Agosto Dourado – 10 atitudes do pai que ajudam no sucesso da amamentação

No mês dos pais e do aleitamento materno, pediatra afirma: está na hora dos pais também assumirem a responsabilidade pela amamentação

Happy parents spending time with baby on the couch at home in the living room

Amamentar é o ato mais natural do mundo, mas, porém fácil. Converse com mães e você vai perceber que a maioria delas sentiu algum tipo de dificuldade ao começar o aleitamento e que alguns casos podem ser um pouco traumáticos. Um ponto em comum em muitas histórias bem sucedidas é quase sempre o mesmo: o apoio de familiares e, em especial, do pai.

Para a nutróloga pediátrica Aline Magnino, do Grupo Prontobaby, que há mais de 10 anos apoia famílias a vencer os desafios iniciais da amamentação, a coincidência de comemorarmos o Dia dos Pais durante o Agosto Dourado – período de conscientização proposto pela World Alliance for Breastfeeding Action em 120 países – é uma ótima oportunidade para incentivar os homens a estarem mais presentes nesse processo. Segundo ela, a parceria faz toda a diferença no sucesso da empreitada.

A amamentação pode ser um momento precioso na vida de um casal, que estreita laços não apenas entre mãe e filho, mas entre estes e o pai. Muitos homens, contudo, se sentem excluídos do processo de aleitamento. O que eles não sabem é que o seu apoio, frequentemente, faz muita diferença entre o sucesso ou o fracasso no início da amamentação, assim como seu abandono precoce. E esse suporte é ainda mais determinante quando se trata do primeiro filho.

Uma pesquisa publicada pela Associação Americana de Pediatria, reuniu 214 casais, prestes a ter seu primeiro bebê e os dividiram em dois grupos: no primeiro, os pais só receberam informações sobre amamentação quando estavam na maternidade e, no segundo, os homens puderam estudar a respeito de seis a doze semanas antes do parto. Após três meses, 95% das mães do primeiro grupo ainda davam de mamar, enquanto, no outro, a taxa era de 88%. No primeiro grupo, as mães relataram estar mais satisfeitas com o apoio do pai e os homens mostraram um maior nível de confiança. O estudo concluiu que, quando as mulheres se sentem amparadas pelos companheiros, têm mais chances de manter a amamentação, mesmo se sentindo exaustas ou inseguras.

À todos os papais a pediatra e nutróloga do Grupo Prontobaby recomenda os dez passos para a participação efetiva e afetiva do pai no apoio ao aleitamento materno, elaborados pelo Grupo Interinstitucional de Incentivo ao Aleitamento Materno:

  1. Encoraje e incentive sua mulher a amamentar

Por vezes ela pode estar insegura de sua capacidade para a amamentação. Seu apoio será fundamental nestas horas.

[Momento nostalgia] Eu lembro perfeitamente quando eu estava na maternidade (após o parto), tomando banho e chorando porque achava que meu leite não desceria. Meu marido me acalmou, disse que se eu ficasse nervosa, isso atrapalharia na produção de leite e me lembrou que a gente sabia que era por volta do terceiro dia que o leite descia. Exatamente no terceiro dia de vida do João, meu leite desceu. ❤

  1. Divida e compartilhe as mamas de sua mulher com o bebê:

Mesmo que seja difícil aceitar, lembre-se que a amamentação é um período passageiro. Dê prioridade a seu filho.

  1. Sempre que possível, participe do momento da amamentação:

Sua presença, carícias e toques durante o ato de amamentar são fatores importantes para a manutenção do vínculo afetivo do trinômio mãe-filho-pai.

  1. Seja paciente e compreensivo:

No período de amamentação, é pouco provável que sua mulher possa manter a casa, as refeições e, ainda, cuidar-se de formas impecáveis. As necessidades do recém-nascido são prioridades nesta fase.

  1. Sinta-se útil durante o período da amamentação:

Coopere nas tarefas do bebê: trocar fraldas, ajudar no banho, vestir, embalar, etc. Lembre-se que cuidar do bebê é tarefa da mamãe e do papai. Papai não é ajudante da mamãe. Pai é pai.

Quando ela estiver dando de mamar, ofereça-lhe um copo de suco ou água, ela vai adorar! Amamentar dá muita sede, sabia?

  1. Mantenha-se sereno

Embora a amamentação traga muitas alegrias, também pode trazer dificuldades e cansaço. Às vezes sua mulher pode ficar impaciente. Mostre carinho e compreensão nestes momentos. Evite brigas desnecessárias para não prejudicar psicologicamente a descida do leite.

  1. Procure ocupar-se mais dos outros filhos, se os tiver.

Para que não se sintam rejeitados com a chegada do novo irmão. Isto permitirá a sua mulher dedicar-se mais ao recém-nascido.

  1. Mantenha o hábito de acariciar os seios de sua mulher

Estudos demonstram que quanto mais uma mulher é sensível às carícias do companheiro, mais reagirá à estimulação rítmica de seu bebê.

  1. Fique atento às variações do apetite sexual de sua mulher

Algumas reagem para mais, outras para menos, são alterações normais. Esta é uma ocasião para o casal vivenciar novas experiências e hábitos sexuais, adaptando-se ao momento.

