Agosto Dourado: Posições para amamentar o bebê de forma correta

Escolher a postura adequada é um dos fatores que mais colabora com o sucesso do aleitamento

posicoes corretas para amamentacao

A amamentação logo nas primeiras horas de vida do bebê acarreta em diversos benefícios para a mãe e o recém-nascido. De acordo com Lavínia Springmann, Consultora da Amamentação da NUK, as mães que amamentam logo após o parto apresentam maior chance de sucesso nas práticas da amamentação. Além disso, o contato da pele da mãe com a do bebê ajuda a prevenir a ocorrência de hipotermia e auxilia na relação entre mãe e filho.

Segundo Lavínia, a posição correta para amamentação é um dos fatores mais importantes para evitar desconfortos futuros. A mãe deve escolher a maneira mais confortável para que o bebê pegue a mama de maneira correta e consiga ingerir maior quantidade de leite.

Confira algumas posições:

Segurar o bebê no colo em posição transversal, “barriga com barriga”, utilizando o braço contrário ao seio em que ele está mamando.

posição para amamentar barriga com barriga
Apoie o bebê no colo em posição transversal, utilizando o braço do mesmo lado do seio em que ele mama.

posição para amamentar transversal
Segure o bebê passando-o embaixo do seu braço, do mesmo lado do seio em que ele está mamando. Sente-se de pernas cruzadas na beira da cama, sofá ou use duas cadeiras.

posição para amamentar embaixo do braço
Coloque o bebê na posição “de cavalinho” em uma das suas coxas, deixando-o de frente para o seio.

posição para amamentar cavalinho
Coloque o bebê em posição paralela ao corpo, elevando ligeiramente sua cabecinha, para ajudar o leite a descer. A recomendação é que a mãe só amamente deitada se estiver bem acordada para não correr risco de acidentes.

posição para amamentar deitada
Use qualquer combinação citada no caso de ter gêmeos e deseje amamentar ao mesmo tempo.

posição para amamentar gêmeos
A pega correta:

A posição certa está diretamente ligada ao sucesso da amamentação e alguns sinais revelam se a pega foi feita de maneira correta:

– O bebê abre bem a boca e abocanha quase toda a aréola;

– A boca do bebê se mantém bem aberta e acoplada ao seio e seu queixo se encosta na parte inferior da mama;

– A aréola fica mais visível acima da boca do bebê do que abaixo;

– O bebê suga, respira e engole o leite de forma natural e coordenada, com sucções lentas e profundas. Suas bochechas ficam arrendodadas.

Orientações:

Os dedos não devem pinçar o seio, nem tocar a aréola. Não é necessário o apoio com a mão, apenas quando os seios da mãe são muito grandes e pesados. É preciso cuidado para não bloquear a descida do leite (não use o dedo em tesoura) e não coloque o dedo na aréola, pois é lá que o bebê deve colocar a boca.

É importante que o bebê arrote depois da mamada, pois engole muito ar enquanto mama que se acumula em seu estômago, causando desconforto. Cada criança tem seu próprio padrão de sucção variando o tempo da mamada, por isso evite controlar esse tempo.

Durante o período de amamentação, é recomendável que a mãe tenha uma dieta equilibrada, rica em cálcio (encontrado nos laticínios), iodo (presente em peixes de água salgada) e aumentar a quantidade de ingestão de líquidos.

Auxílio:

A Concha de Amamentação NUK foi desenvolvida com formato ergonômico e interior em silicone, promovendo o efeito massageador que facilita o aleitamento.

concha de amamentação

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Agosto Dourado – Especialista dá dicas de amamentação

Agosto é o mês do aleitamento materno e possui diversas campanhas para incentivar a amamentação

agosto dourado 2018

O estímulo da amamentação exclusiva salva nada menos que 6 milhões de crianças por ano.

