Agosto Dourado: Posições para amamentar o bebê de forma correta

Escolher a postura adequada é um dos fatores que mais colabora com o sucesso do aleitamento

posicoes corretas para amamentacao

A amamentação logo nas primeiras horas de vida do bebê acarreta em diversos benefícios para a mãe e o recém-nascido. De acordo com Lavínia Springmann, Consultora da Amamentação da NUK, as mães que amamentam logo após o parto apresentam maior chance de sucesso nas práticas da amamentação. Além disso, o contato da pele da mãe com a do bebê ajuda a prevenir a ocorrência de hipotermia e auxilia na relação entre mãe e filho.

Segundo Lavínia, a posição correta para amamentação é um dos fatores mais importantes para evitar desconfortos futuros. A mãe deve escolher a maneira mais confortável para que o bebê pegue a mama de maneira correta e consiga ingerir maior quantidade de leite.

Confira algumas posições:

Segurar o bebê no colo em posição transversal, “barriga com barriga”, utilizando o braço contrário ao seio em que ele está mamando.

posição para amamentar barriga com barriga
Apoie o bebê no colo em posição transversal, utilizando o braço do mesmo lado do seio em que ele mama.

posição para amamentar transversal
Segure o bebê passando-o embaixo do seu braço, do mesmo lado do seio em que ele está mamando. Sente-se de pernas cruzadas na beira da cama, sofá ou use duas cadeiras.

posição para amamentar embaixo do braço
Coloque o bebê na posição “de cavalinho” em uma das suas coxas, deixando-o de frente para o seio.

posição para amamentar cavalinho
Coloque o bebê em posição paralela ao corpo, elevando ligeiramente sua cabecinha, para ajudar o leite a descer. A recomendação é que a mãe só amamente deitada se estiver bem acordada para não correr risco de acidentes.

posição para amamentar deitada
Use qualquer combinação citada no caso de ter gêmeos e deseje amamentar ao mesmo tempo.

posição para amamentar gêmeos
A pega correta:

A posição certa está diretamente ligada ao sucesso da amamentação e alguns sinais revelam se a pega foi feita de maneira correta:

– O bebê abre bem a boca e abocanha quase toda a aréola;

– A boca do bebê se mantém bem aberta e acoplada ao seio e seu queixo se encosta na parte inferior da mama;

– A aréola fica mais visível acima da boca do bebê do que abaixo;

– O bebê suga, respira e engole o leite de forma natural e coordenada, com sucções lentas e profundas. Suas bochechas ficam arrendodadas.

Orientações:

Os dedos não devem pinçar o seio, nem tocar a aréola. Não é necessário o apoio com a mão, apenas quando os seios da mãe são muito grandes e pesados. É preciso cuidado para não bloquear a descida do leite (não use o dedo em tesoura) e não coloque o dedo na aréola, pois é lá que o bebê deve colocar a boca.

É importante que o bebê arrote depois da mamada, pois engole muito ar enquanto mama que se acumula em seu estômago, causando desconforto. Cada criança tem seu próprio padrão de sucção variando o tempo da mamada, por isso evite controlar esse tempo.

Durante o período de amamentação, é recomendável que a mãe tenha uma dieta equilibrada, rica em cálcio (encontrado nos laticínios), iodo (presente em peixes de água salgada) e aumentar a quantidade de ingestão de líquidos.

Auxílio:

A Concha de Amamentação NUK foi desenvolvida com formato ergonômico e interior em silicone, promovendo o efeito massageador que facilita o aleitamento.

concha de amamentação

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Mitos e verdades da amamentação

Mitos e verdades da amamentação com consultoria da pediatra e consultora internacional de amamentação Dra. Kelly Oliveira.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a amamentação deve ser exclusiva até o sexto mês de vida dos bebês e recomenda que as mamães amamentem seus filhos por até dois anos ou mais.

No entanto, o ato de amamentar ainda gera muitas dúvidas entre as mamães, eu mesma me senti completamente perdida na gravidez e pós parto. Li muito sobre o assunto, vi muitos vídeos.

Li muita coisa boa, mas sabemos que tem muita informação falsa por aí. Muitos conselhos e pitacos, então acabamos mais perdidas do que antes, em determinados momentos. Por isso, a pediatra e consultora internacional de amamentação Dra. Kelly Oliveira esclarece os principais mitos e verdades da amamentação.

mitos e verdades amamentacao

Amamentar Dói – NEM MITO. NEM VERDADE.

Nos primeiros dias as mamas podem ficar inchadas e doloridas, mas se os sintomas permanecerem ou piorarem, um especialista deve ser consultado para indicar o melhor tratamento.

Se não amamentar o primeiro bebê, não conseguirá amamentar o segundo – MITO.

Mesmo que não amamente o primeiro filho por alguma razão, é possível amamentar sim o segundo.

Existe uma posição ideal para amamentar – VERDADE.

É importante que o bebê faça a pega correta da mamada. A boca do bebê deve estar bem aberta, com os lábios virados para fora e abocanhando a aréola, e não só o bico do seio, o que ajuda a extrair a quantidade de leite adequada e evita machucados no seio da mãe.

Meu peito rachou. Devo parar de amamentar – MITO.

A indicação da interrupção deve ser avaliada em conjunto com um especialista, uma vez que pode trazer outro problema, como o empedramento da mama. Corrigir a causa do aparecimento do machucado é sempre indicado, muitas vezes uma simples correção de pega já é suficiente. A lanolina 100% natural poderá ajudar na reparação mais rápida da lesão.

Não tenho bico para amamentar – MITO.

Não importa como é o bico da mãe (plano, invertido etc), o bebê conseguirá ser amamentado se fizer a pega correta. Mas o uso do corretor de mamilos pode ajudar.

Acho que não tenho leite suficiente – MITO.

A quantidade de leite produzida pela mãe é a ideal para satisfazer o bebê. Porém, algumas mulheres podem produzir uma quantidade maior. Esse excedente pode ser extraído através de bombas e armazenado ou doado a bancos de doação de leite humano.

Meu leite é fraco – MITO.

Não existe leite mais fraco ou mais forte, já que cada mãe produz o leite adequado para seu bebê. O importante é procurar esvaziar a mama e o bebê mamar regularmente.

Tive mastite por causa do excesso de leite – VERDADE.

Como a mastite é a inflamação das glândulas mamárias, o ideal é não permitir o acúmulo do leite através de massagens e extração.

Água quente desempedra o leite – MITO.

Para desempedrar o leite é indicado realizar massagens e retirar o excesso através de bombas para o armazenamento. Compressas de água fria são bem vindas quando há dor e inflamação.

O leite materno pode ser congelado – VERDADE.

O saco de armazenamento de leite, feito especialmente para este fim, deve ser imediatamente guardado na geladeira, no congelador ou no freezer.

Machucados nos seios podem ser prevenidos com o sol – VERDADE.

Tomar sol nos seios ajuda na prevenção de rachaduras.

Prótese de silicone atrapalha a amamentação – MITO.

Nem implante de sili­co­­ne, nem mamoplastia compro­metem a produção de leite ou interferem na ama­mentação. A prótese de silicone precisa ser colocada atrás da glândula mamária ou atrás do músculo peitoral.

Amamentar deixa o peito caído? – MITO

Não há relação entre amamentação e flacidez.

Sobre a Dra. Kelly Marques Oliveira

Formada em Medicina na Unicamp, Pediatra pela Universidade de São Paulo, e com Especialização em Cardiologia Pediátrica no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia. Especialização em Alergia e Imunologia na Unifesp (em andamento). É consultora internacional de Amamentação (IBCLC). Dedica-se atualmente às áreas de amamentação e alimentação infantil pelo método Baby-Led-Weaning (BLW). Conquistou o Título de Especialista em Pediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Idealizadora do cuidado humanizado e integral das crianças. Autora do blog http://www.pediatriadescomplicada.com, com várias dicas sobre saúde da criança. Atua também como pediatra em dois hospitais do SUS em parceria com Hospital Israelita Albert Einstein. Atende também em consultório particular.

Site: www.drakellyoliveira.com

Agosto Dourado – 10 atitudes do pai que ajudam no sucesso da amamentação

No mês dos pais e do aleitamento materno, pediatra afirma: está na hora dos pais também assumirem a responsabilidade pela amamentação

Happy parents spending time with baby on the couch at home in the living room

Amamentar é o ato mais natural do mundo, mas, porém fácil. Converse com mães e você vai perceber que a maioria delas sentiu algum tipo de dificuldade ao começar o aleitamento e que alguns casos podem ser um pouco traumáticos. Um ponto em comum em muitas histórias bem sucedidas é quase sempre o mesmo: o apoio de familiares e, em especial, do pai.

Para a nutróloga pediátrica Aline Magnino, do Grupo Prontobaby, que há mais de 10 anos apoia famílias a vencer os desafios iniciais da amamentação, a coincidência de comemorarmos o Dia dos Pais durante o Agosto Dourado – período de conscientização proposto pela World Alliance for Breastfeeding Action em 120 países – é uma ótima oportunidade para incentivar os homens a estarem mais presentes nesse processo. Segundo ela, a parceria faz toda a diferença no sucesso da empreitada.

A amamentação pode ser um momento precioso na vida de um casal, que estreita laços não apenas entre mãe e filho, mas entre estes e o pai. Muitos homens, contudo, se sentem excluídos do processo de aleitamento. O que eles não sabem é que o seu apoio, frequentemente, faz muita diferença entre o sucesso ou o fracasso no início da amamentação, assim como seu abandono precoce. E esse suporte é ainda mais determinante quando se trata do primeiro filho.

Uma pesquisa publicada pela Associação Americana de Pediatria, reuniu 214 casais, prestes a ter seu primeiro bebê e os dividiram em dois grupos: no primeiro, os pais só receberam informações sobre amamentação quando estavam na maternidade e, no segundo, os homens puderam estudar a respeito de seis a doze semanas antes do parto. Após três meses, 95% das mães do primeiro grupo ainda davam de mamar, enquanto, no outro, a taxa era de 88%. No primeiro grupo, as mães relataram estar mais satisfeitas com o apoio do pai e os homens mostraram um maior nível de confiança. O estudo concluiu que, quando as mulheres se sentem amparadas pelos companheiros, têm mais chances de manter a amamentação, mesmo se sentindo exaustas ou inseguras.

À todos os papais a pediatra e nutróloga do Grupo Prontobaby recomenda os dez passos para a participação efetiva e afetiva do pai no apoio ao aleitamento materno, elaborados pelo Grupo Interinstitucional de Incentivo ao Aleitamento Materno:

  1. Encoraje e incentive sua mulher a amamentar

Por vezes ela pode estar insegura de sua capacidade para a amamentação. Seu apoio será fundamental nestas horas.

[Momento nostalgia] Eu lembro perfeitamente quando eu estava na maternidade (após o parto), tomando banho e chorando porque achava que meu leite não desceria. Meu marido me acalmou, disse que se eu ficasse nervosa, isso atrapalharia na produção de leite e me lembrou que a gente sabia que era por volta do terceiro dia que o leite descia. Exatamente no terceiro dia de vida do João, meu leite desceu. ❤

  1. Divida e compartilhe as mamas de sua mulher com o bebê:

Mesmo que seja difícil aceitar, lembre-se que a amamentação é um período passageiro. Dê prioridade a seu filho.

  1. Sempre que possível, participe do momento da amamentação:

Sua presença, carícias e toques durante o ato de amamentar são fatores importantes para a manutenção do vínculo afetivo do trinômio mãe-filho-pai.

  1. Seja paciente e compreensivo:

No período de amamentação, é pouco provável que sua mulher possa manter a casa, as refeições e, ainda, cuidar-se de formas impecáveis. As necessidades do recém-nascido são prioridades nesta fase.

  1. Sinta-se útil durante o período da amamentação:

Coopere nas tarefas do bebê: trocar fraldas, ajudar no banho, vestir, embalar, etc. Lembre-se que cuidar do bebê é tarefa da mamãe e do papai. Papai não é ajudante da mamãe. Pai é pai.

Quando ela estiver dando de mamar, ofereça-lhe um copo de suco ou água, ela vai adorar! Amamentar dá muita sede, sabia?

  1. Mantenha-se sereno

Embora a amamentação traga muitas alegrias, também pode trazer dificuldades e cansaço. Às vezes sua mulher pode ficar impaciente. Mostre carinho e compreensão nestes momentos. Evite brigas desnecessárias para não prejudicar psicologicamente a descida do leite.

  1. Procure ocupar-se mais dos outros filhos, se os tiver.

Para que não se sintam rejeitados com a chegada do novo irmão. Isto permitirá a sua mulher dedicar-se mais ao recém-nascido.

  1. Mantenha o hábito de acariciar os seios de sua mulher

Estudos demonstram que quanto mais uma mulher é sensível às carícias do companheiro, mais reagirá à estimulação rítmica de seu bebê.

  1. Fique atento às variações do apetite sexual de sua mulher

Algumas reagem para mais, outras para menos, são alterações normais. Esta é uma ocasião para o casal vivenciar novas experiências e hábitos sexuais, adaptando-se ao momento.

  1. Não leve para casa latas de leite, mamadeiras e chupetas

O sucesso deste período depende, em grande parte, de sua atitude. A amamentação exclusiva até os 6 meses e seu carinho e apoio é tudo que seu bebê necessita para crescer inteligente e saudável.

No mais, desejo muito sucesso nessa fase difícil, porém muito deliciosa. CURTA, CURTA, CURTA, porque o tempo VOA e isso vai deixar uma saudade absurda em seu coração.

Beijos,

Fê!

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Alimentação Pós Parto

Nutricionistra do Hospital Getúlio Vargas tira as dúvidas quanto a alimentação pós parto

alimentacao pos parto

Logo que recebi alta depois do parto, a minha primeira pergunta a obstetra era o que eu podia ou não podia comer. Na hora ela respondeu que eu poderia comer tudo.

Só depois que ela saiu do quarto é que eu me toquei que tinha formulado minha pergunta de forma errada. Eu queria saber os alimentos que iriam interferir na amamentação, nas cólicas e na minha recuperação.

Com o tempo fui percebendo que não era a única com essas dúvidas, muitas mães não sabem a alimentação correta para esse período.

Pensando nisso, convidei a Dra Lumena Isis, nutricionista no Hospital Getúlio Vargas, para responder algumas dúvidas que eu tive e que acredito que muitas mamães podem ter também.

Existe alimentação diferenciada de parto normal para cesariana?

Na cesariana por ser uma cirurgia, é importante aumentar a ingestão de proteínas e alimentos ricos em vitamina C (legumes, verduras e frutas cítricas) que auxiliam na cicatrização.

Lembrando que esses alimentos também devem ser ingeridos para as mães que tiveram parto normal. E não deve esquecer da hidratação!

Há alimentos que são proibidos?

Proibidos somente bebida alcoolica, mas é válido evitar o excesso de alimentos estimulantes como: café, refrigerantes a base de cola, chá preto, chocolates.

Há alimentos que ajudem na cicatrização, que ajude os órgãos a voltar para o lugar, que ajudem na produção de leite ou até mesmo que dêem mais energia para as mamães nessa fase tão exaustiva?

Depois do parto, as mulheres devem priorizar os alimentos ricos em água (frutas, legumes), em proteína (carnes, ovos e leite), em antioxidantes (frutas e vegetais) e em ferro (carnes, oleaginosas, cereais integrais), sempre acompanhados de alimentos ricos em vitamina C, como as frutas cítricas. Estes alimentos também auxiliam na cicatrização.

É verdade que uma mãe que amamenta deve beber mais água que o normal?

Não, a mãe que amamenta deve se manter hidratada, e beber água e líquidos de acordo com seu corpo e metabolismo.

A alimentação da mãe influencia no período de cólicas do bebê? Se sim, o que pode e o que não pode? Acho que a principal duvida é quanto ao refrigerante e chocolate.

A alimentação para evitar as cólicas no bebe não está estipulada porque nem todos os bebês são iguais, e o que pode causar cólica num bebê, pode não causar em outro. Muitos bebês têm cólica independente do que a mãe coma ou não, mas é sempre uma questão de testar os alimentos um a um, introduzindo e excluindo, para verificar como o bebê reage. Alimentos que podem aumentar a produção de gases: feijão, cebola, repolho, couve-flor, brócolis, ervilha, doces em excesso, leite e derivados, refrigerantes.

Eu fiquei 9 meses sem poder comida japonesa e quando o João nasceu fiquei doida por uma. Muita gente criticou. Comida japonesa pode na gravidez? e depois de quanto tempo de parto, ela está liberada?

Pode, desde que a mulher tome alguns cuidados antes de ingerir comida japonesa, como observar a higiene do local e a forma de conservação do alimento por causa do risco de contaminação. Lembrando também que há risco não só na comida japonesa, mas também nas saladas e carnes mal passadas, o ideal é evitar comer fora de casa.

Muitas mulheres ficam preocupada com o peso pós gravidez. A mãe pode fazer dieta depois do parto? Depois de quanto tempo?

alimentação pós parto

A primeira medida para perder peso é amamentar: quando a mulher amamenta, produz um hormônio, que provoca a contração do útero e estimula o retorno ao tamanho normal. Sem falar que o aleitamento consome muitas calorias por dia.

A segunda medida é seguir um cardápio saudável para estimular a produção de leite e com isso o corpo volta ao normal. O emagrecimento só deve ser uma preocupação por volta dos seis meses de vida do bebê. Até lá o peso deve reduzir naturalmente, especialmente com a ajuda da amamentação.

A mulher que está amamentando tem que se alimentar mais vezes ou continua com a alimentação normal? De quanto em quanto tempo é aconselhável comer algo?

O ideal é que a mãe se alimente da maneira mais saudável possível, dedicando especial atenção aos líquidos. E fazer as refeições normais (café-da-manhã, colação, almoço, lanche, jantar e ceia).

Teria alguma dica para dar as mulheres que acabaram de ter bebê ou que estão amamentando?

O importante para a mulher que está amamentando é consumir nutrientes necessários para a saúde sem adicionar calorias na dieta, e procurar um nutricionista para fazer seu plano alimentar.

Espero ter ajudado de alguma maneira. Caso ainda tenha alguma dúvida, deixem nos comentários 😉

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Beijos,

Fê!

Pobre fazendo Pobrice em livre demanda

Mulher critica em rede social uma foto de uma mãe amamentando: ‘Pobre fazendo pobrice’

Sabe, eu sempre levei o ato de amamentar de forma muito natural.

Não, natural, não. Na verdade, antes mesmo de ser mãe eu sempre achei DIVINO o ato de amamentar, sempre admirei essa troca de amor, essa troca de olhares, sempre quis passar por isso na vida.

Quando fiquei grávida, uma das minhas maiores angústias era a de não poder amamentar. Ainda no hospital, quando só tinha colostro, eu chorei. Chorei com medo do meu leite descer. Mas desceu!

E foi MUITO dificil, mas eu sempre AMEI amamentar. E amamentava aonde dava. Já amamentei literalmente no meio da rua. Era dia de votação, a rua estava fechada, eu estava lá conversando com uns amigos em frente a um bar, o João quis mamar, não tinha lugar no bar, eu pedi uma cadeira, coloquei uma cadeira no meio da rua e amamentei ali!

Juro, nunca me senti reprimida ou senti qualquer olhar de reprovação pra mim.

Não sei se era tão natural pra mim, que eu nem notava qualquer tipo de reprovação ou se realmente tive sorte.

Só sei que de uns tempos pra cá, eu tenho ficado chocada com as atitudes das pessoas.

Nessa semana, uma polêmica tomou conta da internet. Uma universitária (sim, não é nenhuma pessoa sem instrução) postou uma foto de uma mulher amamentando em uma bicicleta e começou a criticar a amamentação em público dizendo coisas absurdas como “pobre fazendo pobrice”. Veja o comentário completo:

pobre fazendo pobrice

pobre fazendo pobrice amamentação

Sabe o que me deixa mais triste? É que esse comentário partiu de uma mãe.

Eu sou mãe, não amamento mais. Mas quer saber? Se amamentar é coisa de pobre, eu nunca desejei tanto ser pobre “novamente”. Porque eu sinto uma saudade gigante de amamentar o João.

Mas infelizmente, ela é só uma em milhares de pessoas que acham amamentação nojento, vulgar. As pessoas estão prontas para verem peitos de fora durante o carnaval ou na novela, porém se chocam ao ver uma mãe amamentando.

Amamentar é lindo, é vida dando vida. E mais do que lindo, é super saudável.

O Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde recomenda a amamentação em livre demanda até os 6 primeiros meses de vida. Além disso, recomenda a amamentação até pelo menos os dois anos de idade.

Então, não deixem que ninguém te desencoraje a amamentar até quando você e seu filho quiserem. Até quando acharem que é a hora de parar.

Mas, como dizem, há males que vem para o bem. E essa polêmica encorajou muitas mulheres a postarem fotos nas redes sociais amamentando com legendas do tipo “pobre fazendo pobrice”.

E antes de tudo isso ocorrer, eu já estava com o projeto chamado Mamaço Carioca, nele eu quero conscientizar a população sobre esse ato de amor, quero reunir várias mães que irão amamentar ao mesmo tempo e fazer uma foto histórica (fotografia vai ser da empresa Joaninha Fotografia) num dos cartões postais do Rio de Janeiro.

MAMAÇO

Mais do que isso, quero aproximar mães. Então, mães que não amamentam mais, mas apóiam a amamentação são muito bem vindas. Precisamos de incentivo, precisamos mostrar para todas as pessoas a importância da amamentação tanto para o bebê, quanto para a mãe.

E para tornar essa manhã, mais agradável ainda, após o mamaço, a equipe dos Fabulosos vão fazer atividades bem legais com as crianças que forem ao local.

O mamaço vai ocorrer dia 22/11 às 9h na Lagoa (Parque dos Patins). Clicando aqui, você confirma a presença no evento do Facebook e ainda pode convidar todas as suas amigas mamães (que amamentam ou não).

Vamos juntar um monte de pobre e vamos fazer uma pobrice linda? Espero vocês lá.

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Beijos,

Fê!

Principais dúvidas sobre amamentação

Eu já tinha comentado aqui no blog sobre a minha (maravilhosa) experiência em amamentar o João.

amamentacao-mae-nao-dorme

Nesse post mencionei que na gravidez assisti muitos vídeos sobre o assunto. Vídeos esses que me ajudaram a ter uma noção, mas que não me ajudaram muito. A maioria das coisas aprendi com o dia a dia. Se acontecia alguma coisa, procurava me informar. Ah, as enfermeiras da maternidade em que o João nasceu, a Casa de Saúde São José , foram importantíssimas no início do meu aleitamento, me ajudaram muito, me deram dicas valiosas.

Eu brinco que sou ativista da amamentação. Não sou neurótica com isso, mas acho que todas as mulheres do mundo deveriam passar por essa experiência inexplicável, pelo menos uma vez na vida. Faz bem à você, ao seu filho e ao elo, a relação entre vocês dois. É uma delícia.

E hoje resolvi compartilhar com vocês esse maravilhoso vídeo da consultora em amamentação da Lansinoh, Aline Daniele Jafet, sobre as principais dúvidas sobre amamentação, tais como: pega e posições.

Queria eu que durante a minha gravidez tivesse um vídeo maravilhoso como esse. Todas (todas mesmo) as dúvidas que ela tirou durante o vídeo, eu tive antes e durante a amamentação. Coisas que me ensinaram errado e que eu fui descobrindo que era errado, fui aprendendo com o erro.

Então recomendo assistir o vídeo até o final porque tenho certeza que vai esclarecer muita coisa.

Sobre a Aline Daniele Jafet:

Baby Planner certificada internacionalmente pela IMI – International Maternity & Parenting Institute
Doula pós- parto certificada pelo GAMA – Grupo de Apoio à Maternidade Ativa
Educadora Perinatal certificada pelo GAMA – Grupo de Apoio á Maternidade Ativa
Consultora em aleitamento materno pela Lansinoh e certificada pela Casa Curumim

O que acharam do vídeo? Deixem seus comentários sobre o vídeo, se ainda restou alguma dúvida, deixe também que tentarei responder todas.

Beijos,

Nanda

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Ser mãe, o papel mais difícil e intenso que exerci

Eu adiei ao máximo em escrever esse post porque tinha certeza que iria me afogar em lágrimas. Simplesmente falar da maternidade, do meu filho me fazem chorar e eu não faço idéia do motivo.

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Sabe, ano passado foi meu primeiro dia das mães. Eu estava grávida e já me sentia mãe, mas eu não fazia idéia do que era ser mãe, do quão intenso é ser mãe. Eu tinha tanto medo de não dar conta e, meu Deus, eu consegui. Eu simplesmente consegui dar conta de ser mãe. E eu sei que não sou a melhor mãe do mundo, mas eu tento todos os dias, tudo que eu faço na vida, por menor que seja, é pensando no meu filho. Ele me faz querer ser uma pessoa melhor todos os dias.

Então respire fundo porque você vai ser mãe pelo resto da vida.

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Eu não sei nem explicar direito.

Foi um ano muito difícil. Ser mãe foi a coisa mais difícil que me aconteceu na vida porque não tive a opção de desistir, de dar uma pausa. É isso e vai ser pra sempre isso.

Milhares de vezes eu tive vontade de chutar o balde e sumir, mas não pude porque meu filho depende 100% de mim. E quando esfriei a cabeça esqueci completamente essa idéia e ainda me achei muito maluca por, pelo menos um minuto, ter pensado isso. Eu jamais, em hipótese alguma, deixaria meu filho.

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Pra onde eu vou, eu quero levá-lo, eu sempre quero ele por perto, mesmo sabendo que vai ser perrengue estar com ele ali. Quero muito que ele cresça sendo meu melhor amigo, quero que quando ele for adulto, eu ainda seja a mamãe dele e que ele seja muito carinhoso comigo.

Eu o olho e não acredito que um dia ele esteve dentro da minha barriga, que um dia ele ficou me chutando enquanto eu fazia carinho nele imaginando a carinha linda que ele teria.

Eu chorei a primeira vez que ele pegou um brinquedinho, estávamos só nós dois em casa e eu correndo pra arrumar a casa enquanto ele estava quietinho no carrinho e quando olhei para trás ele estava pegando o brinquedinho com a mão, finalmente tinha descoberto a mão.

Amamentar é foda (desculpa o termo, mas não encontrei outra palavra para descrever) de difícil, dói, cansa, esgota. Mas eu chorei no consultório da pediatra quando ela me disse que provavelmente meu leite secaria e eu não queria parar de amamentar, não queria cortar esse elo, eu não queria. A primeira vez que me dei conta que era mãe foi na maternidade quando fui amamentá-lo pela segunda vez, sentada na poltrona e coloquei-o para arrotar em posição de sapinho. Ele era tão pequeno, tão meu e eu era tão dele. E eu não queria perder isso, eu simplesmente não queria parar de amamentar porque era assim que eu me sentia, muito dele e ele muito meu e de mais ninguém.

Chorei quando a licença maternidade acabou, eu tive que voltar a trabalhar e não iria mais ficar 24h com ele. Mais uma vez ele não seria só meu e eu só dele. Foi difícil e doloroso o retorno ao trabalho.

Chorei a primeira vez que ele engatinhou. Sozinha, depois, num canto sem ninguém pra ver e rir de mim, de me chamar de idiota.

Chorei quando fui deitar e lembrei o quanto o amo, amo, amo que chega a doer dentro do meu peito.

Chorei quando ele ficou doente e eu desejei mil vezes que fosse comigo, mas nunca com ele. Por favor, Deus, tira isso dele e passa pra mim.

Eu o olho e é tudo tão perfeito. O cabelo, o narizinho arrebitado, os olhos de jabuticaba, a boquinha gorduchinha como a do pai, a bundinha, tudo tão lindo que eu só consigo agradecer à você, meu filho, por ter me escolhido para ser sua mãe.

É um amor muito louco, maior do que qualquer coisa, maior do que nós mesmas.

Ninguém nunca vai entender sem ter passado por isso, mas certeza que as mães que estiverem lendo isso me entenderão 100%.

Hoje eu entendo outras mães, sinto felicidade quando vejo uma mãe feliz, fico triste quando vejo a tristeza de uma mãe, seja na tv ou ao vivo. Hoje fui fotografar uma festa e meus olhos se encheram de lágrima na hora do parabéns porque eu vi a felicidade daquela mãe, sei que na cabeça dela está se passando o mesmo filme que se passa na minha.

Outro dia eu sonhei que eu morria e chegando no céu eu implorava para voltar porque eu tinha um filho pequeno e precisava muito voltar porque eu tinha que ensinar tudo pra ele e precisava muito vê-lo crescer, eu queria muito isso. Foi horrível esse sonho, eu acordei chorando muito, soluçando. Foi quando me dei conta que agora tenho muito medo de morrer e não poder estar presente em todas as conquistas e descobertas do meu filho, do meu João.

Melhor coisa que poderia ter acontecido na minha vida é ter me tornado mãe, minha maior realização, eu amo ser mãe, eu nasci para ser mãe, eu sempre sonhei em ser mãe, meu melhor papel é o de mãe.

Como uma amiga querida me disse, “Deus nos faz ser mãe para evoluirmos como seres humanos”. Eu nem lembro a mulher que eu era antes de ser mãe.

Para todas as mães que lerem esse post, eu desejo um Feliz dia das mães com as melhores coisas que Deus poderia nos dar, os filhos. Sim, dia das mães é todos os dias, mas é muito bom ter um dia todinho para gente.

Beijos,

Nanda

Não esqueçam de deixar seus comentários, hein!?

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Ps: as fotos foram do ensaio mãe e filho que fizemos com a fotógrafa Camilla Paes