  1. Não leve para casa latas de leite, mamadeiras e chupetas

O sucesso deste período depende, em grande parte, de sua atitude. A amamentação exclusiva até os 6 meses e seu carinho e apoio é tudo que seu bebê necessita para crescer inteligente e saudável.

No mais, desejo muito sucesso nessa fase difícil, porém muito deliciosa. CURTA, CURTA, CURTA, porque o tempo VOA e isso vai deixar uma saudade absurda em seu coração.

Beijos,

Fê!

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Pais não devem ajudar a mãe, pais devem ser pais

Eu nunca entendi quando alguma mãe falava com orgulho: “Ah, o pai me ajuda muito”.

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Mas como assim ajuda? A criança é tão filha do pai quanto é da mãe. O pai não deveria ajudar, deveria ter as mesmas responsabilidades da mãe.

Eu passei quase 6 meses amamentando de madrugada. Acordava, ficava lá até o João estar totalmente saciado. Mas, na madrugada, quase sempre quem colocava pra arrotar era meu marido, pra eu poder dormir um pouquinho até o João acordar de novo.

Mesmo depois de parar de amamentar, eventualmente, o João acorda de madrugada. E quem levanta é o meu marido, dá a mamadeira na mão do João e volta pra dormir.

Quando conto isso para as pessoas, elas ficam chocadas. Algumas até me perguntam se eu não tenho vergonha. Por muitas vezes senti vergonha, sim. Me senti culpada até. Mas já me absolvi dessa culpa. E não tenho vergonha. Está escrito em algum lugar que levantar de madrugada é responsabilidade da mãe?

Por aqui não dividimos tarefas. Tudo que eu faço, meu marido também faz. Cada um faz quando pode, dependendo do dia. Nunca tivemos problema com isso. E acho um absurdo quando me impõem certas responsabilidades.

E tenho certeza que as mulheres querem que isso mude, elas não querem que o pai ajude, elas querem que o pai seja tão presente nas tarefas diárias quanto elas. Mas isso é difícil porque a sociedade te impõem todas essas responsabilidades como sendo somente suas.

No início do ano o João passou por uma fase SINISTRA pra comer. Ele gritava, cuspia a papinha, abanava as mãos e derrubava a papinha no chão. Era o verdadeiro inferno dar comida pra ele.

Um belo dia estávamos nós três no shopping e procuramos o espaço família (o nome já diz tudo, espaço para toda a família, o que acredito eu, inclui o pai, não?) para dar comida para o João. Eis que me deparo com a seguinte surpresa. O local que ficava a cadeira de alimentação, microondas, filtro, pia e cadeira amamentação era de entrada proibida de homens. Isso mesmo! Só eu achei isso um absurdo?

Se você é mãe de gêmeos e precisa amamentar, vai ter que se virar nos 30 ou então levar uma mulher a tira colo com você.

Se seu filho está com o pai sozinho no shopping….opa! Melhor ele se virar para dar comida em outro lugar. Se seu filho não fica sentado numa cadeira normal da praça de alimentação, então é melhor ir pra casa. Porque a cadeirinha de alimentação, ele não vai poder usar.

E se, o seu caso é como o meu, vai passar perrengue. E foi um perrengue louco. O João se sujou inteiro, sujou a cadeira toda, o chão todo. E meu marido sentado lá fora, sem poder entrar.

Foi um perrengue tão grande, que o joão se abanava tanto que derrubou o pote de papinha no chão e quebrou. Sujou o chão inteeeeeeeeeiro de papinha. Nesse momento eu me descontrolei e ignorei qualquer regra (eu odeio ir contra regras dos lugares que estou, mesmo que eu não concorde). Chamei meu marido e pedi pra ele me ajudar, pelo amor de Deus.

Nossa, foi um transtorno. Um passeio que era para ser prazeroso, foi horríveeeel.

Tirando esse, outro dia me marcou muito.

Fomos em um restaurante, mesmo eu estando muito cansada. Assim que chegamos o João fez xixi e vazou tudo (é incrível, nunca vaza xixi em casa, mas é só a gente sair que vaza xixi da fralda, sempre).

Pedi pro meu marido trocar a fralda porque eu realmente tava cansada e tinha ACABADO de sentar. Ele pegou o João no colo e perguntamos aonde era o trocador. Eis que a resposta: “No banheiro feminino”. Eu: “Não tem no dos homens?”. “Não”. “Não tem no de deficientes?” “Não”. Inacreditável!!

Mais uma vez, se o seu filho tiver sozinho com o pai, ou ele troca na mesa do restaurante, ou vai embora, ou fica sujo até chegar em casa. Não é surreal isso?

E o pior!! Depois que eu me toquei que 99% dos lugares são assim. Isso tira muito o meu humor. Sou revoltada com isso.

Massssssss……..nem tudo está perdido. Fiquei feliz em saber que esse cenário está mudando.

É que a partir desse mês de Agosto, a marca da Bayer começa uma campanha bem legal com os homens e lidera um movimento mais legal ainda para incentivar a participação dos pais na criação e nos cuidados com os filhos.