Para Cíntia Matieli, consultora de amamentação e fundadora da Mommy’s Angel consultoria materna, “o leite materno é o melhor alimento que um bebê pode receber nos seus primeiros anos de vida, sendo indicado até dois anos ou mais. Sua superioridade orgânica o torna de melhor digestibilidade, sendo o alimento mais completo para promover o crescimento e desenvolvimento infantil”. Além disso, segundo Cíntia, as crianças amamentadas com leite materno também estão mais protegidas contra doenças infecciosas.”, comenta.

Ainda existem muitos tabus e principalmente no que se refere a quantidade de mamadas, por exemplo, por isso, Cíntia preparou dicas para as mamães se sentirem mais confiantes em oferecerem este alimento tão rico ao seu bebê:

  • O bebê deve ser amamentado todas as vezes que desejar. Importante: a mãe deve permitir que a criança mame até o momento em que sentir o peito vazio ou murcho para, só então, oferecer a outra mama.  Muitas mães reclamam que seus filhos choram o tempo todo, que querem mamar a toda hora e que o leite produzido é fraco e, por isso, leva a criança a sentir fome”, explica Cíntia.

 

  • Importante: na verdade, o leite não é fraco. O bebê é que sente fome, uma vez que este alimento é rapidamente digerido.

 

  • As mulheres produzem dois “tipos de leite”: o que se concentra no fundo da mama, rico em nutrientes, capaz de estimular o ganho de peso e o crescimento do bebê; e o localizado mais na parte da frente da mama, rico, principalmente, em água, o que leva a recomendação de que não é necessário oferecer água a criança até o sexto mês de vida.

 

  • É sempre bom lembrar que o bebê deve ser colocado para arrotar, logo após a mamada e, se ele for ficar deitado, deve ser posicionado de lado, pois, caso vomite, não corre o risco de sufocar-se.

 

  • É muito comum as mulheres sentirem dores nas mamas, devido às rachaduras. Para preveni-las, é necessário passar o próprio leite na mama, antes e após dar de mamar. Caso as rachaduras já existam, o leite ajudará a cicatrizá-las. Na maioria das vezes, o que faz o peito rachar é o jeito que o bebê abocanha a mama: sua boquinha deve envolver e abocanhar a aréola do peito, aquela parte redonda e mais escura, localizada ao redor do bico do seio. Se o bebê sugar somente o bico, com o tempo, a mama ficará machucada. Para corrigir as fissuras existentes, além de passar o próprio leite na mama, a pega do bebê, ou seja, o jeito que ele abocanha a mama, também deve ser corrigida.

 

  • Também é comum reclamações de dores nas costas, no pescoço e nos ombros. Por isso, ao amamentar, a mulher deve preferir ambientes tranquilos, posicionar-se de maneira confortável, com a coluna alinhada e os pés apoiados.

 

  • No geral, água morna nas costas durante o banho pode aliviar eventuais dores. Só é preciso lembrar que não se deve deixar cair água quente ou morna nos seios, pois isto pode fazer com que o leite empedre, as mamas fiquem ingurgitadas e a mulher sinta mais dores.

Agosto Dourado – 6 benefícios e dificuldades da amamentação

Agosto é o mês do aleitamento materno

agosto dourado 2018

Ontem se deu início ao Agosto Dourado, que busca mobilizar e conscientizar a população sobre a importância da amamentação, tanto para os bebês, como para as mães.

A cor dourada está relacionada ao alimento ouro para a saúde dos bebês, o leite materno. E o mês de Agosto é todinho dedicado a informar e debater sobre a importância de amamentar. Durante o mês terão palestras e eventos, divulgação de informações no rádio, na TV e na internet sobre os benefícios do aleitamento materno. A lei brasileira também sugere que prédios públicos sejam iluminados com a cor dourada em homenagem à amamentação.

mitos e verdades amamentacao

A amamentação é uma pratica natural, capaz de trazer inúmeros benefícios para o bebê e para a mãe.

O aleitamento materno deve ser exclusivo até os seis meses de vida, sem a oferta de água, por exemplo. O leite materno é um alimento completo e ideal para o bebê, pois ele contém todos os nutrientes em quantidades adequadas e fornece água para hidratação.

