Entenda as partes fisiológicas do sexo

Vejo muitas mulheres comentando que a libido aumentou ou diminuiu durante e depois da gravidez. Hoje nesse post vamos tirar todas as dúvidas sobre esse assunto.

Você sabia, por exemplo, que a relação sexual está dividida em quatro fases e que várias reações fisiológicas acontecem durante o ato? São informações que muitas vezes passam despercebidas pelas mulheres, mas que são importantes para que a relação com seu companheiro seja cada vez mais prazerosa para ambos. Conhecer o seu próprio corpo e saber como ele funciona é fundamental para a busca do bom sexo.

O primeiro passo é conhecer seu aparelho sexual. Os principais órgãos das mulheres são o clitóris e a vagina. No entanto, em todo o corpo é possível encontrar partes responsivas ao desejo sexual, como os seios, a própria pele, o ânus, entre outros. Em ambos os sexos, há duas importantes reações fisiológicas quando se inicia o estímulo sexual: a vasocongestão e miotomia. “O primeiro é o enchimento de sangue dentro dos órgãos. O segundo é a contração regular ou em espasmos involuntários que se observa em alguns tecidos musculares. Na mulher, o acúmulo de sangue no clitóris, nos pequenos e grandes lábios e no terço inferior da vagina formam o que é chamado de plataforma orgásmica”, explica a Dra. Ana Lucia Beltrame, ginecologista, obstetra e especialista em reprodução humana.

Mas até chegar ao sexo propriamente dito, a relação passa por quatro fases: a do desejo, que é o querer o outro, ter vontade de ter o contato; a da excitação, que inclui sensações de prazer, com a preparação do corpo para o ato, quando a mulher lubrifica a vagina; o orgasmo, ponto máximo da relação sexual, quando é liberada toda a tensão represada nas duas fases anteriores, trazendo o sentimento de prazer; e a resolução, a fase de bem-estar e relaxamento trazida pelo ato. “Em cada fase, o corpo produz substâncias químicas que causam mudanças físicas e abrem caminho para a experiência do prazer. Há também liberação de hormônios sexuais – estrógeno no caso das mulheres e testosterona nos homens. Nelas, o clitóris e os lábios vaginais incham e a musculatura da entrada do canal se abre”, diz a Dra. Ana Lucia Beltrame.

Mas nem tudo é só prazer. Alguns problemas, sejam físicos ou psicológicos, podem atrapalhar a relação sexual. As mulheres sofrem com algumas disfunções sexuais, as mais comuns são as inibições do desejo sexual, a anorgasmia, o vaginismo e a dispareunia. Problemas no casamento, como brigas e desentendimentos quanto ao que cada um espera do relacionamento, falta de intimidade, dificuldade de comunicação entre o casal ou tabus relacionados à própria sexualidade, traumas como estupros, além das doenças hormonais são os maiores problemas enfrentados pelas mulheres quando o assunto é sexo. “Se você passa por algum desses problemas e tem uma relação sexual não prazerosa converse com o seu ginecologista, ele entenderá o seu problema e poderá ter uma resposta. Em alguns casos, um atendimento multidisciplinar poderá ser a solução”, aconselha a especialista.

No vídeo abaixo, a Dra Ana Lucia responde às principais dúvidas sobre o problema:

Sobre a Dra. Ana Lucia Beltrame:

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A Dra. Ana Lucia Beltrame é médica formada pela UNIFESP – Escola Paulista de Medicina, mestre em ciências e especialista em ginecologia e obstetrícia pela Faculdade de Medicina da USP.

A profissional participa continuamente de congressos e simpósios nacionais e internacionais, é membro efetivo da Sociedade Americana e Europeia de Medicina Reprodutiva e junto com quatro parceiros, fez parte da equipe responsável pela criação do Centro de Reprodução Humana do Hospital Sírio Libanês.

Atualmente trabalha em seu próprio consultório, é atuante nas áreas de reprodução humana, laparoscopia e endoscopia ginecológica e discorre sobre diversos assuntos na área, como transplante de útero, congelamento de óvulos, check up feminino etc.

