Agosto Dourado – 10 atitudes do pai que ajudam no sucesso da amamentação

No mês dos pais e do aleitamento materno, pediatra afirma: está na hora dos pais também assumirem a responsabilidade pela amamentação

Happy parents spending time with baby on the couch at home in the living room

Amamentar é o ato mais natural do mundo, mas, porém fácil. Converse com mães e você vai perceber que a maioria delas sentiu algum tipo de dificuldade ao começar o aleitamento e que alguns casos podem ser um pouco traumáticos. Um ponto em comum em muitas histórias bem sucedidas é quase sempre o mesmo: o apoio de familiares e, em especial, do pai.

Para a nutróloga pediátrica Aline Magnino, do Grupo Prontobaby, que há mais de 10 anos apoia famílias a vencer os desafios iniciais da amamentação, a coincidência de comemorarmos o Dia dos Pais durante o Agosto Dourado – período de conscientização proposto pela World Alliance for Breastfeeding Action em 120 países – é uma ótima oportunidade para incentivar os homens a estarem mais presentes nesse processo. Segundo ela, a parceria faz toda a diferença no sucesso da empreitada.

A amamentação pode ser um momento precioso na vida de um casal, que estreita laços não apenas entre mãe e filho, mas entre estes e o pai. Muitos homens, contudo, se sentem excluídos do processo de aleitamento. O que eles não sabem é que o seu apoio, frequentemente, faz muita diferença entre o sucesso ou o fracasso no início da amamentação, assim como seu abandono precoce. E esse suporte é ainda mais determinante quando se trata do primeiro filho.

Uma pesquisa publicada pela Associação Americana de Pediatria, reuniu 214 casais, prestes a ter seu primeiro bebê e os dividiram em dois grupos: no primeiro, os pais só receberam informações sobre amamentação quando estavam na maternidade e, no segundo, os homens puderam estudar a respeito de seis a doze semanas antes do parto. Após três meses, 95% das mães do primeiro grupo ainda davam de mamar, enquanto, no outro, a taxa era de 88%. No primeiro grupo, as mães relataram estar mais satisfeitas com o apoio do pai e os homens mostraram um maior nível de confiança. O estudo concluiu que, quando as mulheres se sentem amparadas pelos companheiros, têm mais chances de manter a amamentação, mesmo se sentindo exaustas ou inseguras.

À todos os papais a pediatra e nutróloga do Grupo Prontobaby recomenda os dez passos para a participação efetiva e afetiva do pai no apoio ao aleitamento materno, elaborados pelo Grupo Interinstitucional de Incentivo ao Aleitamento Materno:

  1. Encoraje e incentive sua mulher a amamentar

Por vezes ela pode estar insegura de sua capacidade para a amamentação. Seu apoio será fundamental nestas horas.

[Momento nostalgia] Eu lembro perfeitamente quando eu estava na maternidade (após o parto), tomando banho e chorando porque achava que meu leite não desceria. Meu marido me acalmou, disse que se eu ficasse nervosa, isso atrapalharia na produção de leite e me lembrou que a gente sabia que era por volta do terceiro dia que o leite descia. Exatamente no terceiro dia de vida do João, meu leite desceu. ❤

  1. Divida e compartilhe as mamas de sua mulher com o bebê:

Mesmo que seja difícil aceitar, lembre-se que a amamentação é um período passageiro. Dê prioridade a seu filho.

  1. Sempre que possível, participe do momento da amamentação:

Sua presença, carícias e toques durante o ato de amamentar são fatores importantes para a manutenção do vínculo afetivo do trinômio mãe-filho-pai.

  1. Seja paciente e compreensivo:

No período de amamentação, é pouco provável que sua mulher possa manter a casa, as refeições e, ainda, cuidar-se de formas impecáveis. As necessidades do recém-nascido são prioridades nesta fase.

  1. Sinta-se útil durante o período da amamentação:

Coopere nas tarefas do bebê: trocar fraldas, ajudar no banho, vestir, embalar, etc. Lembre-se que cuidar do bebê é tarefa da mamãe e do papai. Papai não é ajudante da mamãe. Pai é pai.

Quando ela estiver dando de mamar, ofereça-lhe um copo de suco ou água, ela vai adorar! Amamentar dá muita sede, sabia?

  1. Mantenha-se sereno

Embora a amamentação traga muitas alegrias, também pode trazer dificuldades e cansaço. Às vezes sua mulher pode ficar impaciente. Mostre carinho e compreensão nestes momentos. Evite brigas desnecessárias para não prejudicar psicologicamente a descida do leite.

  1. Procure ocupar-se mais dos outros filhos, se os tiver.

Para que não se sintam rejeitados com a chegada do novo irmão. Isto permitirá a sua mulher dedicar-se mais ao recém-nascido.

  1. Mantenha o hábito de acariciar os seios de sua mulher

Estudos demonstram que quanto mais uma mulher é sensível às carícias do companheiro, mais reagirá à estimulação rítmica de seu bebê.

  1. Fique atento às variações do apetite sexual de sua mulher

Algumas reagem para mais, outras para menos, são alterações normais. Esta é uma ocasião para o casal vivenciar novas experiências e hábitos sexuais, adaptando-se ao momento.

  1. Não leve para casa latas de leite, mamadeiras e chupetas

O sucesso deste período depende, em grande parte, de sua atitude. A amamentação exclusiva até os 6 meses e seu carinho e apoio é tudo que seu bebê necessita para crescer inteligente e saudável.

No mais, desejo muito sucesso nessa fase difícil, porém muito deliciosa. CURTA, CURTA, CURTA, porque o tempo VOA e isso vai deixar uma saudade absurda em seu coração.

Beijos,

Fê!

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Sobre o amor de mãe

Quando você não é mãe não entende muito o que quer dizer ‘que filhos trazem sentido a vida’.

Eu pensava: Eu amo a minha vida. Não preciso de uma criança para me trazer sentido.

Veio a gravidez, fiquei extremamente feliz durante a gravidez inteira. Amava minha barriga, achava que já amava meu filho.

A verdade é que eu não sabia nada sobre a vida e absolutamente nada sobre o amor.

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Eu não tive aquele insight que todo mundo tem quando o filho nasce. Não tive aquele amor, não chorei, não me emocionei. Quando a médica me mostrou o João, parecia que eu estava conhecendo um bebê de outra pessoa. Eu pensei: “ah, tá. Esse é o João”. Não tive aquele instinto de querer pegar no colo. Só beijei porque a enfermeira falou para eu dar um beijo.

Me senti muito culpada por isso.

Admiro muito as mães que se emocionam na hora do parto, admiro de verdade, acho lindíssimo. Mas se após ler isso aqui, você vier para mim e falar: “Nossa, me apaixonei assim que vi meu filho pela primeira vez, me emocionei deee-mais”, saiba que eu vou te ‘odiar’ muito. Porque minha culpa já me basta e não preciso de ninguém jogando isso na minha cara. Além do queeeeee….você não ganha nada se gabando com isso.

Quando o João foi para o quarto, eu fui amamentar pela primeira vez na minha vida. Era meu sonho amamentar. Aí minha primeira impressão foi: “ah, então é isso que é amamentar?”

E aí veio a noite. E me peguei vendo se ele estava respirando ainda. Me peguei acordando meu marido (eu não conseguia levantar sozinha) para ele ir ver se o João estava respirando.

No dia seguinte, quase de tarde, fui amamentar ainda na maternidade e ao colocar ele para arrotar, tirei uma selfie nossa. Ele parecia ser do tamanho do meu ombro, era a coisa mais linda. É a minha foto preferida de nós dois. Ele era meu. Saiu de mim. Era tudo que eu tinha ali. E eu era tudo que ele tinha ali.  (Essa ainda é a minha posição favorita com o João, tinha muito medo que ele crescesse e não ficássemos mais assim, mas a expressão ‘o filho nunca é grande o suficiente para o colo de uma mãe’ é tão verdade, que nós ficamos assim o tempo todo).

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Fomos para a casa e aí eu amamentava segurando a mãozinha dele. Às vezes ele me olhava enquanto mamava e era a coisa mais linda da vida. A gente ficava assim se olhando. Depois ele aprendeu a colocar a mão no meu peito enquanto mamava e essa é a minha melhor lembrança da amamentação.

Vieram as doenças (todo bebê fica doente, mais do que normal) e eu me peguei querendo trocar de lugar com ele, só para não o ver abatido. É engraçado dizer, mas eu me sentiria melhor se fosse eu a doente.

Comemorei quando ele descobriu a mão, quando ele deu a primeira gargalhada dele, comemorei quando ele virou sozinho, quando ficou de bruços sustentando a cabeça, quando sentou sozinho, chorei copiosamente no consultório da pediatra quando parei de amamentar, mas aí logo depois comemorei que ele engatinhou, o primeiro dentinho, a primeira vez que ele andou. E são mais de 2 anos comemorando cada conquista dele, cada conquista nossa.

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Hoje o João me faz sentir a mulher mais linda e importante desse planeta. Porque, para ele, eu sou a mulher mais bonita e importante desse planeta. E não importa que eu esteja acima do peso, não importa que eu tenha mil defeitos. Para ele, realmente isso não importa, ele não tá nem aí para isso.

E como ele me faz sentir linda? Quando eu estou me vestindo para sair, colocando um vestido qualquer, e ele me olha e grita com surpresa: “MAMÃE, QUE LIIIIIINDA”.

E como ele me faz sentir importante? Quando ele acorda e a primeira pessoa que procura sou eu. Quando ele está dormindo, escuta minha voz (dormimos os três juntos na cama) e fica me procurando com os pés enquanto os olhos ainda estão fechados. Quando ele dorme no meu colo, me envolvendo toda.

E, principalmente, quando ele diz “Te amo, mamãe”. Como eu disse lá em cima, eu nunca soube nada do que é a vida, nunca soube nada do que é amor. Eu sempre achei que soubesse, mas eu estava completamente enganada.

Eu nasci junto com o João. Nós fomos construindo aos poucos esse amor, esse amor louco, estarrecedor.

Você pode ter se apaixonado pelo seu filho no primeiro segundo e se isso aconteceu, acredito ter sido a melhor sensação do mundo.

Mas se essa paixão não veio no primeiro momento, não se culpe, não se preocupe. Ela virá e será tão maravilhoso quanto. O momento do parto envolve muitas coisas, são muitos sentimentos envolvidos e não conseguir entender o que realmente está sentindo não é nenhum pecado e nenhum erro grave.

Beijos,

Fê!

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Alimentação Pós Parto

Nutricionistra do Hospital Getúlio Vargas tira as dúvidas quanto a alimentação pós parto

alimentacao pos parto

Logo que recebi alta depois do parto, a minha primeira pergunta a obstetra era o que eu podia ou não podia comer. Na hora ela respondeu que eu poderia comer tudo.

Só depois que ela saiu do quarto é que eu me toquei que tinha formulado minha pergunta de forma errada. Eu queria saber os alimentos que iriam interferir na amamentação, nas cólicas e na minha recuperação.

Com o tempo fui percebendo que não era a única com essas dúvidas, muitas mães não sabem a alimentação correta para esse período.

Pensando nisso, convidei a Dra Lumena Isis, nutricionista no Hospital Getúlio Vargas, para responder algumas dúvidas que eu tive e que acredito que muitas mamães podem ter também.

Existe alimentação diferenciada de parto normal para cesariana?

Na cesariana por ser uma cirurgia, é importante aumentar a ingestão de proteínas e alimentos ricos em vitamina C (legumes, verduras e frutas cítricas) que auxiliam na cicatrização.

Lembrando que esses alimentos também devem ser ingeridos para as mães que tiveram parto normal. E não deve esquecer da hidratação!

Há alimentos que são proibidos?

Proibidos somente bebida alcoolica, mas é válido evitar o excesso de alimentos estimulantes como: café, refrigerantes a base de cola, chá preto, chocolates.

Há alimentos que ajudem na cicatrização, que ajude os órgãos a voltar para o lugar, que ajudem na produção de leite ou até mesmo que dêem mais energia para as mamães nessa fase tão exaustiva?

Depois do parto, as mulheres devem priorizar os alimentos ricos em água (frutas, legumes), em proteína (carnes, ovos e leite), em antioxidantes (frutas e vegetais) e em ferro (carnes, oleaginosas, cereais integrais), sempre acompanhados de alimentos ricos em vitamina C, como as frutas cítricas. Estes alimentos também auxiliam na cicatrização.

É verdade que uma mãe que amamenta deve beber mais água que o normal?

Não, a mãe que amamenta deve se manter hidratada, e beber água e líquidos de acordo com seu corpo e metabolismo.

A alimentação da mãe influencia no período de cólicas do bebê? Se sim, o que pode e o que não pode? Acho que a principal duvida é quanto ao refrigerante e chocolate.

A alimentação para evitar as cólicas no bebe não está estipulada porque nem todos os bebês são iguais, e o que pode causar cólica num bebê, pode não causar em outro. Muitos bebês têm cólica independente do que a mãe coma ou não, mas é sempre uma questão de testar os alimentos um a um, introduzindo e excluindo, para verificar como o bebê reage. Alimentos que podem aumentar a produção de gases: feijão, cebola, repolho, couve-flor, brócolis, ervilha, doces em excesso, leite e derivados, refrigerantes.

Eu fiquei 9 meses sem poder comida japonesa e quando o João nasceu fiquei doida por uma. Muita gente criticou. Comida japonesa pode na gravidez? e depois de quanto tempo de parto, ela está liberada?

Pode, desde que a mulher tome alguns cuidados antes de ingerir comida japonesa, como observar a higiene do local e a forma de conservação do alimento por causa do risco de contaminação. Lembrando também que há risco não só na comida japonesa, mas também nas saladas e carnes mal passadas, o ideal é evitar comer fora de casa.

Muitas mulheres ficam preocupada com o peso pós gravidez. A mãe pode fazer dieta depois do parto? Depois de quanto tempo?

alimentação pós parto

A primeira medida para perder peso é amamentar: quando a mulher amamenta, produz um hormônio, que provoca a contração do útero e estimula o retorno ao tamanho normal. Sem falar que o aleitamento consome muitas calorias por dia.

A segunda medida é seguir um cardápio saudável para estimular a produção de leite e com isso o corpo volta ao normal. O emagrecimento só deve ser uma preocupação por volta dos seis meses de vida do bebê. Até lá o peso deve reduzir naturalmente, especialmente com a ajuda da amamentação.

A mulher que está amamentando tem que se alimentar mais vezes ou continua com a alimentação normal? De quanto em quanto tempo é aconselhável comer algo?

O ideal é que a mãe se alimente da maneira mais saudável possível, dedicando especial atenção aos líquidos. E fazer as refeições normais (café-da-manhã, colação, almoço, lanche, jantar e ceia).

Teria alguma dica para dar as mulheres que acabaram de ter bebê ou que estão amamentando?

O importante para a mulher que está amamentando é consumir nutrientes necessários para a saúde sem adicionar calorias na dieta, e procurar um nutricionista para fazer seu plano alimentar.

Espero ter ajudado de alguma maneira. Caso ainda tenha alguma dúvida, deixem nos comentários 😉

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Beijos,

Fê!

Pobre fazendo Pobrice em livre demanda

Mulher critica em rede social uma foto de uma mãe amamentando: ‘Pobre fazendo pobrice’

Sabe, eu sempre levei o ato de amamentar de forma muito natural.

Não, natural, não. Na verdade, antes mesmo de ser mãe eu sempre achei DIVINO o ato de amamentar, sempre admirei essa troca de amor, essa troca de olhares, sempre quis passar por isso na vida.

Quando fiquei grávida, uma das minhas maiores angústias era a de não poder amamentar. Ainda no hospital, quando só tinha colostro, eu chorei. Chorei com medo do meu leite descer. Mas desceu!

E foi MUITO dificil, mas eu sempre AMEI amamentar. E amamentava aonde dava. Já amamentei literalmente no meio da rua. Era dia de votação, a rua estava fechada, eu estava lá conversando com uns amigos em frente a um bar, o João quis mamar, não tinha lugar no bar, eu pedi uma cadeira, coloquei uma cadeira no meio da rua e amamentei ali!

Juro, nunca me senti reprimida ou senti qualquer olhar de reprovação pra mim.

Não sei se era tão natural pra mim, que eu nem notava qualquer tipo de reprovação ou se realmente tive sorte.

Só sei que de uns tempos pra cá, eu tenho ficado chocada com as atitudes das pessoas.

Nessa semana, uma polêmica tomou conta da internet. Uma universitária (sim, não é nenhuma pessoa sem instrução) postou uma foto de uma mulher amamentando em uma bicicleta e começou a criticar a amamentação em público dizendo coisas absurdas como “pobre fazendo pobrice”. Veja o comentário completo:

pobre fazendo pobrice

pobre fazendo pobrice amamentação

Sabe o que me deixa mais triste? É que esse comentário partiu de uma mãe.

Eu sou mãe, não amamento mais. Mas quer saber? Se amamentar é coisa de pobre, eu nunca desejei tanto ser pobre “novamente”. Porque eu sinto uma saudade gigante de amamentar o João.

Mas infelizmente, ela é só uma em milhares de pessoas que acham amamentação nojento, vulgar. As pessoas estão prontas para verem peitos de fora durante o carnaval ou na novela, porém se chocam ao ver uma mãe amamentando.

Amamentar é lindo, é vida dando vida. E mais do que lindo, é super saudável.

O Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde recomenda a amamentação em livre demanda até os 6 primeiros meses de vida. Além disso, recomenda a amamentação até pelo menos os dois anos de idade.

Então, não deixem que ninguém te desencoraje a amamentar até quando você e seu filho quiserem. Até quando acharem que é a hora de parar.

Mas, como dizem, há males que vem para o bem. E essa polêmica encorajou muitas mulheres a postarem fotos nas redes sociais amamentando com legendas do tipo “pobre fazendo pobrice”.

E antes de tudo isso ocorrer, eu já estava com o projeto chamado Mamaço Carioca, nele eu quero conscientizar a população sobre esse ato de amor, quero reunir várias mães que irão amamentar ao mesmo tempo e fazer uma foto histórica (fotografia vai ser da empresa Joaninha Fotografia) num dos cartões postais do Rio de Janeiro.

MAMAÇO

Mais do que isso, quero aproximar mães. Então, mães que não amamentam mais, mas apóiam a amamentação são muito bem vindas. Precisamos de incentivo, precisamos mostrar para todas as pessoas a importância da amamentação tanto para o bebê, quanto para a mãe.

E para tornar essa manhã, mais agradável ainda, após o mamaço, a equipe dos Fabulosos vão fazer atividades bem legais com as crianças que forem ao local.

O mamaço vai ocorrer dia 22/11 às 9h na Lagoa (Parque dos Patins). Clicando aqui, você confirma a presença no evento do Facebook e ainda pode convidar todas as suas amigas mamães (que amamentam ou não).

Vamos juntar um monte de pobre e vamos fazer uma pobrice linda? Espero vocês lá.

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Beijos,

Fê!

Principais dúvidas sobre amamentação

Eu já tinha comentado aqui no blog sobre a minha (maravilhosa) experiência em amamentar o João.

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Nesse post mencionei que na gravidez assisti muitos vídeos sobre o assunto. Vídeos esses que me ajudaram a ter uma noção, mas que não me ajudaram muito. A maioria das coisas aprendi com o dia a dia. Se acontecia alguma coisa, procurava me informar. Ah, as enfermeiras da maternidade em que o João nasceu, a Casa de Saúde São José , foram importantíssimas no início do meu aleitamento, me ajudaram muito, me deram dicas valiosas.

Eu brinco que sou ativista da amamentação. Não sou neurótica com isso, mas acho que todas as mulheres do mundo deveriam passar por essa experiência inexplicável, pelo menos uma vez na vida. Faz bem à você, ao seu filho e ao elo, a relação entre vocês dois. É uma delícia.

E hoje resolvi compartilhar com vocês esse maravilhoso vídeo da consultora em amamentação da Lansinoh, Aline Daniele Jafet, sobre as principais dúvidas sobre amamentação, tais como: pega e posições.

Queria eu que durante a minha gravidez tivesse um vídeo maravilhoso como esse. Todas (todas mesmo) as dúvidas que ela tirou durante o vídeo, eu tive antes e durante a amamentação. Coisas que me ensinaram errado e que eu fui descobrindo que era errado, fui aprendendo com o erro.

Então recomendo assistir o vídeo até o final porque tenho certeza que vai esclarecer muita coisa.

Sobre a Aline Daniele Jafet:

Baby Planner certificada internacionalmente pela IMI – International Maternity & Parenting Institute
Doula pós- parto certificada pelo GAMA – Grupo de Apoio à Maternidade Ativa
Educadora Perinatal certificada pelo GAMA – Grupo de Apoio á Maternidade Ativa
Consultora em aleitamento materno pela Lansinoh e certificada pela Casa Curumim

O que acharam do vídeo? Deixem seus comentários sobre o vídeo, se ainda restou alguma dúvida, deixe também que tentarei responder todas.

Beijos,

Nanda

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Amamentar, o ato mais lindo mundo

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Não é segredo que eu sou super a favor da amamentação. Sempre sonhei em amamentar, já contei aqui em outro post a minha experiência de amamentar o João. E sempre defendo e encorajo a amamentação.

Simplesmente eu acho uma das coisas mais lindas do mundo. Não consigo entender como alguém leva para o lado erótico, só consigo pensar que é uma pessoa doente e que precisa de tratamento.

É troca de amor, é troca de olhares, alimenta o amor da sua vida com o seu corpo. Tem coisa mais linda do que isso?

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Nunca tive vergonha de amamentar, nunca me privei de amamentar em público e se alguém me olhou recriminando, nem reparei. Porque é tão natural pra mim que nem consigo prestar atenção ao meu redor. O momento de amamentar era meu e do meu filho apenas.

E, graças a Deus, não estou sozinha. Recentemente saiu uma pesquisa realizada em nove países e no Brasil foi constatado que 55% das mulheres acham normal amamentar em público.

A importância de amamentar vai muito além de apenas criar laços entre mãe e filho. O leite materno colabora para a formação do sistema imunológico da criança, previne alergias, obesidade, melhora o desenvolvimento cognitivo e traz diversos outros benefícios.

Um estudo realizado pela Lansinoh Laboratórios, líder mundial em acessórios para a amamentação, com mais de duas mil mães brasileiras em fase de amamentação, mostrou que, para 91,1% das entrevistas, entre 18 e 40 anos de idade, a principal razão para amamentar está ligada aos benefícios com a saúde do bebê.

A pesquisa foi realizada em nove países ( Brasil, China, França, Alemanha, Hungria, México, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos) com mais de 13 mil mulheres e também mostra que China e França possuem o maior percentual de mães que consideram amamentar em público constrangedor. No Brasil, um dos mais elevados índices da pesquisa mostrou que 55% das mães acreditam ser um ato natural e somente 2,5% das entrevistadas consideram amamentar em público algo errado ou desnecessário.

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O estudo também mostra que no Brasil, quanto maior o número de filhos, mais natural é amamentar em público. Para as entrevistadas com mais de quatro filhos, esse índice chega a 72,8%, enquanto para as que possuem apenas um, a taxa de aceitação foi de 53,6%.

Outro destaque apontado pela pesquisa foi sobre o tempo de amamentação. Para 41,5% das mães, o período ideal de amamentação é de seis meses a um ano. No entanto, somente 32% das mães afirmou amamentar seus bebês durante esse tempo. Eu, por exemplo, parei de amamentar com 5 meses e meio porque depois que voltei a trabalhar, mesmo tirando leite no trabalho e amamentando à noite e de madrugada, meu leite secou.

De acordo com o CEO global da Lansinoh Laboratories Inc., Kevin Vyse-Peacock, como os países buscam maneiras de apoiar as mães lactantes por meio de políticas públicas e benefícios no local de trabalho, esses dados fornecem uma visão direta sobre as atitudes e comportamentos de amamentação das mães que estão passando por esse momento.

O Benefício de saúde para o bebê é a principal razão que faz a maioria das mães dos nove países optarem pelo aleitamento materno, variando de 91% no Brasil a 76% na França.

Acordar a noite para amamentar está entre as três principais dificuldades apontadas pelas entrevistadas porque realmente essa parte é “punk” mesmo. Este é um problema para 44% das brasileiras, enquanto a dor associada com a amamentação foi destacada por 47% delas.

A “culpa materna” é universal. Quando perguntadas se elas sentiriam-se culpadas caso não amamentassem, a maioria das mães de oito entre os nove países disseram que sim,  93% das mães brasileiras concordam com isso. A Alemanha é o único país onde a maioria das mães não se sentiriam culpadas (61%).

A maioria das mães em todos os países extrai ou planeja extrair seu próprio leite. No Brasil, essa afirmação foi dada por 71% das mães entrevistadas. O país com a menor taxa de lactantes que extraem ou planejam extrair leite é a França (65%), e o com a taxa mais alta é a China (85%).

Fundada por uma mãe lactante, a Lansinoh vem auxiliando mães durante a amamentação por 30 anos. Famosa por seu principal e premiado produto, a pomada de Lanolina HPA, que usei demais durante a amamentação e foi de grande importância nesse período, a Lansinoh é atualmente a líder mundial em acessórios para a amamentação e está disponível em aproximadamente 60 países. No Brasil, apesar do produto principal já ser comercializado há mais de 10 anos, a empresa abriu sua filial em 2014, e atualmente oferece uma linha de produtos de alta qualidade para amamentação, além de uma linha premium de introdução alimentar, a mOmma by Lansinoh.

Para mais informações, acesse o site da Lansinoh.

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Apesar de nunca sofrer repressão por amamentar em público, já ouvi muitos casos desse tipo. Sempre achei um absurdo total e felizmente esse cenário está mudando.
Nesse mês de março, na Câmara Municipal de São Paulo, foi aprovado um projeto de lei que prevê multa a quem proibir ou constranger mulheres durante a amamentação. O projeto agora está aguardando aprovação do prefeito Fernando Haddad e a multa será de R$500,00 (em caso de reincidência o valor dobrará). Leia mais sobre a notícia aqui.
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Já que estamos conversando sobre esse assunto, não posso deixar de falar sobre o trabalho de um fotógrafo que acompanho tem um tempinho, adoro o estilo dele e acabei descobrindo que ele tem um projeto muito legal, o Projeto Amamente.
Nesse projeto o fotógrafo José Neto fotografa mulheres enquanto estão amamentando e, MEU DEUS, que fotos maravilhosas! Juro, é de ficar babando.
Sou muito da idéia de que fotografias passam emoções e essas do Projeto me deixam tão encantadas. É suavidade, carinho, amor, troca de olhares, romantismo, tudo em uma foto só.
O José Neto teve essa idéia uma vez que estava fazendo um ensaio com uma família e em determinado momento a mãe pediu uma pausa para amamentar o bebê. Ele achou o ato tão lindo que começou a fotografar. E a partir desse dia, passou a convidar mulheres à posarem para as fotos e participarem do projeto.
O Neto quer que as fotos sirvam de motivação para que as mulheres não tenham vergonha desse momento lindo e ainda quer mostrar que elas ficam lindas quando amamentam.
Neto, só te digo uma coisa: Vendo suas fotos senti muito orgulho por poder ter tido a oportunidade de amamentar meu filho. Muito obrigada por esse trabalho que você tem feito maravilhosamente por nós.
Todas as fotos desse post são do projeto do José Neto e o você encontra essas e outras na Fanpage do Projeto Amamente – Breastfeed Project.
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E como foi a sua experiência em amamentar em público? Me conta!

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Beijos,

Nanda

Minha (maravilhosa) experiência de amamentar

Vamos conversar sobre amamentação?

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Eu sempre achei lindo o ato da mulher amamentar, mas não me recordo de ter parado pra pensar nisso antes de ficar grávida.

Logo no início da gravidez decidi que iria amamentar, queria muito e não via a hora disso acontecer.

Nem passava na minha cabeça o fato de não conseguir amamentar por algum motivo. Lembro de uma vez comentar com umas amigas que estava procurando bomba de extrair leite e elas disseram que eu tava me precipitando pois nem sabia se eu iria ter leite. Só aí que eu parei pra pensar que poderia não rolar e confesso ter ficado um pouco chateada com esse balde de água fria (que não mudou em nada na minha decisão e na minha vontade louca de amamentar).

Alguns meses antes do parto comecei a passar pomada de lanolina (a que eu usava era a Lansinoh) e usar concha rígida para formar o bico do peito. Na real, não acredito que isso tenha me ajudado em nada, porque quando o bicho pega, o bicho pega.

lansinoh-maternidade

 

Usei dessa marca

Usei dessa marca

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Comecei a ler artigos sobre amamentação, instruções, vídeos. Decidi que era muita informação e que na hora ia ser totalmente diferente e eu acabaria não usando nada daquilo que eu estava teimando em decorar. Então parei de ver os vídeos e ler tudo a respeito.

amamentacao-maternidade

Semanas antes do parto eu comecei a me preocupar porque meu peito tinha inchado só no início da gravidez e depois nunca mais. Já era pra eu ter leite, não? Não! Eu estava errada. Leite só depois do parto. Antes disso só colostro.

Bom, aí eu tive o João e depois de 2h levaram ele pro quarto pra mamar. Eeee! Agora é só alegria.

João mamando pela primeira vez

João mamando pela primeira vez

Não, definitivamente, não. O que ninguém te conta é que é difícil pra c*** amamentar.

O bebê no início não acerta o bico do peito, não sabe o que fazer, berra de fome, mas não pega o peito. Aí ele se desespera e aí mesmo que ele não pega o peito. Nesse caso, você tem que pegar ele, acalmar e só depois tentar de novo.

Sem contar que cada enfermeira que entra no quarto fala uma coisa, apertavam meu peito pra ver se estava saindo alguma coisa, como se ele já não tivesse dolorido o suficiente.

Mas nada disso, me fez desistir, eu queria amamentar, eu queria muito ter essa experiência mais que tudo. Não sei de onde vinha essa vontade louca, mas eu simplesmente tinha.

A médica tinha me dito que em até 3 dias o meu leite iria “descer”. Se não descesse nesse período ela passou um remédio que eu tinha que inalar, eu acho. Mas eu sabia também que se ele não descesse era porque provavelmente não iria mais descer.

Pois bem, chorei no hospital, no segundo dia, porque meu leite não tinha descido e eu achava que não conseguiria. O João aparentemente não gostava de mamar, ficava, no máximo, 5 mins no peito e não queria mais. Mas eu queria tanto…

Lá no hospital mesmo uma enfermeira me disse que parece que mamou pouco, que a quantidade de colostro é pouca, mas não é, porque o colostro é rico em calorias, o suficiente pra manter o bebê nutrido e alimentado até o leite descer. A natureza é muito perfeita, meu Deus.

Enfim fomos pra casa e exatamente como dito pela médica, no terceiro dia o leite desceu e desceu MUITO. Meu peito parecia uma bola de concreto, prestes a explodir, mal dava pra fechar os braços de tão doloridos que estavam.

Teve um momento que o João demorou mais pra acordar, o peito estava cheio e começou a encher mais. A primeira vez que eu sentia ele enchendo. Daí eu comecei a gritar, não de dor, mas de susto. Sei lá, achei que naquele momento ele fosse explodir, juro. hahaha. Mas não dói nada quando ele enche, só é uma sensação diferente do que estamos acostumadas.

Comecei a tirar leite com a bombinha elétrica que eu tinha comprado da G-Tech. Tirei porque senão ele iria empedrar. Eu não esvaziava, só tirava a ponto de não sentir mais dor. – Ah, tirar leite nos primeiros dias dói muito (pelo menos na elétrica que foi a que eu usei), acho que é porque o peito tá sensível, o bico ainda não tá formado – E era muito leite que eu tirava, achava que eu era a vaca leiteira que nunca iria parar de jorrar leite.

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Ah, logo nos primeiros dias, ao amamentar o útero contrai para voltar ao tamanho e posição de origem. É uma cólica tão forte que eu tinha que me agarrar em algo ou alguém. Mas depois de uns 2 minutos, passa. Ouvi falar, não sei se é verdade porque sou leiga, que a amamentação ajuda o útero a voltar mais rapidamente ao seu tamanho.

Depois de uns dois, três dias, normalizou a produção de leite e eu passei a produzir só a quantidade que o João normalmente mamava. Daí não precisei mais tirar leite.

Em poucos dias também o João aprendeu a mamar. Eu aprendi que se ele dormisse mamando no início, eu tinha que fazer carinho na bochecha pra incentivar ele. Porque no início eles têm um pouco de preguiça, cansa um pouco pra eles.

Eu amamentava ele de 3 em 3 horas. Não que se ele tivesse com fome, eu não amamentasse antes. Mas se ele chorasse dentro desse período, eu não dava o peito logo de cara. Eu via se ele não estava com frio, com calor, se tava com a fralda suja, se não era cólica, etc. Se não fosse nada disso, aí sim, eu dava mamar pra ele. Porque nem sempre quando um bebê chora, é fome.

Ah, e sempre usando a pomada de lanolina (aquela que comentei aqui em cima) depois de cada mamada e e ela era maravilhosa, na próxima mamada meu peito já estava como novo, não rachou nenhuma vez (a única coisa que tive foi uma febrinha durante uma noite porque acho que meu bico do peito inflamou, mas de manhã eu já estava super bem). Também usava a concha e o que ficava de leite na concha não era brincadeira. Porque enquanto você amamenta num seio, o outro fica jorrando leite. Não usava muito na rua porque costumava a vazar enquanto amamenta. Usava também o absorvente de seio da York (o melhor que eu encontrei, achei que fosse vagabundo, mas me surpreendi. Os outros de marcas famosas eram desconfortáveis, me arranhavam), mas não usava direto porque ele meio que abafava e parecia que assava, não sei direito como explicar. Então eu alternava o uso da concha com o do absorvente, mas nunca sem nada porque o leite escorria pelo corpo, molhava a roupa e além da vergonha, dava um super nervoso.

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Usei todos esses utensílios por, no máximo, 2 meses, que é quando o bico se acostuma com a amamentação e o fluxo de leite já não é tão grande a ponto de vazar.

Algumas pessoas me falavam e eu lia para não amamentar vendo tv ou mexendo no celular que isso pode influenciar na produção de leite. Realmente acho lindo, mas quero ver falarem isso de madrugada, depois da 3 mamada. NÃO DÁ! Você precisa de alguma coisa que te faça não fechar os olhos. No início eu via um canal de investigação policial, depois o canal só tinha episódios repetidos porque eu já tinha visto todos. Recorri a internet e no instagram encontrei mamães acordadas na madruga, passando pela mesma coisa que eu. E isso foi muito legal (é muito legal saber que você não está só).

Mas mesmo assim, eu dormi algumas vezes amamentando. Eu assumo, fui fraca. Já acordei com o João mamando meu umbigo, já acordei com o peito de fora e o João dormindo no meu colo. Mas eu me absolvo disso.

Ah, se não fosse a almofada de amamentação, não sei o que seria de mim e nem do João. Muita gente acha um ítem dispensável do enxoval, eu acho 100000000000000 vezes indispensável no enxoval e vou dizer: Primeiro porque as costas doem, você não tem posição confortável, tem que ficar segurando o bebê não sei quanto tempo na mesma posição e se não fosse ela, eu estaria ferrada. Ela deixa o bebê na posição certinha de amamentar e depois que ele vai crescendo e ficando mais pesado, não precisa ficar segurando o peso todo do bebê já que ele tá na almofada. Segundo porque se não fosse ela, todas as vezes que dormi durante a amamentação, provavelmente, o João teria caído. E também porque usei a almofada para deixar o João de bruços, estimulando-o a levantar o corpo com os braços. Usei pra deixar o João sentado, estimulando-o a sentar. Usei até mesmo depois de parar de amamentar.

Nunca tive vergonha de amamentar em público e nunca fui repreendida por fazê-lo. Se fui, eu nem percebi, porque, de fato, não me importava com o que as pessoas estariam pensando, preferia imaginar todas elas achando lindo e realmente eu achava que todas estavam achando lindo. A única coisa que eu fazia era colocar um paninho entre meu seio e a boca do João porque também já achava muita exposição (da minha parte, não acho nada demais que não usa o paninho).

Quando o João ia completar 5 meses, levei na pediatra e disse que voltaria a trabalhar e ela me explicou que, mesmo que eu tirasse leite no trabalho, provavelmente meu leite secaria. Tive uma crise de choro. Não queria que meu leite secasse, não estava preparada para a separação desse elo. Porque, sim. Pra mim, a amamentação é um elo, um cordão umbilical que não foi cortado. Meu filho dependia de mim para se alimentar, ele se alimentava de mim.

Eu amava vê-lo mamar, a mãozinha que ele apoiava no meu colo, quando ele me olhava mamando e, às vezes até sorria pra mim. Ou até quando ele terminava de mamar, eu colocava ele pra arrotar em pé no meu colo e ele dormia de sapinho em mim. Eu me sentia a mulher mais feliz, mais completa, mais tudo nesse mundo.

E aí que eu tentei, fiz de tudo, mas com 5 meses e meio meu leite secou de vez. Não foi tão ruim quanto eu imagiva, estava me preparando pra esse momento.

Mas, agora com 7 meses, eu morro de saudade de amamentar. Sou ativista da amamentação. Mentira, não sou não. Cada mulher sabe de si. Mas se me pedir um conselho na vida, eu vou dizer pra você amamentar.

Ninguém te conta essas coisas difíceis porque, na verdade, quando falamos de amamentação, não lembramos das coisas difíceis, só das coisas maravilhosas que ela traz.

Foi difícil, foi. Mas foi a melhor coisa que eu fiz na minha vida INTEIRA. Toda mulher merece passar um dia pela experiência de amamentar, nem que seja por uma vez na vida.

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Beijos,

Nanda