Agosto Dourado: Posições para amamentar o bebê de forma correta

Escolher a postura adequada é um dos fatores que mais colabora com o sucesso do aleitamento

posicoes corretas para amamentacao

A amamentação logo nas primeiras horas de vida do bebê acarreta em diversos benefícios para a mãe e o recém-nascido. De acordo com Lavínia Springmann, Consultora da Amamentação da NUK, as mães que amamentam logo após o parto apresentam maior chance de sucesso nas práticas da amamentação. Além disso, o contato da pele da mãe com a do bebê ajuda a prevenir a ocorrência de hipotermia e auxilia na relação entre mãe e filho.

Segundo Lavínia, a posição correta para amamentação é um dos fatores mais importantes para evitar desconfortos futuros. A mãe deve escolher a maneira mais confortável para que o bebê pegue a mama de maneira correta e consiga ingerir maior quantidade de leite.

Confira algumas posições:

Segurar o bebê no colo em posição transversal, “barriga com barriga”, utilizando o braço contrário ao seio em que ele está mamando.

posição para amamentar barriga com barriga
Apoie o bebê no colo em posição transversal, utilizando o braço do mesmo lado do seio em que ele mama.

posição para amamentar transversal
Segure o bebê passando-o embaixo do seu braço, do mesmo lado do seio em que ele está mamando. Sente-se de pernas cruzadas na beira da cama, sofá ou use duas cadeiras.

posição para amamentar embaixo do braço
Coloque o bebê na posição “de cavalinho” em uma das suas coxas, deixando-o de frente para o seio.

posição para amamentar cavalinho
Coloque o bebê em posição paralela ao corpo, elevando ligeiramente sua cabecinha, para ajudar o leite a descer. A recomendação é que a mãe só amamente deitada se estiver bem acordada para não correr risco de acidentes.

posição para amamentar deitada
Use qualquer combinação citada no caso de ter gêmeos e deseje amamentar ao mesmo tempo.

posição para amamentar gêmeos
A pega correta:

A posição certa está diretamente ligada ao sucesso da amamentação e alguns sinais revelam se a pega foi feita de maneira correta:

– O bebê abre bem a boca e abocanha quase toda a aréola;

– A boca do bebê se mantém bem aberta e acoplada ao seio e seu queixo se encosta na parte inferior da mama;

– A aréola fica mais visível acima da boca do bebê do que abaixo;

– O bebê suga, respira e engole o leite de forma natural e coordenada, com sucções lentas e profundas. Suas bochechas ficam arrendodadas.

Orientações:

Os dedos não devem pinçar o seio, nem tocar a aréola. Não é necessário o apoio com a mão, apenas quando os seios da mãe são muito grandes e pesados. É preciso cuidado para não bloquear a descida do leite (não use o dedo em tesoura) e não coloque o dedo na aréola, pois é lá que o bebê deve colocar a boca.

É importante que o bebê arrote depois da mamada, pois engole muito ar enquanto mama que se acumula em seu estômago, causando desconforto. Cada criança tem seu próprio padrão de sucção variando o tempo da mamada, por isso evite controlar esse tempo.

Durante o período de amamentação, é recomendável que a mãe tenha uma dieta equilibrada, rica em cálcio (encontrado nos laticínios), iodo (presente em peixes de água salgada) e aumentar a quantidade de ingestão de líquidos.

Auxílio:

A Concha de Amamentação NUK foi desenvolvida com formato ergonômico e interior em silicone, promovendo o efeito massageador que facilita o aleitamento.

concha de amamentação

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Agosto Dourado – Especialista dá dicas de amamentação

Agosto é o mês do aleitamento materno e possui diversas campanhas para incentivar a amamentação

agosto dourado 2018

O estímulo da amamentação exclusiva salva nada menos que 6 milhões de crianças por ano.

Para Cíntia Matieli, consultora de amamentação e fundadora da Mommy’s Angel consultoria materna, “o leite materno é o melhor alimento que um bebê pode receber nos seus primeiros anos de vida, sendo indicado até dois anos ou mais. Sua superioridade orgânica o torna de melhor digestibilidade, sendo o alimento mais completo para promover o crescimento e desenvolvimento infantil”. Além disso, segundo Cíntia, as crianças amamentadas com leite materno também estão mais protegidas contra doenças infecciosas.”, comenta.