Confira mais informações nos canais de comunicação da Dra. Ana:

Site: www.anabeltrame.com.br

Blog: www.mommy2be.com.br

Facebook: pageanabeltrame

Beijos,

Nanda

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Para falar comigo, meu e-mail é fernanda_carvalho@globo.com

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Consulta Pré-natal

Desde o início da gravidez, tenho consulta pré-natal todo mês

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Antes de começar o post de hoje, preciso contar que o pedreiro apareceu, veio hoje e já está trabalhando no quarto do João. Nossa, nunca pensei em ficar tão feliz em ver um pedreiro. To super aliviada de verdade. 🙂

Eu tinha falado pra vocês que essa semana iria em mais um pré-natal. Na terça-feira foi minha consulta e foi bem proveitosa.

Está tudo bem comigo e com meu baby. Minha pressão está ok. Como contei ontem aqui, engordei 9kgs ao todo e já estou na 33 semana, sendo que 4kgs foram só esse mês.

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Ouvimos o coraçãozinho dele e AMO essa parte, não canso de me emocionar com isso.

A Dra. Izabel disse que meu seio está com a auréola bem escura e isso quer dizer que vai dar bastante leite. Além disso, ela pressionou e saiu o líquido (o chamado colostro). Fiquei tão feliz com isso. Quero tanto amamentar muito meu João. Deixar ele bastante gordinho só com meu leite.

Ela já tinha me indicado usar conchas de amamentação rígidas para formar o bico do peito. Eu comprei e quando postei a foto no instagram algumas mamães disseram que usaram, outras que usaram só depois do parto e outras disseram que eu não deveria usar porque induz ao parto.

Acabei ficando um pouco em dúvida se era esse modelo mesmo que a médica tinha me indicado e como eu deveria usar, então não usei e esperei a consulta agora para levar até ela para me instruir melhor. Ela me disse que são essas mesmas e que já posso usar, que não induz ao parto. A única coisa que pode induzir o parto é estimular o seio, usando uma bomba de tirar leite, por exemplo.

Ela me ensinou que eu devo abrir a concha, encaixar o bico do peito bem no furo do meio que a concha tem, na hora de fechar, posicionar o furo da tampa para cima. E usar quando for dormir, com sutiã. Achei estranho o fato de dormir com sutiã, mas vou começar a usar a partir de hoje, depois conto como foi essa experiência.

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A minha é essa. Custou por volta de R$40,00

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Haviam me dito também que eu já podia passar creme de lanolina no seio para prepará-lo contra as rachaduras. Eu havia comprado de duas marcas diferentes e estava testando as duas. Mas a Dra. me disse que não posso passar nada no seio, nada que hidrate ele. Então vou guardá-los para quando começar a amamentar.

As duas que comprei foram essas:

Essa todo mundo fala que é a melhor e que é milagrosa contra as rachaduras

Essa todo mundo fala que é a melhor e que é milagrosa contra as rachaduras

Essa não conhecia, mas comprei para experimentar

Essa não conhecia, mas comprei para experimentar

Levei também minha listinha de dúvidas que sempre levo em todas as consultas:

– Comentei sobre as fisgadas e pressão na vagina que tanto estavam me preocupando. A Dra me informou que essas pontadas são normais, como as fisgadas no pé da barriga, são os nervos. Como está bem pesada a barriga, tudo estendido, esses nervos costumam a doer. Não é nada demais, não há nada que possa ser feito, a dorzinha vem e vai sozinha.

– Falei que no início da gravidez eu consegui evitar bastante o refrigerante (mais a Coca-Cola), mas que agora tenho sentido uma vontade louca de beber. O que ela me informou é que o refrigerante não faz bem nem agora, durante a gravidez, nem pós gravidez. Normalmente dá muitos gazes em mim (apesar de eu não estar tendo gazes), faz mal pra mim, pro meu bebê e quando ele nascer, pode dar cólica nele, porque tudo que eu consumir irá para o meu leite.

Bom, eu sou muito viciada em Coca Cola, vai ser mega difícil pra mim, mas juro que tentarei parar desde agora, para não tomar de jeito nenhum enquanto tiver amamentando.

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– Uma coisa que vinha me deixando com muito medo foi saber que a minha mãe, no meu parto, teve uma parada cardíaca e tiveram que reanimá-la. A Dra. Izabel me explicou que isso não é genético, então não necessariamente porque minha mãe teve, eu terei. Que não tem como prever quem terá ou não algum tipo de reação à anestesia e que pode acontecer com qualquer um, não sendo constantes os casos.

Ufa! Fiquei bem mais tranquila mesmo.

– Por último, perguntei até quando eu poderia dirigir. Dra Izabel me disse que vai do bom senso de cada uma, não existe um período certo, mas que eu tenho que ter em mente que posso sofrer um acidente a qualquer momento, mesmo com o carro parado alguém pode bater em mim, por exemplo. Questionei se não era a mesma coisa que se eu tivesse no banco do carona, e ela me respondeu que é, mas que grávida deve andar no banco de trás. Juro que me surpreendi, não sabia que grávida deveria andar no banco de trás. Sendo que andar no banco de trás dá um super enjôo, acho que por conta do amortecedor, um saco isso.

Volto lá em 15 dias e já estou anotando minhas dúvidas na listinha. Se alguém tiver dúvida, me mande que coloco na minha listinha também. Meu e-mail é fernanda_carvalho@globo.com

Beijos,

Nanda 😉

Diário de gravidez – Semana 32

Entrando na semana 32 e relatando os sintomas, mudanças, sensações, emoções dessa semana

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Hoje é feriado aqui no Rio de Janeiro, dia de São Jorge (Salve Jorge), padroeiro da cidade. Hoje também completo 32 semanas de gravidez. Meu Deus! Faltam só 6 semanas pra minha cesárea, 48 dias!

Que louco isso. Outro dia mesmo eu estava fazendo o exame de gravidez e estava aos prantos porque uma vida ia depender de mim e eu mal sabia me cuidar. Ok, essa parte ainda me assusta. A diferença é que agora eu me sinto totalmente completa, não consigo me imaginar de outra maneira. Eu nasci pra ser mãe!

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Bom, nessa fase da gestação tem duas coisas que têm acabado comigo: Azia e dor nas costas.

Eu li que é normal a azia aumentar agora nessa fase porque o útero está comprimindo muito o estômago. E realmente está demais, é muito forte e é constante. Desde o início, minha médica liberou tomar o Mylanta Plus e ele sempre resolveu, mas agora ele não tá dando conta. É o dia inteiro, eu acordo de madrugada com azia insuportável.

O que me ajuda muuuuuuuito mesmo, mais que o remédio, é água bem gelada. Ando viciada em beber água com gelo, desce que é uma maravilha. Sempre ando com a minha garrafinha de água. A água é muito importante na gravidez, inclusive, já comentei algumas vezes isso aqui. Não deixe nunca de beber água.

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As dores nas costas e na região pélvica estão extremamente fortes. Minhas costas chegam a arder de tanta dor. E creio que essa dor só vai aumentar a partir de agora. Trabalhar sentada o dia todo, pra mim, tem sido o sacrifício maior. O pior mesmo é depois do trabalho ter que pegar ônibus e ainda assistir aula. Mas, graças a Deus, nessa semana, os feriados de semana santa e mais esse de hoje me ajudaram muito a poder descansar.

Estou tendo uma grande dificuldade para deitar, sentar, levantar. A barriga tá bem pesada e as dores estão bem bizarras. Enquanto estou escrevendo esse post, já mudei de posição várias vezes. Já sentei na cadeira, ja sentei na cama, coloquei um travesseiro aqui, outro ali, mas realmente tá muito difícil.

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De vez em quando também sinto falta de ar, principalmente quando me deito. O que é super comum, já que o útero também está comprimindo o diafragma. Quando isso acontece, eu levanto, me sento, tento inspirar pelo nariz e expirar pela boca, daí o ar vai voltando.

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Outra coisa que venho sentindo, é uma pressão na vagina, meio que uma pontada pra baixo. Como se ele estivesse prestes a sair, não sei direito explicar a sensação. Pesquisei e vi que muitas mulheres sentem a mesma coisa, é super comum. Mas não sei dizer o motivo disso. Semana que vem eu tenho consulta e vou perguntar sobre isso, daí conto pra vocês aqui.

Ah, além disso, de uns 2 dias pra cá, comecei a sentir ele mexendo meio que na vagina. Abaixo do umbigo, sabe? É uma sensação muito esquisita, dá uma leve agonia. Procurei no Google e vi que algumas mulheres também sentem isso, que é normal. Mas confesso que a primeira vez que senti pensei: CHEGOU MINHA HORA, AGORA É ESPERAR A DOR VIR.

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Apesar disso tudo, tenho conseguido dormir melhor, apesar de acordar diversas vezes para ir ao banheiro. Não sei se finalmente consegui encontrar posições melhores para dormir ou se apenas me acostumei com o desconforto. E quando caio no sono, caio tão pesado que nem me mexo. Aí acordo com dores nas articulações ou dormências, mas só mudar de posição que melhora.

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Sinto vontades gigantes de ir ao banheiro fazer xixi. A vontade bate do nada e às vezes é tão forte que mal consigo andar até ao banheiro de tanta dor. E chegando lá, na maioria das vezes, sai um xixizinho de nada. rsrs. Minha dica é que quando você for ao banheiro, se incline um pouco pra frente. Isso irá ajudar a esvaziar a bexiga completamente.

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Logo que engravidei e soube que não poderia mais tomar remédios, me desesperei um pouco porque desde criança tenho crises fortíssimas de enxaqueca. Cheguei a tomar remédios controlados por um tempo. E, quando tenho essas crises, o único remédio que funciona comigo é a Neosaldina, que eu não poderia tomar mais. Os únicos rémedios liberados pela médica eram o Paracetamol e Novalgina.

Conforme o tempo foi passando, comecei a achar estranho porque as crises diminuíram significativamente, elas eram bem frequentes antes. E pesquisei, e vi que realmente, na gravidez as dores de cabeça tendem a diminuir. Ufa!

Mas esse final de semana dormi na casa da minha mãe e tive uma crise bizarra. Pra minha tristeza, lá só tinha Paracetamol e ele não adianta. O Paracetamol me aliviava durante algumas horas, mas quando o efeito do remédio passava, a dor voltava BEM MAIS FORTE. Foi uma noite difícil, madrugada pior ainda. Doía tanto que não conseguia nem raciocinar, cheguei a vomitar de dor. Entrei debaixo do chuveiro diversas vezes, coloquei compressa de gelo. E ela só passou de vez de manhã quando vim pra casa e tomei Novalgina. Sério, enquanto eu escrevo agora, parece que eu tô relatando um pesadelo.

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Ontem tive um pequeno sangramento. Percebi quando fui ao banheiro e vi uma mancha amarronzada na calcinha. Falei com a minha médica e ela disse para acompanhar, caso continuasse para procurar uma emergência. Graças a Deus, não continuou, foi só aquele mesmo.

A Dra Izabel me disse que as causas podem ser muitas. Falou que é comum acontecer depois da relação sexual (não foi o meu caso) ou pode ser também infecção urinária. De qualquer maneira, levarei meus exames na semana que vem para ela dar uma olhada.

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Tirando isso, eu dei uma super desinchada. Meus pés e minhas mãos estavam enooooormes e agora eles estão super normais (só meu nariz que tá ficando meio bolinha). Acredito que tenha sido por conta do tempo que deu uma amenizada. No calor, eles incham muito. Mas acho também que minha dose diária de água tem ajudado muito.

Minha vó sempre disse que quando a mulher desincha é que chegou a hora dela de dar a luz, que depois disso é só esperar que virá. Medinho da minha vó.

Brincadeiras a parte, eu tenho um pressentimento, uma coisa minha, que o João vai vir antes da hora. E me angustia não ter nada arrumado ainda. Quero logo arrumar o quarto dele, terminar de lavar as roupinhas e, principalmente, fazer nossas malas pra maternidade.

Mas acredito que até semana que vem, isso tudo vai estar organizado. Tenho fé!

Ah, já comecei a ver lembrancinhas de maternidade. Tenho visto algumas inspirações e, se vocês quiserem, posso colocar essas inspirações aqui depois.

Pra finalizar, ontem ocorreu um fato que me emocionou, que me fez lembrar que tudo isso que escrevi aqui em cima vale a pena. Que tudo que eu passei, passo e vou passar para ter meu João nos meus braços, vale a pena.

Peguei uns bombons, sentei na cama e comecei a comer. Meu deus! Que felicidade que meu filho ficou. Pela primeira vez, ele começou a balançar a minha barriga.

Eu já sinto as mexidinhas dele faz um tempo, mas nunca foi tão nítida. A minha pele levantou várias vezes, a barriga sacudiu (opa, sacudiu agora de novo).

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Nossa, como isso é maravilhoso! E tem gente que não acredita em milagres. Como pode? E como pode eu amar tanto uma pessoa que nunca vi? Não tem explicação.

Para falar comigo, meu e-mail é fernanda_carvalho@globo.com

Beijos,

Nanda 😉

Sua gravidez é sua e de mais ninguém

Não há como prever como será sua gravidez, mas pode-se ter certeza que não será igual a nenhuma outra gravidez

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Como comentei diversas vezes aqui, faço parte de alguns grupos no Facebook sobre maternidade e gravidez. Adoro ler os tópicos e debates, me ajudam muito.

E vejo muito por lá mamães que vão aos médicos (obstetra ou até mesmo pediatra), que receitam algum remédio ou aconselham fazer algo, mas as mamães não confiam e vão aos grupos pedirem opiniões de outras mamães.

Eu não acredito ser a maneira correta.

Você tem que confiar no seu médico, confiar no que ele te diz, no que ele te aconselha fazer. Vocês precisam ter uma relação boa.

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Não precisa concordar com tudo o que o seu médico diz. Mas quando isso acontecer, precisa procurar uma segunda opinião de um outro profissional, uma pessoa que tenha estudado o assunto e possa te aconselhar corretamente.

Não existe uma verdade absoluta no mundo e, quando a situação for o contrário, você ouvir uma opinião de outro profissional que seja divergente à opinião do seu médico, vale comentar sobre isso com seu médico, para ouvir o que ele tem a dizer a respeito, às vezes vocês encontram um denominador comum e você entende melhor a posição dele.

O que eu não acredito ser o correto é comentar com outra mamãe o que seu médico disse, a mamãe dizer que ele está errado, você acatar e fazer o que a mamãe disse, não o que o médico disse.

É preciso entender que cada mulher é única, cada gravidez é única e, principalmente, cada criança é única. O que meu médico me aconselhou, nem sempre vai ser relevante e valer para você.

Além disso, o que vejo muito é um desrespeito pelas escolhas de algumas mamães. Se eu escolhi parto normal, parto cesárea, se eu optei por não parar de beber refrigerante, se eu crio meu filho desse jeito ou de outro, eu estou fazendo pensando no meu melhor e no melhor pro meu filho.

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Não há motivo para desrespeito, achar que a sua verdade é a única correta e começar a criticar. Você pode e deve aconselhar, dar a sua opinião, mas jamais criticar ou tratar com desrespeito, só porque você acha que esse não é o correto.

Aprendi com a gravidez que não se deve ditar regras para outra mamãe, porque só você sabe o que passa em casa, só você sabe dos seus limites.

Então fica a dica e o recado. Vamos procurar nos aconselhar com profissionais capacitados e vamos, principalmente, nos respeitar, ok?

E quando eu estava finalizando esse post, começa o filme que comentei ontem, “O que esperar quando você está esperando”. O filme foi inspirado no livro, como havia comentado antes, e tem TUDO a ver com o que eu estou falando hoje.

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O filme conta as histórias de 5 mulheres diferentes: Uma tentante, uma que não pode engravidar e sonha em adotar, uma que engravidou contra vontade, uma que tem a gravidez dos sonhos de qualquer mulher e uma estrela de TV que também engravidou.

É muito legal ver o drama e a felicidade de cada uma, os sintomas, como cada gravidez é totalmente diferente da outra.

Eu já tinha visto uma vez, mas posso garantir que assisti-lo grávida é totalmente diferente, vemos com outros olhos. Uma visão real e totalmente divertida da gravidez, relacionamento e maternidade.

Vale muito assistir. Recomendo!

Para falar comigo, meu e-mail é fernanda_carvalho@globo.com

Beijos,

Nanda 😉

O bom e o ruim de estar grávida

Tudo na vida tem uma parte boa e uma ruim, com a gravidez não é diferente

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Uma das partes boas da gravidez é ser paparicada o tempo todo. Seus amigos e familiares ficam muito mais carinhosos, muito mais preocupados e prestativos com você.

Quer dizer, tirando o meu pai, que não entende muito bem esse lance de gravidez. Ele anda rápido na rua e fica com raiva quando eu não acompanho o ritmo, manda eu andar mais rápido. Alow, já viu o tamanho desta barriga? Então, ela pesa muito, não posso e não consigo andar mais rápido que isso. É devagar, eu sei, mas é o que tem pra hoje.

Voltando ao assunto, é muito bom esse carinho todo.

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Sábado mesmo, fui numa festa e fui super paparicada por meus amigos, alguns que nunca foram tão próximos e tal. E até por quem eu nunca tinha visto, que me parava, falava do barrigão e emendávamos algum assunto sobre a gravidez em geral. Isso realmente é muito bom, porque, como já disse, esse é meu assunto predileto.

Ah, uma pergunta que não parei de responder ontem, e que respondo o tempo inteiro é: É normal ou cesárea?

Não me incomodo de responder, nem fico de saco cheio com essa mesma pergunta o tempo todo. Mas juro que fico me questionando o motivo dessa curiosidade das pessoas. Eu não me recordo se antes de ficar grávida eu perguntava isso pra outras grávidas. Porque eu realmente não sei no que isso muda alguma coisa. rsrs

Sábado, por acaso, todas as vezes que respondi que seria cesárea, todo mundo respeitou, entendeu a minha decisão. Mas como eu já comentei aqui, na maioria das vezes, quando respondo isso, as pessoas torcem o nariz, criticam de alguma maneira. Outra coisa que também não entendo, já que o corpo é meu, o filho é meu e, principalmente, a vida é minha.

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Ok, já falamos bastante sobre esse assunto anteriormente.

Agora, se tem uma coisa que eu detesto na gravidez, é o de me sentir muito inútil.

Eu odeio ver os outros fazendo as coisas e não poder fazer nada. Tipo na mudança da minha vó, todo mundo carregando caixa e eu sentada no sofá. Ou quando voltamos do chá do João e estávamos descarregando o carro, todo mundo levando sacos gigantes, bolsas e eu sentada no sofá mais uma vez.

No início da gravidez, eu realmente achava que esse lance de não poder fazer esforço, carregar um pesadinho, era frescura. Mas não é mesmo! Só de tentar levar uma coisa pesadinha, a barriga já fica dura, o fôlego acaba. De verdade.

Sábado, por exemplo, como comentei aqui, tirei o final de semana off e resolvi fazer faxina no quarto. Não é o ideal, mas como não posso pagar uma diarista, alguém precisa fazer algo, senão vira um chiqueiro, né?!

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Fiz bem devagar, parava e descansava de vez em quando. Nos cantos que eu teria que abaixar ou subir em escada, pedia pro príncipe pai fazer.

Levei bastante tempo pra terminar, comecei por volta de 12h e terminei por volta de 17h. Mas consegui!

Quando terminei, fomos pra festa da nossa amiga e logo que cheguei lá comecei a sentir uma dor nas costas insuportável. Uma dor tão forte que as costas ardiam. Aí a dor nas costas aumentou pra uma dor no pé da barriga, depois para as pernas. Acabou que não fiquei muito tempo na festa e vim logo pra casa.

Chegando em casa tomei uma Novalgina (lembrando que quem me liberou tomar Novalgina foi a minha obstetra, não se toma NENHUM remédio sem indicação do seu médico). Desde que engravidei, tento evitar remédios ao máximo. Apesar da minha médica ter liberado alguns (pouquíssimos medicamentos), só tomo quando está realmente impossível.

Deitei me sentindo mega pesada, tudo pesava no meu corpo de tanto cansaço. Graças a Deus, não tem nada que  uma boa noite de sono não cure (apesar de acordar de hora em hora pra fazer xixi) e acordei outra pessoa no Domingo.

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Mas fica a lição. Não dá mesmo pra abusar, a condição física não é mais a mesma e tem que se acostumar com isso.

Dá sim para fazer as tarefas de casa. Desde que seja com calma, fazendo pequenos intervalos, não abusando e, principalmente, descansando depois do término.

E vocês? Fazem as tarefas de casa mesmo com o barrigão?

Beijos,

Nanda 😉

Para falar comigo, meu e-mail é fernanda_carvalho@globo.com

Contrações de treinamento

Num certo momento da gravidez, o corpo começa a se preparar para o grande dia, o parto

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A atriz Nívea Stelmann ficou grávida antes de mim, tanto que ela teve bebê essa segunda-feira agora, dia 24. Como eu sigo ela no Instagram, acompanhei todos os passinhos da gravidez dela.

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Teve um dia que ela postou algo sobre estar tendo as contrações de treinamento e eu, que até então nunca tinha ouvido falar, fiquei curiosa e fui ler a respeito.

Li que é uma espécie de treinamento do corpo para a hora do parto. Mas até ela escrever isso, eu nunca tinha sentido (mas eu estava bem no comecinho da gravidez).

Faz algumas semanas que comecei a sentir uma leve contraída na barriga, lembrando uma leve tremidinha, sabe?! Deduzi que fossem as tais contrações.

Na semana passada estava eu sozinha em casa, deitada, vendo tv. E do nada minha barriga ficou MUITO dura, contraiu tudo e eu vi direitinho o formato da cabeça do João no meu lado direito.

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Apesar de não ter doído nada, eu fiz uma cara de super desespero. Na real, eu fiquei realmente muito desesperada. Durou apenas alguns segundos e só quando acabou, acho que consegui voltar a respirar normalmente de novo. Que susto, meu Deus!

Só o que me faltava! Entrar em trabalho de parto sozinha em casa. rsrs

No dia seguinte eu fiquei com uma dorzinha chata, tipo uma dorzinha muscular, sabe?! Só sentia quando sentava/levantava. Fiquei com essa dorzinha o dia todo praticamente.

Como essa semana tive meu pré natal, comentei sobre esse caso e a Dra Izabel me explicou que é bem provável mesmo que tenha sido a contração de treinamento, conhecida também como contração de Braxton Hicks.

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Essas contrações surgem a partir da 26ª semana e a mulher pode sentir de 8 à 10 contrações por dia. Mas nem toda mulher sente, isso varia de mulher pra mulher, como tudo na gravidez.

Geralmente essas contrações são indolores, mas fica essa dorzinha chata que eu disse. Pode ser também de que essa contração até doa. Mas a Dra Izabel disse que pra saber se é uma contração de treinamento ou uma de trabalho de parto, basta tomar remédio (o que ela me indicou foi o buscopan normal ou composto). Se a dor passar, é de treinamento, pois a contração de parto não tem remédio que faça passar a dor.

Claro que você provavelmente vai sentir a diferença se for uma contração de parto. Elas são mais intensas, duram mais tempo e vêm e voltam num intervalo de tempo menor.

Ah, a Dra. também me disse que pode acontecer do bebê mudar de posição, a barriga contrair toda e eu achar que seria uma contração, mas não é. É que ele meio que da uma cambalhota dentro de mim. Eita menino danado esse, hein!

E você? Já teve uma contração de treinamento? Me conta? Meu e-mail é fernanda_carvalho@globo.com

Beijos,

Nanda 😉

Dúvidas novas, dúvidas antigas, sempre dúvidas

Durante a gravidez, cada minuto é um flash

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Nossa, parece que tem um século que não escrevo aqui. Mas não pense que abandonei vocês, longe disso. É que a vida embolou nesses dias.

Ainda estou tentando postar aos finais de semana, mas por enquanto não to conseguindo, porque estou deixando para resolver as coisas do chá, do quarto do João e ainda é o único tempo que me resta pra estudar pra faculdade. Mas vou me organizar melhor pra conseguir fazer isso tudo e ainda escrever aqui.

Na segunda-feira, foi dia de ir na Dra. Izabel pra ver se tá tudo bem comigo e com o João, então foi muito corrido o dia e não consegui passar aqui.

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Fiquei toda feliz porque contei pra ela sobre esse blog e ela ficou super animada, entrou na hora no blog, disse que tava fofo, que eu escrevo bem (melhor elogio que eu possa receber) e que é ótimo eu fazer esse cantinho mesmo. Ainda guardou o endereço do blog e disse que ia entrar depois e olhar de novo com mais calma. Ganhei meu dia, né?!

Contei pra ela o quanto esse cantinho tem sido importante pra mim. Pra eu mesma poder acompanhar meu desempenho, minhas dificuldades e até sensações novas que acabam por passar despercebidas. E também porque o retorno que eu tô tendo está sendo maravilhoso tanto por aqui, quanto pelo Facebook, pelo Instagram, por e-mail. Essa troca de figurinhas tem sido fundamental na minha gravidez.

Marcamos a data de chegada do meu baby, dia 9/6/14. Eu não sabia, mas ela disse que na cesárea, ela prefere fazer o parto com 38 semanas.

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É uma emoção tão grande marcar a data certa de chegada do amor da sua vida. A data do encontro mais importante do mundo, meu e do meu filho. Fiquei totalmente radiante com isso. Saí contando pra todo mundo.

Além disso, levei minha listinha de dúvidas. Algumas vou falar aqui hoje, outras vou deixar um post inteiro pra cada uma delas.

Bom, acho que todo mundo sabe que durante a gravidez não se pode pintar cabelo. Mas eu tinha lido que podia sim, a partir do 3º mês. Apesar de já estar no 7º, resolvi perguntar pra Dra. antes de fazer qualquer coisa, até porque minha amiga que tá no primeiro trimestre tinha essa dúvida também.

O que ela me disse é que NÃO PODE! Que talvez bem no finalzinho da gestação, até ela libere dependendo da situação. Que, na verdade, não existe nenhum estudo que comprove que faz mal, mas também não existe nenhum que comprove que não faz mal. Não queremos pagar pra ver, né? Eu tô bem aqui com as minhas californianas naturais. rsrs

Eu ando também sentindo uma dor muito forte do lado direito, bem próximo do quadril, enquanto eu ando. Me parecia muito com aquela famosa “dor de veado” que sentimos quando bebemos algo e dançamos ou fazemos algum exercício. Mas é bem mais forte, é tão forte que eu nem consigo continuar a andar, preciso parar, esperar um pouco.

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A obstetra me explicou que é normal, essa dor é de ligamento. Porque o útero se estende muito e às vezes esse ligamento dói mesmo. Nesse caso, é só dar uma paradinha, dar uma massageada de leve no local, que passa. Sem necessidade de remédio, nem nada. Só massagear um pouquinho, que já melhora.

Vejo também muitas mamães em dúvida (nos grupos que faço parte no Facebook) porque o bebê não se mexeu por algum período e sempre perguntam quanto tempo é normal o bebê ficar sem chutar.

A Dra Izabel primeiro me explicou que bebê não chuta, ele se mexe, muda de posição. E que não tem um período certo para se considerar normal o bebê não se mexer. Às vezes ele se mexe e a gente não sente ou porque foi de leve ou porque está dormindo, vai depender muito. Então desencane se não sentir seu bebê mexer, ok?!

Por último, perguntei se havia algum problema em eu ir num enterro. O Tio Avô do príncipe pai faleceu e eu fiquei sabendo enquanto aguardava a consulta naquele dia. Óbvio que fiquei mega triste, mas tentei me controlar pelo meu bem e pelo bem do meu filho. Mas fazia questão de ir lá me despedir de uma pessoa tão querida quanto ele foi, principalmente porque ele me lembrava muito meu avô que eu perdi quando criança, era como se fosse um elo que ainda tivesse com meu avô quando eu o tinha por perto.

A Dra. me explicou que ir em um enterro não existe nenhum risco de infecção, nem nada do tipo. O risco é apenas emocional, de me abalar muito e isso acabar fazendo com que eu passasse mal. Expliquei que eu estava tranquila, mas que em casa me sentiria mais angustiada do que lá. Então ela me liberou, disse apenas que quando eu chegasse em casa, tirasse a roupa, colocasse pra lavar e tomasse um banho.

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Ontem fui ao enterro. Quando achei que iria me desestabilizar, no momento da oração, saí da capela e fiquei sentadinha do lado de fora. Quando achei que era o momento, entrei de novo. Foi bem tranquilo, fui acompanhando o caixão com calma, apesar de ser uma escadaria sem fim no cemitério. No final, quando comecei a não me sentir bem, fui embora.

Cheguei em casa mais do que exausta, fiz o que a Dra me recomendou e dormi como uma pedra, não fui trabalhar e nem à faculdade, realmente estava muito cansada.

Hoje tô nova e muito feliz, pois completo 28 semanas de gravidez. Meu príncipe tá quase aí, faltam 75 dias, e só consigo focar nisso.

Um beijo,

Nanda 😉

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