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Eu não sei o porquê, mas cuidados como dar banho, trocar fralda e colocar pra dormir são algumas das muitas responsabilidades, em geral, dadas às mães. Os pais, assim como meu parido, aos poucos, estão se envolvendo e aumentando a participação nas tarefas diárias. Mas as mulheres ainda são as que mais dedicam tempo às crianças. Segundo pesquisa da Universidade do Estado de Ohio, dos EUA, as atribuições básicas de cuidados com bebês de, aproximadamente, nove meses consomem duas horas por dia de dedicação das mães contra 40 minutos dos pais. Olha isso!

E pensando nessa importância da paternidade ativa e presente, a Bepantol® Baby vai liderar, a partir desse mês, o movimento que se chama Papai Manda Bem, que terão debates e uma série de ações, incluindo a entrega de mil trocadores de fraldas para banheiros masculinos ou que tenham áreas comuns para ambos os sexos de estabelecimentos públicos de todo o Brasil. GRAÇAS A DEUS! Ouviram minhas preces quase que diárias. Como nunca ninguém pensou nisso antes?

“Os homens estão assumindo novos papéis nas relações familiares, principalmente na criação dos filhos. E o nosso movimento Papai Manda Bem visa incluí-los cada vez mais na rotina de cuidados com as crianças”, afirma Mariana Hagel, gerente de marketing de Bepantol® Baby no Brasil.

De acordo com o relatório State of the World’s Fathers, divulgado recentemente pela organização ativista MenCare, crianças cujos pais participam desde cedo da criação se tornam mais felizes e educadas.

Entendendo esse cenário, a Bepantol® Baby passa a dialogar também com os homens, provocando uma mudança de comportamento e chamando a atenção para o papel do novo pai, que precisa estar cada vez mais envolvido no cuidado com os bebês, não apenas com o suporte financeiro, mas compartilhando as tarefas com as mães e assumindo mais responsabilidades no dia a dia com os pequenos. O objetivo da marca é promover, a partir de agora, ações que fortaleçam o vínculo entre pais e filhos, incentivando a evolução da paternidade nas relações familiares.

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E se você tem um estabelecimento e está interessado em participar do movimento e receber os trocadores de fraldas de Bepantol® Baby você deve se inscrever na seção Papai Manda Bem, pelo site www.bepantolbaby.com.br, e enviar fotos e a descrição do local. Em um segundo momento, a Bayer avaliará se os espaços estão dentro das determinações especificadas no regulamento e, se aprovado, o estabelecimento receberá o trocador de fraldas. “Nosso objetivo com as mil entregas é incentivar que os homens possam desempenhar mais facilmente o papel de pai, uma vez que na maioria dos estabelecimentos o trocador fica no banheiro feminino”, diz Mariana.

As inscrições podem ser feitas de 7 de agosto a 17 de abril de 2016 ou enquanto durarem os estoques. Os mil trocadores serão distribuídos em todo o território nacional até maio de 2016.

Além disso, a marca mapeará estabelecimentos no Brasil que já possuam a estrutura necessária aos pais e enviará selos com a assinatura da campanha #papaimandabem, evidenciando que esses pontos são chancelados por terem um fraldário para receber os pais e seus bebês.

Eu achei tão demais essa iniciativa da Bepantol que queria dar um abraço neles pra agradecer. rsrs. Tenho certeza que não sou a única mãe agradecida, não é mesmo?

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Para falar comigo, meu e-mail é fernanda_carvalho@globo.com

Beijos,

Nanda

O que ninguém nunca vai te contar sobre a maternidade

O cansaço, sem dúvida, é o lado obscuro da maternidade. Só que ninguém nunca te contou, nem vai contar. Porque mãe que é mãe nem liga que o filho cansa, a gente quer é mais

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Vou começar esse post dizendo que morro de saudade dos dias que passei na maternidade, com enfermeiros e médicos me auxiliando em tudo, parecia até que eu estava em um hotel. Os últimos dias que dormi na vida. rsrs.

Ok, é um pouco (bem pouquinho mesmo) de exagero. Mas o que quero conversar com vocês hoje é o quanto é cansativa a vida de mãe.

Eu chegava do trabalho e da faculdade e achava que estava cansada, mas não, eu nunca soube o que realmente é estar cansada antes do João nascer. Nesses 4 meses, eu pude realmente ver o limite de um cansaço.

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No primeiro mês é desesperador. É O João nunca foi uma criança que chora muito, mas um bebê que acabou de nascer, tem que se ambientar ao lado de fora, tem que aprender a dormir. Me ensinaram no hospital a dar mamar de 3 em 3h, mesmo se ele tivesse dormindo. E ele foi acostumando que mamar é de 3 em 3h. Mas o problema que não era só isso. Mama, aí faz cocô, troca a fralda (depois aprendi num livro a não acender a luz de madrugada nem pra dar mamar e nem pra trocar fralda, ficar só com a luz de apoio, a usar fralda noturna e só trocar se ele fizer cocô – essas duas coisas me ajudaram muito) , acende luz, ele desperta, quando chora você ainda não entende o motivo do choro, você tá insegura, às vezes dá uma coliquinha, aí faz dormir de novo. E até você dormir realmente, já tá quase na hora dele mamar de novo. E isso é realmente desesperador!!!!! Era tão desesperador que eu chorava de cansaço, chorava de sono.