Ainda existem muitos tabus e principalmente no que se refere a quantidade de mamadas, por exemplo, por isso, Cíntia preparou dicas para as mamães se sentirem mais confiantes em oferecerem este alimento tão rico ao seu bebê:

  • O bebê deve ser amamentado todas as vezes que desejar. Importante: a mãe deve permitir que a criança mame até o momento em que sentir o peito vazio ou murcho para, só então, oferecer a outra mama.  Muitas mães reclamam que seus filhos choram o tempo todo, que querem mamar a toda hora e que o leite produzido é fraco e, por isso, leva a criança a sentir fome”, explica Cíntia.

 

  • Importante: na verdade, o leite não é fraco. O bebê é que sente fome, uma vez que este alimento é rapidamente digerido.

 

  • As mulheres produzem dois “tipos de leite”: o que se concentra no fundo da mama, rico em nutrientes, capaz de estimular o ganho de peso e o crescimento do bebê; e o localizado mais na parte da frente da mama, rico, principalmente, em água, o que leva a recomendação de que não é necessário oferecer água a criança até o sexto mês de vida.

 

  • É sempre bom lembrar que o bebê deve ser colocado para arrotar, logo após a mamada e, se ele for ficar deitado, deve ser posicionado de lado, pois, caso vomite, não corre o risco de sufocar-se.

 

  • É muito comum as mulheres sentirem dores nas mamas, devido às rachaduras. Para preveni-las, é necessário passar o próprio leite na mama, antes e após dar de mamar. Caso as rachaduras já existam, o leite ajudará a cicatrizá-las. Na maioria das vezes, o que faz o peito rachar é o jeito que o bebê abocanha a mama: sua boquinha deve envolver e abocanhar a aréola do peito, aquela parte redonda e mais escura, localizada ao redor do bico do seio. Se o bebê sugar somente o bico, com o tempo, a mama ficará machucada. Para corrigir as fissuras existentes, além de passar o próprio leite na mama, a pega do bebê, ou seja, o jeito que ele abocanha a mama, também deve ser corrigida.

 

  • Também é comum reclamações de dores nas costas, no pescoço e nos ombros. Por isso, ao amamentar, a mulher deve preferir ambientes tranquilos, posicionar-se de maneira confortável, com a coluna alinhada e os pés apoiados.

 

  • No geral, água morna nas costas durante o banho pode aliviar eventuais dores. Só é preciso lembrar que não se deve deixar cair água quente ou morna nos seios, pois isto pode fazer com que o leite empedre, as mamas fiquem ingurgitadas e a mulher sinta mais dores.

Agosto Dourado – 6 benefícios e dificuldades da amamentação

Agosto é o mês do aleitamento materno

agosto dourado 2018

Ontem se deu início ao Agosto Dourado, que busca mobilizar e conscientizar a população sobre a importância da amamentação, tanto para os bebês, como para as mães.

A cor dourada está relacionada ao alimento ouro para a saúde dos bebês, o leite materno. E o mês de Agosto é todinho dedicado a informar e debater sobre a importância de amamentar. Durante o mês terão palestras e eventos, divulgação de informações no rádio, na TV e na internet sobre os benefícios do aleitamento materno. A lei brasileira também sugere que prédios públicos sejam iluminados com a cor dourada em homenagem à amamentação.

mitos e verdades amamentacao

A amamentação é uma pratica natural, capaz de trazer inúmeros benefícios para o bebê e para a mãe.

O aleitamento materno deve ser exclusivo até os seis meses de vida, sem a oferta de água, por exemplo. O leite materno é um alimento completo e ideal para o bebê, pois ele contém todos os nutrientes em quantidades adequadas e fornece água para hidratação.