O benefícios da amamentação são inúmeros, mas destaquei os seis mais importantes:

1 – Aumenta o vínculo entre mãe e filho;

2 – Ajuda no desenvolvimento motor e emocional da criança;

3 – Faz o útero da mãe voltar mais rápido ao tamanho natural. Com isso, também evita o sangramento excessivo e, consequentemente, que a mãe sofra de anemia;

4 – Ajuda a mulher a voltar mais rapidamente ao peso que tinha antes da gestação, pois consome até 800 calorias por dia (mesmo dando muita fome), e diminui o risco de câncer de mama e de ovário;

5 – Por ser de fácil digestão, provoca menos cólicas nos bebês;

6 – Colabora para a formação do sistema imunológico da criança, previne alergias, obesidade e intolerância ao glúten;

mae-e-filho

Quem dera se a amamentação fosse algo automático, mas não basta instinto materno. Muitas mulheres passam por dificuldades.  É preciso orientação, apoio e muita informação para oferecer ao bebê o alimento mais completo que existe.

Separei também as seis maiores dificuldades enfrentadas na amamentação:

1 – Dor – Pode ser o bico rachado, os seios cheios, ingurgitados, o que pode até evoluir para uma mastite e causar febre alta na mãe. A pega errada é outra causa de sofrimento. – A utilização do próprio leite materno nas regiões afetadas, várias vezes ao dia, auxilia bastante no processo de cicatrização, pomada lanolina, pega correta e, se puder, contar com a ajuda de um profissional

2- Pouco leite – Isso pode acontecer no caso de mulheres que tenham passado por cirurgias mamárias, como as redutoras ou mastopexias. Ou por provável “má pega”, que ocorre quando o bebê coloca somente o mamilo na boca, ele deve colocar toda a aréola na boca do bebê para que possa sugar direitinho. Mas é importante que saiba que não existe leite fraco ou pouca produção. O que pode acontecer é um desequilíbrio causado quando o bebê não suga direito. Pois isso que é preciso ensinar o bebê a mamar do jeito certo.  A mãe deve se alimentar bem e tomar muita água ao longo do dia. Até o bebê nascer, a mãe necessita de líquidos apenas para si. A partir do nascimento, há necessidade de líquidos para ela e para o bebê. E a principal regra da amamentação: quanto mais o bebê mamar, mais leite será produzido.

3 – Bico invertido – Ter o bico do seio voltado para dentro e não para fora pode dificultar a pega do bebê. Nos primeiros dias, poderá ser mais difícil para o bebê manter a pega, mas é possível ajustar a postura, colocar o bebê bem próximo ao corpo da mãe e usar recursos e massagens para tentar protruir os mamilos.

4 – Falta de apoio e críticas –  Contar com a ajuda de familiares e do marido é essencial para uma amamentação tranquila e eficiente. Ler livros específicos e buscar fazer cursos são boas alternativas. Também é possível pedir ajuda nos postos de saúde ou em bancos de leite. A maternidade precisa de menos julgamentos e mais apoio.

5 – Falta de informação e preparo – Ao longo dos nove meses da gestação, alguns pais e mães até se matriculam em cursos sobre o tema. No entanto, nem sempre o conteúdo sobre amamentação é suficiente. Ler e ver vídeos sobre o assunto, vão te ajudar nessa jornada.

6 – Leite empedra – No início, se produz mais leite do que o bebê consome. Nesse caso, pode-se esvaziar as mamas com uma bomba, usar concha de amamentação (ela acondiciona o leite que vaza). É indicado também massagear as mamas antes de amamentar ou até sair parte do leite. Com isso, o leite amolece e o bebê consegue mamar.

Os desafios são muitos, mas, se a sua escolha for amamentar, não dê ouvidos ao que as pessoas falam, palpites que não ajudam em nada, só atrapalham. Encare o desafio. Com informação, orientação e apoio, amamentar é possível. E vai ser a experiência mais incrível da sua vida.

 

Mas é importante lembrar que, apesar dos esforços, muitas mães não conseguem amamentar, por inúmeros motivos. Essa mãe não deve se culpar e muito menos ser julgada. Ninguém sabe as batalhas que cada um enfrenta. Então se você não conseguiu amamentar, ‘TÁ TUDO BEM!”.