Meu casamento entrou em crise. Quase não ficávamos de bem, estávamos sempre discutindo ou estávamos brigados. Pensei que fossemos nos separar. Mas hoje vejo que estávamos muito cansados, estressados. Não soubemos administrar isso direito.

É uma fase que parece que nunca vai acabar, mesmo as pessoas falando que vai passar, eu ficava pensando: “Mas meu Deus, todo mundo fala que vai passar e não passa nunca, quando realmente vai passar?”. Não sei exatamente quando passou, mas passou.

Realmente passou mesmo. O João começou a espaçar mais o sono e a entender que à noite é mamar e dormir de novo (às vezes não dá muito certo, mas na maioria das vezes, sim). Só que quando acaba uma fase díficil, você entra em outra fase difícil e assim vai, é um ciclo vicioso. A diferença é que você vai aprendendo a lidar com o cansaço, você já entende melhor o choro do seu filho (se é de fome, desconforto, dor, manhã – na época o leandro pesquisou uns vídeos que desvendam o choro de bebê, ajudou muito a gente, mas com o dia-a-dia, a gente foi entendendo melhor do que com os vídeos que quando ele chorava a gente tentava desvendar se o choro era igual ao que a moça do vídeo dizia que era de fome), já sabe o que pode acalmar, etc. O problema que o que um dia super dá certo pra acalmar seu filho, no dia seguinte já não funciona mais e você fica na tentativa e erro.

Sempre me diziam pra eu aproveitar que o João está dormindo de dia para dormir também. Ok, mas aí quem arruma a casa, lava roupa, passa?Então isso de dormir de dia com ele comigo nunca rolou.

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No início tentava deixar ele na cadeirinha e fazer as coisas de casa. Percebi que ele se estressava muito mais, eu me cansava muito mais e não conseguia fazer nada. Um dia me dei conta de que ele precisa de atenção e resolvi me doar 100% ao meu filho quando estou só eu e ele. Posso dizer que minha vida melhorou muito. Quando ele tá acordado, eu sou só dele. Brinco com ele, estimulo, beijo o dia inteiro. Logo ele se cansa e dá uma soneca, aí sim corro para fazer as coisas aqui em casa. Nem sempre dá certo, porque ele acaba não dormindo por muito tempo, então minha casa vive uma zona doida que só consigo dar um jeitinho quando o Leandro chega à noite. Às vezes eu tô tão cansada de noite que não dou jeitinho nenhum por isso, mas me absolvo da culpa.

Minha mãe não gosta, vive falando que sempre deu conta de mim e da casa sem problemas. Eu não sei como e gostaria muito que fosse assim por aqui também, mas infelizmente não é. E por conta disso me cobro muito. Por conta disso me sinto péssima mãe. Não só pelo que minha mãe fala, mas porque vejo mães que tem, às vezes, mais de um filho e dá conta da casa e do filho, que a casa vive um brinco. Eu ainda não descobri como conseguir fazer isso, mas espero que consiga com o tempo.

Ainda é muito difícil. Uns dias mais tranquilos, uns mais pesados. Tem dias que minhas costas queimam de tanta dor, outras que o João dorme tanto à noite (umas 6/7h seguidas) que acordo renovada. Semana passada coloquei na minha cabeça que iria fazer ele dormir no berço (ele está bem pesadinho pra ficar ninando ele o tempo todo). Foi mais de 1 hora de muita paciência, muita força. Tiveram momentos que eu tive a sensação de que iria desmaiar de cansaço, mas não me permiti desmaiar. O Leandro dizia pra eu ir descansar que ele ficaria lá do lado, mas não fui, eu sabia que eu era capaz, eu queria provar para mim mesma que era capaz. Capaz de ser mais forte do que eu penso ser.

Sabe, eu me cobro muito como mãe. Não me considero uma boa mãe, longe disso. Eu acho que “sobrevivo” como mãe.  O dia que minha mãe comentou numa foto minha dizendo que tem orgulho de mim (como mãe) eu desandei a chorar. Ter a aprovação dela é muito importante pra mim. Sua mãe te aprovando como mãe é a melhor coisa que você pode esperar.

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Eu confesso: Teve um dia que eu estava tão desesperada de cansaço que me peguei falando que se eu soubesse que ter filho é tão cansativo, jamais teria. Me desculpa, porque é tudo mentira. Sabe por que ninguém nunca vai te dizer para não ter filho, que filho cansa? Porque tudo compensa. Compensa quando sinto o cheiro do João, quando o vejo dormindo, quando o vejo sorrindo, quando o vejo conversando e até quando, como agora, que ele tá brincando sozinho com o pé, porque essas pequenas descobertas são os melhores momentos que você pode vivenciar.

Veja bem, eu não estou reclamando da minha vida, estou desabafando. Porque às vezes é preciso isso. É preciso você falar, falar com alguém que entenda seu momento, suas dificuldades e até as suas loucuras.

E, felizmente, estou podendo contar com 2 anjos na minha vida chamados Maria Letícia e Mariana. Nossos bebês nos uniram, nasceram no mesmo mês, fizemos um grupo no whatsapp e nos falamos o dia inteiro. Lá a gente desabafa quase que o dia inteiro, mas damos dicas umas para as outras, conselhos e rimos muito de nós mesmas.