O benefícios da amamentação são inúmeros, mas destaquei os seis mais importantes:

1 – Aumenta o vínculo entre mãe e filho;

2 – Ajuda no desenvolvimento motor e emocional da criança;

3 – Faz o útero da mãe voltar mais rápido ao tamanho natural. Com isso, também evita o sangramento excessivo e, consequentemente, que a mãe sofra de anemia;

4 – Ajuda a mulher a voltar mais rapidamente ao peso que tinha antes da gestação, pois consome até 800 calorias por dia (mesmo dando muita fome), e diminui o risco de câncer de mama e de ovário;

5 – Por ser de fácil digestão, provoca menos cólicas nos bebês;

6 – Colabora para a formação do sistema imunológico da criança, previne alergias, obesidade e intolerância ao glúten;

mae-e-filho

Quem dera se a amamentação fosse algo automático, mas não basta instinto materno. Muitas mulheres passam por dificuldades.  É preciso orientação, apoio e muita informação para oferecer ao bebê o alimento mais completo que existe.

Separei também as seis maiores dificuldades enfrentadas na amamentação:

1 – Dor – Pode ser o bico rachado, os seios cheios, ingurgitados, o que pode até evoluir para uma mastite e causar febre alta na mãe. A pega errada é outra causa de sofrimento. – A utilização do próprio leite materno nas regiões afetadas, várias vezes ao dia, auxilia bastante no processo de cicatrização, pomada lanolina, pega correta e, se puder, contar com a ajuda de um profissional

2- Pouco leite – Isso pode acontecer no caso de mulheres que tenham passado por cirurgias mamárias, como as redutoras ou mastopexias. Ou por provável “má pega”, que ocorre quando o bebê coloca somente o mamilo na boca, ele deve colocar toda a aréola na boca do bebê para que possa sugar direitinho. Mas é importante que saiba que não existe leite fraco ou pouca produção. O que pode acontecer é um desequilíbrio causado quando o bebê não suga direito. Pois isso que é preciso ensinar o bebê a mamar do jeito certo.  A mãe deve se alimentar bem e tomar muita água ao longo do dia. Até o bebê nascer, a mãe necessita de líquidos apenas para si. A partir do nascimento, há necessidade de líquidos para ela e para o bebê. E a principal regra da amamentação: quanto mais o bebê mamar, mais leite será produzido.

3 – Bico invertido – Ter o bico do seio voltado para dentro e não para fora pode dificultar a pega do bebê. Nos primeiros dias, poderá ser mais difícil para o bebê manter a pega, mas é possível ajustar a postura, colocar o bebê bem próximo ao corpo da mãe e usar recursos e massagens para tentar protruir os mamilos.

4 – Falta de apoio e críticas –  Contar com a ajuda de familiares e do marido é essencial para uma amamentação tranquila e eficiente. Ler livros específicos e buscar fazer cursos são boas alternativas. Também é possível pedir ajuda nos postos de saúde ou em bancos de leite. A maternidade precisa de menos julgamentos e mais apoio.

5 – Falta de informação e preparo – Ao longo dos nove meses da gestação, alguns pais e mães até se matriculam em cursos sobre o tema. No entanto, nem sempre o conteúdo sobre amamentação é suficiente. Ler e ver vídeos sobre o assunto, vão te ajudar nessa jornada.

6 – Leite empedra – No início, se produz mais leite do que o bebê consome. Nesse caso, pode-se esvaziar as mamas com uma bomba, usar concha de amamentação (ela acondiciona o leite que vaza). É indicado também massagear as mamas antes de amamentar ou até sair parte do leite. Com isso, o leite amolece e o bebê consegue mamar.

Os desafios são muitos, mas, se a sua escolha for amamentar, não dê ouvidos ao que as pessoas falam, palpites que não ajudam em nada, só atrapalham. Encare o desafio. Com informação, orientação e apoio, amamentar é possível. E vai ser a experiência mais incrível da sua vida.

 

Mas é importante lembrar que, apesar dos esforços, muitas mães não conseguem amamentar, por inúmeros motivos. Essa mãe não deve se culpar e muito menos ser julgada. Ninguém sabe as batalhas que cada um enfrenta. Então se você não conseguiu amamentar, ