteceu, acredito ter sido a melhor sensação do mundo.

Mas se essa paixão não veio no primeiro momento, não se culpe, não se preocupe. Ela virá e será tão maravilhoso quanto. O momento do parto envolve muitas coisas, são muitos sentimentos envolvidos e não conseguir entender o que realmente está sentindo não é nenhum pecado e nenhum erro grave.

Beijos,

Fê!

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Visitas pós parto? Eu apoio!

Uma das minhas metas para 2015 é ser mais ativa no blog e acredito que conseguirei, minha vida tá mais estável, o João tá numa rotina ótima e estou conseguindo, aos poucos, voltar com a minha vida, fazer mais coisas que não esteja o João envolvido.

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Queria então iniciar os posts desse ano falando sobre um post que vi num outro blog, (eu realmente não lembro o nome do blog) em que a mãe (blogueira) comenta que toda mulher, no fundo, não gosta de visitas pós parto, mesmo aquelas mulheres que não falam, pensam isso.

Bom, eu respeito muito quem não gosta de visita pós parto, respeito mesmo. Porque sei o quanto é cansativo, dolorido, estressante e tudo mais. É tudo muito intenso e realmente algumas mães preferem se reservar mais. Eu acho super válido, entendo perfeitamente. E por isso sempre pergunto às grávidas que conheço se vai querer visita no hospital e em casa. Respeito MUITO isso de verdade, é um momento totalmente particular e cada mulher tem a sua maneira de levar isso.

Porém, discordo totalmente quando a blogueira generaliza e diz que TODA mulher pensa assim, mesmo que lá no fundo.

NÃO, EU NÃO PENSO ASSIM, NEM LÁ NO FUNDO!

Eu antes de ter o João, avisei à todos os meus amigos e familiares o dia, horário e local, e pedi que eles fossem porque seria muito importante pra mim, precisava deles lá comigo. E foi, não só no pré parto, mas todas as visitas no pós parto foram extremamente importantes pra mim.

Quando cheguei no quarto e vi todos lá esperando por mim ainda, me preencheu tanto isso.

No momento que o João foi pro quarto a primeira vez, foi lindo, todos lá. Uma amiga filmou e eu amo esse vídeo, mesmo eu estando horrenda. rsrs.

Quando fui amamentar pela primeira vez, a enfermeira pediu gentilmente que todos aguardassem uns minutos do lado de fora para me darem mais privacidade. Achei que todos fossem embora naquele momento, mas não. Assim que a enfermeira liberou, lá estavam todos ainda. ❤

Eu não tinha dormido de ansiedade no dia do parto, o João nasceu 13:13 e até acabar o horário de visitas, que era às 20h, não parava de chegar e sair gente. Eu não me sentia cansada, eu não sentia sono, eu tava em “estado de adrenalina”.

Lembro que quase às 20h, uma amiga chegou. Ela tinha ido direto do trabalho e só conseguiu chegar aquela hora. Ela trabalha num hotel e fez questão de comprar um presente pro João na lojinha do hotel. Eu achei aquilo tão lindo, eu fiquei tão feliz com aquela visita que encerrou meu dia, que guardo com muito carinho os dois presentinhos que ela deu.

Me senti acolhida, me senti amada, me senti compreendida, me senti mais forte por passar por essa fase. Eu precisava disso, cada pessoa que entrava no meu quarto do hospital ou na minha casa, me trazia energias positivas “lá de fora”.

Digo lá de fora porque, além de tudo, é como se fosse um período de reclusão. Fiquei 3 meses sem poder ir em ambientes fechados com muita gente, só podia passeios curtos e em ambientes abertos. Como o João nasceu no inverno, acabamos não saindo muito. E não ter a liberdade de ir comprar qualquer coisinha no shopping, nem que seja rapidinho, foi completamente depressivo pra mim.

Veja bem, essa não é uma crítica ao outro post que me referi, não é mesmo. Porque como disse e repeti, eu entendo totalmente, mas não posso concordar que toda mulher pensa assim. Porque eu não penso assim. E mesmo que eu seja a única mulher no mundo que não pensa assim, ainda assim não serão TODAS.

Obrigada a todos que foram me visitar no hospital, na minha mãe, na minha casa. Mesmo que tenha sido rápido. Até mesmo os que não puderam ir, mas mandaram mensagens, ligaram, fizeram Facetime. Vocês todos foram muito importantes na fase que, ao mesmo tempo, foi a mais feliz e difícil da minha vida. Obrigada por fazerem desses dias melhores e mais fáceis. Obrigada por cada palavra de apoio, por cada olhar de apoio e carinho, por cada abraço, por cada beijo, por cada presente. Nem que eu fique o dia todo aqui escrevendo e agradecendo vou conseguir expressar toda a minha gratidão por suas visitas.

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Um pouco dos que estavam lá minutos antes do João nascer. E olha que tinha mais gente. Entende a energia positiva que eu disse?

 

Inclusive, nunca tive a oportunidade de agradecer à minha amiga que fotografou todos os momentos desse dia (quando eu digo todos, são todos mesmo, até eu me credenciando pra entrar na maternidade rsrs). Acho que ela não tem idéia do quanto foi importante, do quanto se tornou íntima e do quanto foi eternizada em nossos corações. No dia eu estava tão em alpha que não pude agradecer. Muito obrigada!

E a minha dica para as gravidinhas que possam vir a ler esse post é que parem para pensar nisso, nessa decisão de ter ou não ter visitas. Leve em consideração seu estilo de vida, o que você pensa a respeito e como leva as coisas. Não fique pensando no que os outros vão pensar, deixa eles pensarem porque quem vive isso tudo é você e quando eles saem por aquela porta, quem fica no perrengue é você. E, na verdade, a maioria das pessoas entende e respeita a decisão, mesmo que ela for a de não receber visitas. Tudo está na maneira que é falado, caso não queira receber visitas, explique com carinho isso, o motivo de ter tomado essa decisão e fala que assim que se sentir melhor, avisará a todos e todos serão bem-vindos. Pensa, mas pensa com carinho nisso. 😉

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Para falar comigo, meu e-mail é fernanda_carvalho@globo.com

Beijos,

Nanda

O que levar na mala da maternidade?

Estou pra fazer esse post desde que eu preparei a mala do João para levar para a maternidade. E olha que preparei a mala dele 1 mês antes dele nascer e ele já fez 3 meses. rsrs. Mas o importante é que agora estou aqui, vamos lá…

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Bom, na época perguntei pra minha obstetra com quanto tempo eu deveria deixar a mala pronta e, para a minha surpresa, ela respondeu que eu precisava preparar a mala 1 semana antes do parto. Oi? Achei meio maluquice da parte dela, porque na cabeça de toda grávida sempre tem o medo de passar mal antes da hora e ter que correr pra maternidade. Então a mala pronta é importante. Por isso preparei 1 mês antes do meu parto. Mas fui acrescentando e mudando coisas até a semana do parto. rsrs. Sempre pensava em alguma coisa, aí ia lá, tirava tudo, ajeitava tudo. O Leandro já até brincava comigo que eu já tinha tirado tudo da mala umas mil vezes.

A primeira coisa a se fazer é entrar no site da maternidade que irá realizar seu parto ou ligar pra lá para pegar a lista do que levar na mala. Eu vou contar sobre o que levei, porque usei a lista como base, mas montei do meu jeito. Toda maternidade tem sua lista. Algumas pedem umas coisas a mais, uma a menos. É importante que você adeque a sua maneira, mas não deixe de levar os ítens mais importante.

Quando eu peguei a lista na minha maternidade, me assustei. Pediram 6 trocas de roupa. Achei um exagero, mas levei mesmo assim porque se eles pedem é porque tem algum motivo. Não vou falar que utilizei as 6 trocas de roupas por inteiro, porque pegava uma peça de uma, uma peça de outra. Mas se eu não levasse as 6 trocas, com certeza, ficaria na mão, pois faltariam ítens.

Coloquei cada troca de roupa naquele saquinho de rendinha que os ítens do enxoval, vem, sabe?

Nesse estilo, sabe? Alguns são maiores

Nesse estilo, sabe? Alguns são maiores

Suja muuuuita roupa. Nós estamos completamente inexperientes, inseguros, nervosos, o bebê faz xixi em toda troca de fralda. Olha, é uma confusão. rsrs.

Ah, você tem que levar em consideração também a época que seu bebê vai nascer e o lugar. O João nasceu em Junho no Rio de Janeiro. Era Outono e nessa época o tempo é meio louco aqui. Dias de muito calor, dias de muito frio. Mas na maternidade o ar é bem gelado para evitar contaminação.

Então essa foi a mala do João:

-> 6 trocas de roupa. Cada troca de roupa continha:

– 1 body

– 1 macacão manga comprida com pézinho

– 1 par de luvas

– 1 par de meias

– 1 touca

– 1 cueiro

– 1 manta

-> 1 pacote de fraldas RN (o hospital pediu P, mas eu tinha RN e levei RN)

Essa que levei

Essa que levei

-> 1 pomada para assaduras

Essa que levei

Essa que levei

-> 3 mantas

-> 1 kit saída de maternidade que continha

– 1 body

– 1 macacão sem manga de linho

– 1 casaquinho de linho

– 1 par de meias

– 1 par de luvas

– 1 cueiro

– 1 saco manta

– Uns 10 paninhos de boca para usar na amamentação

-> escova de cabelo

Na minha mala tinha:

-> 3 camisolas que dessem para eu amamentar e que eu uso até hoje

-> 2 sutiãs de amamentação

-> 4 calcinhas de gestante

-> 1 par de chinelos que eu usava para tomar banho

-> 1 par de pantufas que eu usava no quarto e para andar no hospital. É bom porque é confortável e bem quentinha.

-> Shampoo, condicionador, sabão, escova de dente, pasta de dente, maquiagem, pente

-> 1 toalha (que eu nem usei porque usei a do hospital)

-> Almofada para amamentar

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Que meu pai fez de descanso de pescoço

-> Pomada para os seios. Eu usei e uso às vezes ainda o da Lansinoh

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-> Absorventes para os seios (na verdade eu esqueci, mas ganhei num kit na maternidade)

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Esse que usei)

-> Absorventes pós parto (que eu não usei, pois usei os do hospital que eram beeeeem maiores, os meus não atenderiam minha necessidade, sangra absurdamente nos 2 primeiros dias)

-> Cinta pós parto (que eu só usei no dia que recebi alta, durante o tempo que eu fiquei lá as enfermeiras me enfaixaram bem forte)

Essa que usei e ainda uso muito. Me arrependi somente de não ter comprado de bermudinha, pois eu fiquei com o quadril muito grande

Essa que usei e ainda uso muito. Me arrependi somente de não ter comprado de bermudinha, pois eu fiquei com o quadril muito grande

-> Travesseiro

-> Cobertor (lá tem lençol, mas eu sinto muito frio)

Ítens a mais:

-> Lembrancinhas para quem fosse me visitar:

– Bem vividos da Sani Malena. Embrulhei em tecido

https://www.facebook.com/pages/Biscuit-e-Doces-Sani/259517714119270

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– Charutos de Chocolate da Doce Dinda. A caixinha e os rótulos eu mesma que fiz

https://www.facebook.com/docedinda

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-> Quadrinho para colocar na porta do quarto

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Balões que ganhamos de quem foi nos visitar

Balões que ganhamos de quem foi nos visitar

-> Bloquinho e caneta para me comunicar já que não poderia ficar falando

-> Máquina fotográfica

-> Livro/Álbum do bebê para as pessoas que nos visitassem assinassem (que está na foto das lembrancinhas)

-> Bebê conforto para quando fosse embora da maternidade

 

Esses foram os ítens que levei e não senti falta de nada, nadinha. Tudo que precisei estava lá. Levei uma mala grande pra ele, uma média pra mim e uma fraqueira com meus ítens de higiene e maquiagem. Essas 3 malas eu comprei na Feira da Gestante e Bebê por R$250,00. Foi um super achado, porque são lindas e de ótima qualidade. Uso muito até hoje todas elas.

Parecia que eu estava me mudando para a maternidade rsrs. Mas em minha defesa, aí na foto tem a bolsa da minha mãe e a mala do Leandro

Parecia que eu estava me mudando para a maternidade rsrs. Mas em minha defesa, aí na foto tem a bolsa da minha mãe e a mala do Leandro

Espero poder ter ajudado a iluminar a cabecinha tão confusa que fica na hora de montar as malas.

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Beijos,

Nanda 😉

O dia do nosso nascimento

Sempre ouvi dizer que quando a mulher está prestes a parir, ela meio que se isola. Eu achava que isso era lenda, mas sem perceber, no dia anterior ao meu parto, comecei a ficar pensativa, na minha, calada, nervosa.

Nesse mesmo dia à noite, fui para o futuro quarto do meu príncipe, fiquei ali até o Leandro chegar. Quando ele chegou, ficamos um pouco abraçados e comentei que a partir do dia seguinte nossa vida nunca mais seria a mesma, mesmo que quiséssemos, mesmo que tentássemos, nunca mais voltaria ao que era. Consequentemente, nós nunca mais seríamos os mesmos.

Aquilo me deu um frio na barriga e começou a cair minha ficha que era verdade, eu seria mãe. Os 9 meses passaram muito rápidos. Lembro exatamente o dia que descobri a gravidez e, desde então, por mais que os dias passassem correndo, sempre parecia muito distante. Mas não estava mais distante. Eu iria dormir e quando acordasse, iria ao hospital dar as boas vindas ao MEU FILHO.

E assim, no dia 7/6/14, num sábado, acordei bem cedo e comecei a me arrumar para receber o amor da minha vida, sempre em silêncio. Fomos para o hospital eu, Leandro, minha mãe, meu pai e uma amiga que tiraria as fotos do parto, a Bernadete. Todos muito felizes e falantes, mas eu ainda na minha.

Fiz o procedimento da internação e subimos para o quarto. Aos poucos, alguns amigos e familiares começaram a chegar. Cada um que chegava era um conforto no meu coração. Era como se cada um estivesse segurando minha mão e dizendo que ficaria tudo bem.

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Minhas amigas chegando de surpresa e fazendo a maior festa no quarto

Um a um foi chegando até que o quarto estava lotado. Acredito que já tinham umas 20 pessoas no quarto quando minha médica chegou. Ela conversou comigo, me contou como seriam os procedimentos e pediu que todos se retirassem do quarto e se encaminhassem para a sala de espera do berçário.

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NOSSA! Tava chegando a hora. E do mesmo jeito que chegaram, um a um foi se despedindo de mim, me desejando uma boa hora. Não me aguentei, comecei a chorar, me emocionei com as palavras que me disseram e, ao mesmo tempo, vê-los saindo do quarto me fez pensar que agora era comigo, só comigo.

Quando minha mãe veio se despedir de mim, me deu um beijo na testa e não disse nada. Mas eu sabia tudo o que ela queria dizer na hora e todas essas palavras não ditas confortaram meu coração.

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Até que todos se foram e o maqueiro chegou para me levar. NOSSA! Então a hora chegou mesmo, não tinha para onde correr, não tinha como adiar.

Subi na maca, Leandro me deu a mão e o maqueiro começou a me empurrar pelos corredores do hospital até o centro cirúrgico.

A sensação era igual de um filme, eu via apenas as luzes no teto passando sobre mim, via algumas pessoas queridas que ficaram pelos corredores para esperar eu passar e me dizerem mais algumas palavras de carinho e apoio. O que me fez chorar mais, fui praticamente o caminho todo chorando e apertando a mão do Leandro, não queria que ele me soltasse por nada no mundo.

Mas, para a minha surpresa, chegando na porta do centro cirúrgico, o maqueiro pediu para nos despedir porque a entrada do Leandro era do outro lado e que ele só entraria na sala de parto quando toda a preparação já tivesse sido feita, praticamente somente na hora do nascimento mesmo.

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Me desesperei, eu não podia ficar sozinha, eu precisava dele ali comigo, eu simplesmente não conseguiria sozinha. Mas não tínhamos escolha, tivemos que nos despedir. E por mais que tivesse toda a equipe médica lá, me sentia completamente sozinha.

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Fiquei no corredor por alguns poucos, porém infinitos, minutos enquanto terminavam de preparar a sala para a minha entrada.

Alguns enfermeiros e médicos me perguntavam o motivo do choro, se era de nervosismo ou de alegria. Menti, falei que era de alegria, mas eu estava tão nervosa com tudo, com a cirurgia, com a chegada dele, com a mudança na minha vida, que mal conseguia ficar feliz.

Entrei e os procedimentos começaram. Enquanto eles eram feitos, uma enfermeira me segurou a mão e perguntou o nome do bebê. Respondi que era João e ela me disse que o nome era lindo, nome de santo (por isso o nome dele) e que o dia de São João estava chegando (24/06) e que mãe de João, todo dia de São João teria que fazer um bolo de fubá para o filho. Me fez prometer que o faria. Prometi.

Os procedimentos iniciais terminaram e finalmente o Leandro entrou. Fiquei mais tranquila com a presença dele lá.

Escuto minha médica dizer: Vai nascer!

Meu Deus! Era agora!

Não, pera! O espertinho não queria sair do quentinho e voltou pro “fundo do útero”.

Ouço mais uma vez a médica: Agora sim! Vai nascer! Preparados?

E às 13:13 veio ao mundo meu João. Nasceu viradinho de bundinha.

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Lembro da anestesista abaixar o lençol para que eu pudesse o ver. E eu vi aquele bebê e me perguntei “É meu? Então era ele que tava dentro de mim? Como pode esse bebê tão grande estar dentro de mim? Então eu sou mãe? Então eu tenho um filho pra chamar de meu?”. E me fiz todas essas perguntas em alguns segundos, porque logo ela levantou o lençol e a pediatra levou para fazer alguns exames rápidos do meu lado.

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Papai cortando o cordão umbilical ❤

Enquanto isso fiquei pensando que não tive o imprinting (amor à primeira vista) que achei que teria. Que tipo de mãe seria eu?? Aquele bebê não parecia ser meu.

Lembro de ouvir o Leandro me chamar atrás de mim, quando olhei ele me disse: ELE É LINDO!

Nesse momento me emocionei de verdade e só soube sorrir pra ele. E foi aí que ele tirou uma foto minha maravilhosa, nunca passei tanta felicidade numa foto, tanta felicidade com os olhos.

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Até que me trouxeram o João, colocaram ele do meu lado (não pude pegá-lo no colo ainda) e eu encostei meu rosto no dele. Como ele era quentinho, e como aquele quentinho me preencheu por inteiro, me deu calafrios e comecei a chorar dizendo bem baixinho que o amava, que o esperei muito e repetindo sem parar que o amava. Comecei a beijar aquele bebê da pele quentinha, o MEU bebê, o grande e verdadeiro amor da minha vida.

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E João e Leandro foram para o berçário. Finalmente o João seria apresentado a todos que estavam ali ansiosos com a sua chegada.

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Quando os vi saindo da sala, me senti tão aliviada que pude, enfim, descansar e caí no sono. E lembro que a pediatra me acordou e disse: “Olha, chegou mais gente. O berçário tem 3 janelas e todas elas estão lotadas de gente. Parece até que filho de artista nasceu”.

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Desculpa Dra. É que meu filho não nasceu, ele estreou. rsrs. Mas falando sério. Eu fiquei tão feliz em saber disso. Em saber que nós três somos queridos por muitas pessoas. E que, antes mesmo do meu filho nascer, ele já era amado por muitos.

Fui para o quarto e no caminho pude ver pessoas queridas pelos corredores. Eles me esperaram. Como é bom se sentir amada. Que conforto que dá dentro da gente.

Depois de algum tempinho, levaram o João para o quarto e eu pude, enfim, pegar meu príncipe no colo. Não existe sensação melhor no mundo. A sensação de ter o mundo inteiro nos seus braços e que o tempo parou nesse momento.

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Primeira vez que amamentei meu filho

E foi assim que no dia 6/7 (6+7 = 13), às 13:13 meu João veio a mundo de bunda virada pra lua (segura essa, Zagallo).

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E não, esses não foram os primeiros momentos da vida do João. Foram os primeiros momentos da minha vida. Foi quando minha vida começou, quando ela começou a ter sentido. Eu andei vagando por aí esse tempo todo e só agora eu sei o que é amor de verdade, o que é ser feliz de verdade por nada.

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Amo minha família mais que tudo, amo minha família com todas as minhas forças.

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Ps: As fotos em preto e branco quem tirou foi o Leandro. As que estão com logo, são da Bretas Caetano (já falei dela aqui). Obrigada pelas fotos, Bernadete. Obrigada por eternizar o momento mais feliz de nossas vidas.

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Para falar comigo, meu e-mail é fernanda_carvalho@globo.com

Beijos,

Nanda 😉

Profissão Repórter – A hora do parto

Na terça-feira dessa semana, 29/04, todo mundo tava comentando que o programa “Profissão Repórter” seria sobre partos e que todos estavam se preparando para chorar. Eu ficava pensando: “Gente, não é possível que o povo vá chorar com um programa sobre partos. Ninguém nunca viu ou sabe como funciona um parto? Rídiculo.”

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Pois bem, quando vi que já tinha começado, coloquei lá e comecei a ver. Em menos de um minuto eu estava chorando de soluçaaaar e assim fiquei até o programa terminar. Na verdade, o programa terminou e eu ainda fiquei tentando me estabilizar. O Leandro entrou no quarto durante o programa e levou um susto achando que tinha acontecido alguma coisa, mas era só eu assistindo TV.

Obs: Isso me lembrou quando eu tinha uns 20 anos, ganhei 2 ingressos pro show da Xuxa e fui com a minha amiga. Durante o caminho, ela foi falando que ia chorar, que era fã desde criança e eu falando que tava com vergonha dela, que iria deixar ela lá sozinha. Quando o show começou e a Xuxa entrou, a gente se abraçou e começou a chorar que nem criança. HAHAHAHAHA. Juro por Deus. Não acredito que tô contando isso aqui, mas ok.

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O programa contou a história de algumas mulheres e famílias diferentes no momento do seu maior milagre, que é o nascimento de um bebê.

– Contou sobre uma mulher que morava numa ilha no Amapá e deu à luz no chão da casa de uma parteira local.

– Duas mulheres grávidas que teriam o bebê num hospital particular, uma cesárea e outra normal.

Uma delas estava tentando engravidar há 2 anos e não conseguia, enquanto isso ficava vendo os amigos tendo filhos e ela não conseguindo. Foi um bebê muito esperado e a felicidade, a emoção é contagiante.

O momento dos bebês nascendo, a emoção dos pais, é inexplicável. Não tem como não pensar no meu momento, em como vai ser comigo, quais serão minhas sensações, como será meu primeiro encontro com meu príncipe, se vou poder tocá-lo, cheirá-lo, se eu vou chorar, o que eu vou falar pra ele. Isso tudo passou pela minha cabeça.

Na hora do parto elas ficam bem nervosa e eu me coloquei no lugar delas, acho que vou ficar muito nervosa, ansiosa, com medo também.

Mostra a família aguardando, o momento do pai apresentando o bebê à família e todos fazendo a maior festa. Eu penso nisso o tempo todo, em como será a reação da minha família, quero muito ver minha mãe sendo apresentada ao João. Queria que alguém filmasse esse momento para eu poder ver depois.

– A história de mulheres que dão a luz, mas não podem levar os filhos pra casa, pois ficam internados na UTI Néo-natal.

O sofrimento delas, tendo que ir todos os dias no hospital, a força, a confiança que elas têm nos filhos e a certeza de que tudo vai dar certo. Não sei se eu teria essa força, se eu aguentaria uma situação dessa, só de pensar, me arrepio toda. Elas não saem de perto da incubadora, fazem carinho na incubadora e a gente sente que a vontade mesmo é de estar fazendo o carinho no seu bebê, mas não poder isso.

Sentir a dor das mamães que perdem seus bebês sem, ao menos, terem tocado neles uma vez na vida. Mas ao mesmo tempo se surpreender com a força que esses pequenos (bem pequeninos mesmo) guerreiros têm.

É incrível também como, na UTI Néo-natal uma mãe dá força pra outra, porque todas compartilham do mesmo sofrimento, da mesma dor.

Um dos momentos que mais chorei, foi quando a mãe pega o filho no colo pela primeira vez, é a coisa mais linda do mundo, porque ele é muito pequeno, tão cheio de tubos e fios e ela fica conversando com ele. Nossa, chorei seriamente com essa cena.

Muita emoção também quando os bebês recebem alta e finalmente podem ir pra casa, parece que esse sim é o dia do nascimento deles.

Os profissionais que trabalham nessa UTI se apegam muito, sofrem junto, ficam felizes juntos, acredito ser um trabalho que ao mesmo tempo é muito difícil, é compensador.

As imagens são tocantes, emocionantes, de tirar o fôlego. Os repórteres se emocionam muito também, entram na história das famílias entrevistadas.

Fiquei procurando esse programa pelo YouTube e não conseguia achar de jeito nenhum, hoje eu mesma decidi colocar ele no YouTube porque precisava mostrar pra vocês. Ele tem 30 minutos de duração, mas vale muito a pena parar pra assistir, o tempo passa super rápido:

Lindo, né? Agora que sou mãe que eu dou maior valor as mamães, compreendo a força que elas tem e o amor incondicional que é maior que qualquer outra coisa.

Para falar comigo, meu e-mail é fernanda_carvalho@globo.com

Beijos,

Nanda 😉

 

Contrações de treinamento

Num certo momento da gravidez, o corpo começa a se preparar para o grande dia, o parto

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A atriz Nívea Stelmann ficou grávida antes de mim, tanto que ela teve bebê essa segunda-feira agora, dia 24. Como eu sigo ela no Instagram, acompanhei todos os passinhos da gravidez dela.

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Teve um dia que ela postou algo sobre estar tendo as contrações de treinamento e eu, que até então nunca tinha ouvido falar, fiquei curiosa e fui ler a respeito.

Li que é uma espécie de treinamento do corpo para a hora do parto. Mas até ela escrever isso, eu nunca tinha sentido (mas eu estava bem no comecinho da gravidez).

Faz algumas semanas que comecei a sentir uma leve contraída na barriga, lembrando uma leve tremidinha, sabe?! Deduzi que fossem as tais contrações.

Na semana passada estava eu sozinha em casa, deitada, vendo tv. E do nada minha barriga ficou MUITO dura, contraiu tudo e eu vi direitinho o formato da cabeça do João no meu lado direito.

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Apesar de não ter doído nada, eu fiz uma cara de super desespero. Na real, eu fiquei realmente muito desesperada. Durou apenas alguns segundos e só quando acabou, acho que consegui voltar a respirar normalmente de novo. Que susto, meu Deus!

Só o que me faltava! Entrar em trabalho de parto sozinha em casa. rsrs

No dia seguinte eu fiquei com uma dorzinha chata, tipo uma dorzinha muscular, sabe?! Só sentia quando sentava/levantava. Fiquei com essa dorzinha o dia todo praticamente.

Como essa semana tive meu pré natal, comentei sobre esse caso e a Dra Izabel me explicou que é bem provável mesmo que tenha sido a contração de treinamento, conhecida também como contração de Braxton Hicks.

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Essas contrações surgem a partir da 26ª semana e a mulher pode sentir de 8 à 10 contrações por dia. Mas nem toda mulher sente, isso varia de mulher pra mulher, como tudo na gravidez.

Geralmente essas contrações são indolores, mas fica essa dorzinha chata que eu disse. Pode ser também de que essa contração até doa. Mas a Dra Izabel disse que pra saber se é uma contração de treinamento ou uma de trabalho de parto, basta tomar remédio (o que ela me indicou foi o buscopan normal ou composto). Se a dor passar, é de treinamento, pois a contração de parto não tem remédio que faça passar a dor.

Claro que você provavelmente vai sentir a diferença se for uma contração de parto. Elas são mais intensas, duram mais tempo e vêm e voltam num intervalo de tempo menor.

Ah, a Dra. também me disse que pode acontecer do bebê mudar de posição, a barriga contrair toda e eu achar que seria uma contração, mas não é. É que ele meio que da uma cambalhota dentro de mim. Eita menino danado esse, hein!

E você? Já teve uma contração de treinamento? Me conta? Meu e-mail é fernanda_carvalho@globo.com

Beijos,

Nanda 😉