Aconselho a quem puder, procurar pessoas que estejam passando pela mesma fase que você. Você vai ver que não é a única. Que até aquilo que você tem vergonha de admitir, é normal. E assim é mais fácil levar a vida.

Estou sendo também injusta se não disser que Deus me mandou o maior de todos os anjos, meu parceiro, meu Leandro. É o melhor pai que eu poderia sonhar para meu filho. Me ajuda, me dá forças. Se não fosse ele, com certeza eu não conseguiria. Temos até revezado de madrugada. Eu dou mamar e ele nina o João.

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Preciso também bater palmas de pé para mães solteiras porque é barra pesadíssima.

Enfim, obrigada meu Deus pela oportunidade de sentir todo esse cansaço. Me sinto sortuda, me sinto completa agora.

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Beijos,

Nanda

O dia do nosso nascimento

Sempre ouvi dizer que quando a mulher está prestes a parir, ela meio que se isola. Eu achava que isso era lenda, mas sem perceber, no dia anterior ao meu parto, comecei a ficar pensativa, na minha, calada, nervosa.

Nesse mesmo dia à noite, fui para o futuro quarto do meu príncipe, fiquei ali até o Leandro chegar. Quando ele chegou, ficamos um pouco abraçados e comentei que a partir do dia seguinte nossa vida nunca mais seria a mesma, mesmo que quiséssemos, mesmo que tentássemos, nunca mais voltaria ao que era. Consequentemente, nós nunca mais seríamos os mesmos.

Aquilo me deu um frio na barriga e começou a cair minha ficha que era verdade, eu seria mãe. Os 9 meses passaram muito rápidos. Lembro exatamente o dia que descobri a gravidez e, desde então, por mais que os dias passassem correndo, sempre parecia muito distante. Mas não estava mais distante. Eu iria dormir e quando acordasse, iria ao hospital dar as boas vindas ao MEU FILHO.

E assim, no dia 7/6/14, num sábado, acordei bem cedo e comecei a me arrumar para receber o amor da minha vida, sempre em silêncio. Fomos para o hospital eu, Leandro, minha mãe, meu pai e uma amiga que tiraria as fotos do parto, a Bernadete. Todos muito felizes e falantes, mas eu ainda na minha.

Fiz o procedimento da internação e subimos para o quarto. Aos poucos, alguns amigos e familiares começaram a chegar. Cada um que chegava era um conforto no meu coração. Era como se cada um estivesse segurando minha mão e dizendo que ficaria tudo bem.

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Minhas amigas chegando de surpresa e fazendo a maior festa no quarto

Um a um foi chegando até que o quarto estava lotado. Acredito que já tinham umas 20 pessoas no quarto quando minha médica chegou. Ela conversou comigo, me contou como seriam os procedimentos e pediu que todos se retirassem do quarto e se encaminhassem para a sala de espera do berçário.

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NOSSA! Tava chegando a hora. E do mesmo jeito que chegaram, um a um foi se despedindo de mim, me desejando uma boa hora. Não me aguentei, comecei a chorar, me emocionei com as palavras que me disseram e, ao mesmo tempo, vê-los saindo do quarto me fez pensar que agora era comigo, só comigo.

Quando minha mãe veio se despedir de mim, me deu um beijo na testa e não disse nada. Mas eu sabia tudo o que ela queria dizer na hora e todas essas palavras não ditas confortaram meu coração.

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Até que todos se foram e o maqueiro chegou para me levar. NOSSA! Então a hora chegou mesmo, não tinha para onde correr, não tinha como adiar.

Subi na maca, Leandro me deu a mão e o maqueiro começou a me empurrar pelos corredores do hospital até o centro cirúrgico.

A sensação era igual de um filme, eu via apenas as luzes no teto passando sobre mim, via algumas pessoas queridas que ficaram pelos corredores para esperar eu passar e me dizerem mais algumas palavras de carinho e apoio. O que me fez chorar mais, fui praticamente o caminho todo chorando e apertando a mão do Leandro, não queria que ele me soltasse por nada no mundo.

Mas, para a minha surpresa, chegando na porta do centro cirúrgico, o maqueiro pediu para nos despedir porque a entrada do Leandro era do outro lado e que ele só entraria na sala de parto quando toda a preparação já tivesse sido feita, praticamente somente na hora do nascimento mesmo.

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Me desesperei, eu não podia ficar sozinha, eu precisava dele ali comigo, eu simplesmente não conseguiria sozinha. Mas não tínhamos escolha, tivemos que nos despedir. E por mais que tivesse toda a equipe médica lá, me sentia completamente sozinha.

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Fiquei no corredor por alguns poucos, porém infinitos, minutos enquanto terminavam de preparar a sala para a minha entrada.

Alguns enfermeiros e médicos me perguntavam o motivo do choro, se era de nervosismo ou de alegria. Menti, falei que era de alegria, mas eu estava tão nervosa com tudo, com a cirurgia, com a chegada dele, com a mudança na minha vida, que mal conseguia ficar feliz.

Entrei e os procedimentos começaram. Enquanto eles eram feitos, uma enfermeira me segurou a mão e perguntou o nome do bebê. Respondi que era João e ela me disse que o nome era lindo, nome de santo (por isso o nome dele) e que o dia de São João estava chegando (24/06) e que mãe de João, todo dia de São João teria que fazer um bolo de fubá para o filho. Me fez prometer que o faria. Prometi.

Os procedimentos iniciais terminaram e finalmente o Leandro entrou. Fiquei mais tranquila com a presença dele lá.

Escuto minha médica dizer: Vai nascer!

Meu Deus! Era agora!

Não, pera! O espertinho não queria sair do quentinho e voltou pro “fundo do útero”.

Ouço mais uma vez a médica: Agora sim! Vai nascer! Preparados?

E às 13:13 veio ao mundo meu João. Nasceu viradinho de bundinha.

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Lembro da anestesista abaixar o lençol para que eu pudesse o ver. E eu vi aquele bebê e me perguntei “É meu? Então era ele que tava dentro de mim? Como pode esse bebê tão grande estar dentro de mim? Então eu sou mãe? Então eu tenho um filho pra chamar de meu?”. E me fiz todas essas perguntas em alguns segundos, porque logo ela levantou o lençol e a pediatra levou para fazer alguns exames rápidos do meu lado.

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Papai cortando o cordão umbilical ❤

Enquanto isso fiquei pensando que não tive o imprinting (amor à primeira vista) que achei que teria. Que tipo de mãe seria eu?? Aquele bebê não parecia ser meu.

Lembro de ouvir o Leandro me chamar atrás de mim, quando olhei ele me disse: ELE É LINDO!

Nesse momento me emocionei de verdade e só soube sorrir pra ele. E foi aí que ele tirou uma foto minha maravilhosa, nunca passei tanta felicidade numa foto, tanta felicidade com os olhos.

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Até que me trouxeram o João, colocaram ele do meu lado (não pude pegá-lo no colo ainda) e eu encostei meu rosto no dele. Como ele era quentinho, e como aquele quentinho me preencheu por inteiro, me deu calafrios e comecei a chorar dizendo bem baixinho que o amava, que o esperei muito e repetindo sem parar que o amava. Comecei a beijar aquele bebê da pele quentinha, o MEU bebê, o grande e verdadeiro amor da minha vida.

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E João e Leandro foram para o berçário. Finalmente o João seria apresentado a todos que estavam ali ansiosos com a sua chegada.

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Quando os vi saindo da sala, me senti tão aliviada que pude, enfim, descansar e caí no sono. E lembro que a pediatra me acordou e disse: “Olha, chegou mais gente. O berçário tem 3 janelas e todas elas estão lotadas de gente. Parece até que filho de artista nasceu”.

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Desculpa Dra. É que meu filho não nasceu, ele estreou. rsrs. Mas falando sério. Eu fiquei tão feliz em saber disso. Em saber que nós três somos queridos por muitas pessoas. E que, antes mesmo do meu filho nascer, ele já era amado por muitos.

Fui para o quarto e no caminho pude ver pessoas queridas pelos corredores. Eles me esperaram. Como é bom se sentir amada. Que conforto que dá dentro da gente.

Depois de algum tempinho, levaram o João para o quarto e eu pude, enfim, pegar meu príncipe no colo. Não existe sensação melhor no mundo. A sensação de ter o mundo inteiro nos seus braços e que o tempo parou nesse momento.

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Primeira vez que amamentei meu filho

E foi assim que no dia 6/7 (6+7 = 13), às 13:13 meu João veio a mundo de bunda virada pra lua (segura essa, Zagallo).

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E não, esses não foram os primeiros momentos da vida do João. Foram os primeiros momentos da minha vida. Foi quando minha vida começou, quando ela começou a ter sentido. Eu andei vagando por aí esse tempo todo e só agora eu sei o que é amor de verdade, o que é ser feliz de verdade por nada.

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Amo minha família mais que tudo, amo minha família com todas as minhas forças.

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Ps: As fotos em preto e branco quem tirou foi o Leandro. As que estão com logo, são da Bretas Caetano (já falei dela aqui). Obrigada pelas fotos, Bernadete. Obrigada por eternizar o momento mais feliz de nossas vidas.

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Beijos,

Nanda 😉

Papai também se sente pressionado

A gravidez não é só sua, é também do papai. Ele também está grávido

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Se tem uma coisa que tem sido essencial na minha gravidez, é o apoio que tenho recebido do papai Leandro.

Ele tem cuidado da gente de uma forma incrível que nunca esperava que alguém pudesse fazer nem por mim, nem pelo nosso João.

Além disso, ele tem tido uma paciência que eu achava que não teria comigo. Porque a gravidez é uma TPM constante e tem dias que nem eu me aguento.

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É muita pressão sobre nós, gravidinhas. Só que o que eu acabei não percebendo que é muita pressão sobre eles também, os papais.

E ultimamente eu tenho notado o Leandro muito nervoso, muito estressado. Ele tem perdido a paciência muito facilmente, tem ficado de mau humor por muito pouco e, quem conhece o Leandro, sabe que isso é completamente fora do normal. Pro Leandro tudo tá bom, tudo vai se ajeitar, não precisa se stressar. Então, vê-lo assim, por muitas vezes até me assusta.

De uns tempos pra cá ele tem caído na cama e apagado, até ronca às vezes. Dá pra perceber o quanto ele está CANSADO. Começou a ter umas crises de sonambulismo, que me dão muitos sustos de madrugada.

Nessas crises, ele sempre dá um pulo na cama e eu acordo muito assustada. Uma vez deu um pulo na cama e disse que ia pegar Sprite pra mim (sendo que a gente nem bebe Sprite, nunca nem compramos esse refrigerante aqui em casa), no outro deu um pulo e disse que ia dar um jeito no ar que tava entrando e fez como se tivesse fechando a janela que já estava fechada (quando ele “caiu em si” disse que achou que a janela estava aberta com ar entrando) e hoje eu acordei com ele dando um pulo na cama e puxando meu edredom, meio que me ajudando a levantar.

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Só hoje consegui perceber que essas crises de sonambulismo nada mais são do que excesso de zelo, que mesmo dormindo, ele tá preocupado comigo e com o João. E isso me dá um aperto no coração, uma dó. Saber que, apesar de todo esforço, trabalho e cuidado que ele tem tido, a gente (eu e João) não consegue dar paz pra ele nem para dormir bem e acordar disposto no dia seguinte para trabalhar.

Eu tenho tentado colaborar um pouco para que ele relaxe, sabe?! Quando vejo que ele está estressado, mesmo sem motivo, não argumento, nem falo nada, deixo ele se acalmar sozinho. Às vezes até saio de casa, vou pra casa de alguma amiga, pra dar esse espaço pra ele. Geralmente, aos finais de semana, eu acordava, não gostava de ficar acordada sozinha e acordava ele. Agora não faço mais isso, saio do quarto e deixo ele dormir até não aguentar mais, porque sei que ele realmente está precisando disso.

Queria que fosse mais fácil, que ele não precisasse se preocupar tanto com a gente, que ele percebesse que “Olha, vai ficar tudo bem, estamos todos bem e o que realmente importa é isso”. Mas acabo percebendo que fui eu que deixei ele ficar assim, que todo o meu stress, meu nervosismo, minha ansiedade e minha “TPM” fizeram isso com ele, o que acaba me deixando muito culpada.

Enfim, espero que com o passar do tempo, essas ansiedades todas passem e nós nos acostumemos com essa nova situação. 😉

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Para falar comigo, meu e-mail é fernanda_carvalho@globo.com

Beijos,

Nanda 😉

Preparando o quarto e relaxando

Gravidez de muito trabalho, mas também um descanso merecido

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Sexta-feira, feriado, todos viajando, na praia ou piscina e eu na missão “quarto do João”.

Quer dizer, eu sozinha, não. Mas a missão está sendo cumprida.

Finalmente o pedreiro começou a obra no quartinho. Obrigada, mamãe respira aliviada. Na verdade, ele não vai fazer muita coisa, apenas trocar o piso, acredito que na segunda-feira ele finalize isso.

De resto, o papai que vai fazer. Vai colocar o rodapé, roda meio (descobri ontem que aquela ripa de madeira que a gente coloca no meio da parede, como se fosse uma faixa, se chama roda meio), vai passar massa na parede, pintar.

E na sexta-feira fomos na Leroy Merlin comprar o material faltante da obra para deixarmos tudo do jeitinho que queremos. Fomos eu, o príncipe pai e minha mãe.

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Papai sofre sempre. Quem lembra da foto dele na mala do carro, apertadinho, voltando da feira gestante e bebê?

Minha mãe é muito moderna, disse pra tirarmos uma "selfie". Está aí nossa selfie

Minha mãe é muito moderna, disse pra tirarmos uma “selfie”. Está aí nossa selfie

Nossa, é um sonho poder escolher tudo do zero pra um ser que você vai ensinar tudo do zero.

Todos os mínimos detalhes do quarto do meu filho foram escolhidos e pensados por mim e pelo papai durante a gravidez.

Por esses dias eu parei pra pensar: “Será que vai ficar bom quando juntar tudo?”. Nunca fiz isso, é a primeira vez. E esse medinho bateu do nada.

Ontem foi folga do pedreiro, mas não do papai. Papai começou a fazer a parte dele na obra. Tadinho, dá uma peninha vendo ele trabalhar nisso sozinho, mas realmente não posso ajudá-lo. O cheiro da massa é muito forte, tive que ficar trancada no quarto. Gravidez tem dessas coisas.

Quando acabou o “trabalho”, resolvemos sair pra almoçar (mesmo já sendo bem tarde pra isso). Fomos a um bar que quero muito recomendar à vocês, o Benditho Bar. Tudo uma delícia e o preço super justo.

Pedimos de entrada dois croquetes de carne com mostarda preta que estavam dos Deuses, bem crocante por fora e molinho por dentro.

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De prato principal, uma carne de sol acebolada, com queijo coalho e manteiguinha de garrafa. Hmmm, tava morrendo de desejo de uma carninha de sol.

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Essa tábua custou por volta de R$45,00

Príncipe pai pode se dar um luxo de uma cervejinha (lá eles têm um cardápio só de cervejas importadas e artesanais) e, enquanto ele fechava com um caldinho de feijão, eu fechei com uma sobremesa maravilhosa, mini churros recheados e sorvete de creme.

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R$10,90 o caldinho

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R$14,90. Meu Deus, tava muito bom. O churros quentinho, crocante e o sorvete quebrando com o geladinho

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R$18,90

O Benditho Bar fica na Rua Balthazar Lisboa, 47 (esquina com a Rua Pereira Nunes) – Vila Isabel – Rio de Janeiro.

Vale dar uma conferida. Ainda mais porque, por esses dias, eles estão participando do concurso Comida di Buteco e o cardápio do concurso parece ser uma delícia. Ristoto de carne seca, abobrinha e queijo. Nham, nham. Fazendo a felicidade de uma grávida.

Muito bom poder aproveitar esse tempinho à sós com o príncipe pai, porque a gente sabe que esses dias estão contados. Em breve terá um terceiro integrante na família que vamos levar para todos os cantos emboladinho com a gente.

Beijos,

Nanda 😉

Para falar comigo, meu e-mail é fernanda_carvalho@globo.com

O bom e o ruim de estar grávida

Tudo na vida tem uma parte boa e uma ruim, com a gravidez não é diferente

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Uma das partes boas da gravidez é ser paparicada o tempo todo. Seus amigos e familiares ficam muito mais carinhosos, muito mais preocupados e prestativos com você.

Quer dizer, tirando o meu pai, que não entende muito bem esse lance de gravidez. Ele anda rápido na rua e fica com raiva quando eu não acompanho o ritmo, manda eu andar mais rápido. Alow, já viu o tamanho desta barriga? Então, ela pesa muito, não posso e não consigo andar mais rápido que isso. É devagar, eu sei, mas é o que tem pra hoje.

Voltando ao assunto, é muito bom esse carinho todo.

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Sábado mesmo, fui numa festa e fui super paparicada por meus amigos, alguns que nunca foram tão próximos e tal. E até por quem eu nunca tinha visto, que me parava, falava do barrigão e emendávamos algum assunto sobre a gravidez em geral. Isso realmente é muito bom, porque, como já disse, esse é meu assunto predileto.

Ah, uma pergunta que não parei de responder ontem, e que respondo o tempo inteiro é: É normal ou cesárea?

Não me incomodo de responder, nem fico de saco cheio com essa mesma pergunta o tempo todo. Mas juro que fico me questionando o motivo dessa curiosidade das pessoas. Eu não me recordo se antes de ficar grávida eu perguntava isso pra outras grávidas. Porque eu realmente não sei no que isso muda alguma coisa. rsrs

Sábado, por acaso, todas as vezes que respondi que seria cesárea, todo mundo respeitou, entendeu a minha decisão. Mas como eu já comentei aqui, na maioria das vezes, quando respondo isso, as pessoas torcem o nariz, criticam de alguma maneira. Outra coisa que também não entendo, já que o corpo é meu, o filho é meu e, principalmente, a vida é minha.

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Ok, já falamos bastante sobre esse assunto anteriormente.

Agora, se tem uma coisa que eu detesto na gravidez, é o de me sentir muito inútil.

Eu odeio ver os outros fazendo as coisas e não poder fazer nada. Tipo na mudança da minha vó, todo mundo carregando caixa e eu sentada no sofá. Ou quando voltamos do chá do João e estávamos descarregando o carro, todo mundo levando sacos gigantes, bolsas e eu sentada no sofá mais uma vez.

No início da gravidez, eu realmente achava que esse lance de não poder fazer esforço, carregar um pesadinho, era frescura. Mas não é mesmo! Só de tentar levar uma coisa pesadinha, a barriga já fica dura, o fôlego acaba. De verdade.

Sábado, por exemplo, como comentei aqui, tirei o final de semana off e resolvi fazer faxina no quarto. Não é o ideal, mas como não posso pagar uma diarista, alguém precisa fazer algo, senão vira um chiqueiro, né?!

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Fiz bem devagar, parava e descansava de vez em quando. Nos cantos que eu teria que abaixar ou subir em escada, pedia pro príncipe pai fazer.

Levei bastante tempo pra terminar, comecei por volta de 12h e terminei por volta de 17h. Mas consegui!

Quando terminei, fomos pra festa da nossa amiga e logo que cheguei lá comecei a sentir uma dor nas costas insuportável. Uma dor tão forte que as costas ardiam. Aí a dor nas costas aumentou pra uma dor no pé da barriga, depois para as pernas. Acabou que não fiquei muito tempo na festa e vim logo pra casa.

Chegando em casa tomei uma Novalgina (lembrando que quem me liberou tomar Novalgina foi a minha obstetra, não se toma NENHUM remédio sem indicação do seu médico). Desde que engravidei, tento evitar remédios ao máximo. Apesar da minha médica ter liberado alguns (pouquíssimos medicamentos), só tomo quando está realmente impossível.

Deitei me sentindo mega pesada, tudo pesava no meu corpo de tanto cansaço. Graças a Deus, não tem nada que  uma boa noite de sono não cure (apesar de acordar de hora em hora pra fazer xixi) e acordei outra pessoa no Domingo.

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Mas fica a lição. Não dá mesmo pra abusar, a condição física não é mais a mesma e tem que se acostumar com isso.

Dá sim para fazer as tarefas de casa. Desde que seja com calma, fazendo pequenos intervalos, não abusando e, principalmente, descansando depois do término.

E vocês? Fazem as tarefas de casa mesmo com o barrigão?

Beijos,

Nanda 😉

Para falar comigo, meu e-mail é fernanda_carvalho@globo.com