Mitos e verdades da amamentação

Mitos e verdades da amamentação com consultoria da pediatra e consultora internacional de amamentação Dra. Kelly Oliveira.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a amamentação deve ser exclusiva até o sexto mês de vida dos bebês e recomenda que as mamães amamentem seus filhos por até dois anos ou mais.

No entanto, o ato de amamentar ainda gera muitas dúvidas entre as mamães, eu mesma me senti completamente perdida na gravidez e pós parto. Li muito sobre o assunto, vi muitos vídeos.

Li muita coisa boa, mas sabemos que tem muita informação falsa por aí. Muitos conselhos e pitacos, então acabamos mais perdidas do que antes, em determinados momentos. Por isso, a pediatra e consultora internacional de amamentação Dra. Kelly Oliveira esclarece os principais mitos e verdades da amamentação.

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Amamentar Dói – NEM MITO. NEM VERDADE.

Nos primeiros dias as mamas podem ficar inchadas e doloridas, mas se os sintomas permanecerem ou piorarem, um especialista deve ser consultado para indicar o melhor tratamento.

Se não amamentar o primeiro bebê, não conseguirá amamentar o segundo – MITO.

Mesmo que não amamente o primeiro filho por alguma razão, é possível amamentar sim o segundo.

Existe uma posição ideal para amamentar – VERDADE.

É importante que o bebê faça a pega correta da mamada. A boca do bebê deve estar bem aberta, com os lábios virados para fora e abocanhando a aréola, e não só o bico do seio, o que ajuda a extrair a quantidade de leite adequada e evita machucados no seio da mãe.

Meu peito rachou. Devo parar de amamentar – MITO.

A indicação da interrupção deve ser avaliada em conjunto com um especialista, uma vez que pode trazer outro problema, como o empedramento da mama. Corrigir a causa do aparecimento do machucado é sempre indicado, muitas vezes uma simples correção de pega já é suficiente. A lanolina 100% natural poderá ajudar na reparação mais rápida da lesão.

Não tenho bico para amamentar – MITO.

Não importa como é o bico da mãe (plano, invertido etc), o bebê conseguirá ser amamentado se fizer a pega correta. Mas o uso do corretor de mamilos pode ajudar.

Acho que não tenho leite suficiente – MITO.

A quantidade de leite produzida pela mãe é a ideal para satisfazer o bebê. Porém, algumas mulheres podem produzir uma quantidade maior. Esse excedente pode ser extraído através de bombas e armazenado ou doado a bancos de doação de leite humano.

Meu leite é fraco – MITO.

Não existe leite mais fraco ou mais forte, já que cada mãe produz o leite adequado para seu bebê. O importante é procurar esvaziar a mama e o bebê mamar regularmente.

Tive mastite por causa do excesso de leite – VERDADE.

Como a mastite é a inflamação das glândulas mamárias, o ideal é não permitir o acúmulo do leite através de massagens e extração.

Água quente desempedra o leite – MITO.

Para desempedrar o leite é indicado realizar massagens e retirar o excesso através de bombas para o armazenamento. Compressas de água fria são bem vindas quando há dor e inflamação.

O leite materno pode ser congelado – VERDADE.

O saco de armazenamento de leite, feito especialmente para este fim, deve ser imediatamente guardado na geladeira, no congelador ou no freezer.

Machucados nos seios podem ser prevenidos com o sol – VERDADE.

Tomar sol nos seios ajuda na prevenção de rachaduras.

Prótese de silicone atrapalha a amamentação – MITO.

Nem implante de sili­co­­ne, nem mamoplastia compro­metem a produção de leite ou interferem na ama­mentação. A prótese de silicone precisa ser colocada atrás da glândula mamária ou atrás do músculo peitoral.

Amamentar deixa o peito caído? – MITO

Não há relação entre amamentação e flacidez.

Sobre a Dra. Kelly Marques Oliveira

Formada em Medicina na Unicamp, Pediatra pela Universidade de São Paulo, e com Especialização em Cardiologia Pediátrica no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia. Especialização em Alergia e Imunologia na Unifesp (em andamento). É consultora internacional de Amamentação (IBCLC). Dedica-se atualmente às áreas de amamentação e alimentação infantil pelo método Baby-Led-Weaning (BLW). Conquistou o Título de Especialista em Pediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Idealizadora do cuidado humanizado e integral das crianças. Autora do blog http://www.pediatriadescomplicada.com, com várias dicas sobre saúde da criança. Atua também como pediatra em dois hospitais do SUS em parceria com Hospital Israelita Albert Einstein. Atende também em consultório particular.

Site: www.drakellyoliveira.com

Agosto Dourado – 10 atitudes do pai que ajudam no sucesso da amamentação

No mês dos pais e do aleitamento materno, pediatra afirma: está na hora dos pais também assumirem a responsabilidade pela amamentação

Happy parents spending time with baby on the couch at home in the living room

Amamentar é o ato mais natural do mundo, mas, porém fácil. Converse com mães e você vai perceber que a maioria delas sentiu algum tipo de dificuldade ao começar o aleitamento e que alguns casos podem ser um pouco traumáticos. Um ponto em comum em muitas histórias bem sucedidas é quase sempre o mesmo: o apoio de familiares e, em especial, do pai.

Para a nutróloga pediátrica Aline Magnino, do Grupo Prontobaby, que há mais de 10 anos apoia famílias a vencer os desafios iniciais da amamentação, a coincidência de comemorarmos o Dia dos Pais durante o Agosto Dourado – período de conscientização proposto pela World Alliance for Breastfeeding Action em 120 países – é uma ótima oportunidade para incentivar os homens a estarem mais presentes nesse processo. Segundo ela, a parceria faz toda a diferença no sucesso da empreitada.

A amamentação pode ser um momento precioso na vida de um casal, que estreita laços não apenas entre mãe e filho, mas entre estes e o pai. Muitos homens, contudo, se sentem excluídos do processo de aleitamento. O que eles não sabem é que o seu apoio, frequentemente, faz muita diferença entre o sucesso ou o fracasso no início da amamentação, assim como seu abandono precoce. E esse suporte é ainda mais determinante quando se trata do primeiro filho.

Uma pesquisa publicada pela Associação Americana de Pediatria, reuniu 214 casais, prestes a ter seu primeiro bebê e os dividiram em dois grupos: no primeiro, os pais só receberam informações sobre amamentação quando estavam na maternidade e, no segundo, os homens puderam estudar a respeito de seis a doze semanas antes do parto. Após três meses, 95% das mães do primeiro grupo ainda davam de mamar, enquanto, no outro, a taxa era de 88%. No primeiro grupo, as mães relataram estar mais satisfeitas com o apoio do pai e os homens mostraram um maior nível de confiança. O estudo concluiu que, quando as mulheres se sentem amparadas pelos companheiros, têm mais chances de manter a amamentação, mesmo se sentindo exaustas ou inseguras.

À todos os papais a pediatra e nutróloga do Grupo Prontobaby recomenda os dez passos para a participação efetiva e afetiva do pai no apoio ao aleitamento materno, elaborados pelo Grupo Interinstitucional de Incentivo ao Aleitamento Materno:

  1. Encoraje e incentive sua mulher a amamentar

Por vezes ela pode estar insegura de sua capacidade para a amamentação. Seu apoio será fundamental nestas horas.

[Momento nostalgia] Eu lembro perfeitamente quando eu estava na maternidade (após o parto), tomando banho e chorando porque achava que meu leite não desceria. Meu marido me acalmou, disse que se eu ficasse nervosa, isso atrapalharia na produção de leite e me lembrou que a gente sabia que era por volta do terceiro dia que o leite descia. Exatamente no terceiro dia de vida do João, meu leite desceu. ❤

  1. Divida e compartilhe as mamas de sua mulher com o bebê:

Mesmo que seja difícil aceitar, lembre-se que a amamentação é um período passageiro. Dê prioridade a seu filho.

  1. Sempre que possível, participe do momento da amamentação:

Sua presença, carícias e toques durante o ato de amamentar são fatores importantes para a manutenção do vínculo afetivo do trinômio mãe-filho-pai.

  1. Seja paciente e compreensivo:

No período de amamentação, é pouco provável que sua mulher possa manter a casa, as refeições e, ainda, cuidar-se de formas impecáveis. As necessidades do recém-nascido são prioridades nesta fase.

  1. Sinta-se útil durante o período da amamentação:

Coopere nas tarefas do bebê: trocar fraldas, ajudar no banho, vestir, embalar, etc. Lembre-se que cuidar do bebê é tarefa da mamãe e do papai. Papai não é ajudante da mamãe. Pai é pai.

Quando ela estiver dando de mamar, ofereça-lhe um copo de suco ou água, ela vai adorar! Amamentar dá muita sede, sabia?

  1. Mantenha-se sereno

Embora a amamentação traga muitas alegrias, também pode trazer dificuldades e cansaço. Às vezes sua mulher pode ficar impaciente. Mostre carinho e compreensão nestes momentos. Evite brigas desnecessárias para não prejudicar psicologicamente a descida do leite.

  1. Procure ocupar-se mais dos outros filhos, se os tiver.

Para que não se sintam rejeitados com a chegada do novo irmão. Isto permitirá a sua mulher dedicar-se mais ao recém-nascido.

  1. Mantenha o hábito de acariciar os seios de sua mulher

Estudos demonstram que quanto mais uma mulher é sensível às carícias do companheiro, mais reagirá à estimulação rítmica de seu bebê.

  1. Fique atento às variações do apetite sexual de sua mulher

Algumas reagem para mais, outras para menos, são alterações normais. Esta é uma ocasião para o casal vivenciar novas experiências e hábitos sexuais, adaptando-se ao momento.

  1. Não leve para casa latas de leite, mamadeiras e chupetas

O sucesso deste período depende, em grande parte, de sua atitude. A amamentação exclusiva até os 6 meses e seu carinho e apoio é tudo que seu bebê necessita para crescer inteligente e saudável.

No mais, desejo muito sucesso nessa fase difícil, porém muito deliciosa. CURTA, CURTA, CURTA, porque o tempo VOA e isso vai deixar uma saudade absurda em seu coração.

Beijos,

Fê!

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Sobre o amor de mãe

Quando você não é mãe não entende muito o que quer dizer ‘que filhos trazem sentido a vida’.

Eu pensava: Eu amo a minha vida. Não preciso de uma criança para me trazer sentido.

Veio a gravidez, fiquei extremamente feliz durante a gravidez inteira. Amava minha barriga, achava que já amava meu filho.

A verdade é que eu não sabia nada sobre a vida e absolutamente nada sobre o amor.

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Eu não tive aquele insight que todo mundo tem quando o filho nasce. Não tive aquele amor, não chorei, não me emocionei. Quando a médica me mostrou o João, parecia que eu estava conhecendo um bebê de outra pessoa. Eu pensei: “ah, tá. Esse é o João”. Não tive aquele instinto de querer pegar no colo. Só beijei porque a enfermeira falou para eu dar um beijo.

Me senti muito culpada por isso.

Admiro muito as mães que se emocionam na hora do parto, admiro de verdade, acho lindíssimo. Mas se após ler isso aqui, você vier para mim e falar: “Nossa, me apaixonei assim que vi meu filho pela primeira vez, me emocionei deee-mais”, saiba que eu vou te ‘odiar’ muito. Porque minha culpa já me basta e não preciso de ninguém jogando isso na minha cara. Além do queeeeee….você não ganha nada se gabando com isso.

Quando o João foi para o quarto, eu fui amamentar pela primeira vez na minha vida. Era meu sonho amamentar. Aí minha primeira impressão foi: “ah, então é isso que é amamentar?”

E aí veio a noite. E me peguei vendo se ele estava respirando ainda. Me peguei acordando meu marido (eu não conseguia levantar sozinha) para ele ir ver se o João estava respirando.

No dia seguinte, quase de tarde, fui amamentar ainda na maternidade e ao colocar ele para arrotar, tirei uma selfie nossa. Ele parecia ser do tamanho do meu ombro, era a coisa mais linda. É a minha foto preferida de nós dois. Ele era meu. Saiu de mim. Era tudo que eu tinha ali. E eu era tudo que ele tinha ali.  (Essa ainda é a minha posição favorita com o João, tinha muito medo que ele crescesse e não ficássemos mais assim, mas a expressão ‘o filho nunca é grande o suficiente para o colo de uma mãe’ é tão verdade, que nós ficamos assim o tempo todo).

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Fomos para a casa e aí eu amamentava segurando a mãozinha dele. Às vezes ele me olhava enquanto mamava e era a coisa mais linda da vida. A gente ficava assim se olhando. Depois ele aprendeu a colocar a mão no meu peito enquanto mamava e essa é a minha melhor lembrança da amamentação.

Vieram as doenças (todo bebê fica doente, mais do que normal) e eu me peguei querendo trocar de lugar com ele, só para não o ver abatido. É engraçado dizer, mas eu me sentiria melhor se fosse eu a doente.

Comemorei quando ele descobriu a mão, quando ele deu a primeira gargalhada dele, comemorei quando ele virou sozinho, quando ficou de bruços sustentando a cabeça, quando sentou sozinho, chorei copiosamente no consultório da pediatra quando parei de amamentar, mas aí logo depois comemorei que ele engatinhou, o primeiro dentinho, a primeira vez que ele andou. E são mais de 2 anos comemorando cada conquista dele, cada conquista nossa.

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Hoje o João me faz sentir a mulher mais linda e importante desse planeta. Porque, para ele, eu sou a mulher mais bonita e importante desse planeta. E não importa que eu esteja acima do peso, não importa que eu tenha mil defeitos. Para ele, realmente isso não importa, ele não tá nem aí para isso.

E como ele me faz sentir linda? Quando eu estou me vestindo para sair, colocando um vestido qualquer, e ele me olha e grita com surpresa: “MAMÃE, QUE LIIIIIINDA”.

E como ele me faz sentir importante? Quando ele acorda e a primeira pessoa que procura sou eu. Quando ele está dormindo, escuta minha voz (dormimos os três juntos na cama) e fica me procurando com os pés enquanto os olhos ainda estão fechados. Quando ele dorme no meu colo, me envolvendo toda.

E, principalmente, quando ele diz “Te amo, mamãe”. Como eu disse lá em cima, eu nunca soube nada do que é a vida, nunca soube nada do que é amor. Eu sempre achei que soubesse, mas eu estava completamente enganada.

Eu nasci junto com o João. Nós fomos construindo aos poucos esse amor, esse amor louco, estarrecedor.

Você pode ter se apaixonado pelo seu filho no primeiro segundo e se isso aconteceu, acredito ter sido a melhor sensação do mundo.

Mas se essa paixão não veio no primeiro momento, não se culpe, não se preocupe. Ela virá e será tão maravilhoso quanto. O momento do parto envolve muitas coisas, são muitos sentimentos envolvidos e não conseguir entender o que realmente está sentindo não é nenhum pecado e nenhum erro grave.

Beijos,

Fê!

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Alimentação Pós Parto

Nutricionistra do Hospital Getúlio Vargas tira as dúvidas quanto a alimentação pós parto

alimentacao pos parto

Logo que recebi alta depois do parto, a minha primeira pergunta a obstetra era o que eu podia ou não podia comer. Na hora ela respondeu que eu poderia comer tudo.

Só depois que ela saiu do quarto é que eu me toquei que tinha formulado minha pergunta de forma errada. Eu queria saber os alimentos que iriam interferir na amamentação, nas cólicas e na minha recuperação.

Com o tempo fui percebendo que não era a única com essas dúvidas, muitas mães não sabem a alimentação correta para esse período.

Pensando nisso, convidei a Dra Lumena Isis, nutricionista no Hospital Getúlio Vargas, para responder algumas dúvidas que eu tive e que acredito que muitas mamães podem ter também.

Existe alimentação diferenciada de parto normal para cesariana?

Na cesariana por ser uma cirurgia, é importante aumentar a ingestão de proteínas e alimentos ricos em vitamina C (legumes, verduras e frutas cítricas) que auxiliam na cicatrização.

Lembrando que esses alimentos também devem ser ingeridos para as mães que tiveram parto normal. E não deve esquecer da hidratação!

Há alimentos que são proibidos?

Proibidos somente bebida alcoolica, mas é válido evitar o excesso de alimentos estimulantes como: café, refrigerantes a base de cola, chá preto, chocolates.

Há alimentos que ajudem na cicatrização, que ajude os órgãos a voltar para o lugar, que ajudem na produção de leite ou até mesmo que dêem mais energia para as mamães nessa fase tão exaustiva?

Depois do parto, as mulheres devem priorizar os alimentos ricos em água (frutas, legumes), em proteína (carnes, ovos e leite), em antioxidantes (frutas e vegetais) e em ferro (carnes, oleaginosas, cereais integrais), sempre acompanhados de alimentos ricos em vitamina C, como as frutas cítricas. Estes alimentos também auxiliam na cicatrização.

É verdade que uma mãe que amamenta deve beber mais água que o normal?

Não, a mãe que amamenta deve se manter hidratada, e beber água e líquidos de acordo com seu corpo e metabolismo.

A alimentação da mãe influencia no período de cólicas do bebê? Se sim, o que pode e o que não pode? Acho que a principal duvida é quanto ao refrigerante e chocolate.

A alimentação para evitar as cólicas no bebe não está estipulada porque nem todos os bebês são iguais, e o que pode causar cólica num bebê, pode não causar em outro. Muitos bebês têm cólica independente do que a mãe coma ou não, mas é sempre uma questão de testar os alimentos um a um, introduzindo e excluindo, para verificar como o bebê reage. Alimentos que podem aumentar a produção de gases: feijão, cebola, repolho, couve-flor, brócolis, ervilha, doces em excesso, leite e derivados, refrigerantes.

Eu fiquei 9 meses sem poder comida japonesa e quando o João nasceu fiquei doida por uma. Muita gente criticou. Comida japonesa pode na gravidez? e depois de quanto tempo de parto, ela está liberada?

Pode, desde que a mulher tome alguns cuidados antes de ingerir comida japonesa, como observar a higiene do local e a forma de conservação do alimento por causa do risco de contaminação. Lembrando também que há risco não só na comida japonesa, mas também nas saladas e carnes mal passadas, o ideal é evitar comer fora de casa.

Muitas mulheres ficam preocupada com o peso pós gravidez. A mãe pode fazer dieta depois do parto? Depois de quanto tempo?

alimentação pós parto

A primeira medida para perder peso é amamentar: quando a mulher amamenta, produz um hormônio, que provoca a contração do útero e estimula o retorno ao tamanho normal. Sem falar que o aleitamento consome muitas calorias por dia.

A segunda medida é seguir um cardápio saudável para estimular a produção de leite e com isso o corpo volta ao normal. O emagrecimento só deve ser uma preocupação por volta dos seis meses de vida do bebê. Até lá o peso deve reduzir naturalmente, especialmente com a ajuda da amamentação.

A mulher que está amamentando tem que se alimentar mais vezes ou continua com a alimentação normal? De quanto em quanto tempo é aconselhável comer algo?

O ideal é que a mãe se alimente da maneira mais saudável possível, dedicando especial atenção aos líquidos. E fazer as refeições normais (café-da-manhã, colação, almoço, lanche, jantar e ceia).

Teria alguma dica para dar as mulheres que acabaram de ter bebê ou que estão amamentando?

O importante para a mulher que está amamentando é consumir nutrientes necessários para a saúde sem adicionar calorias na dieta, e procurar um nutricionista para fazer seu plano alimentar.

Espero ter ajudado de alguma maneira. Caso ainda tenha alguma dúvida, deixem nos comentários 😉

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Beijos,

Fê!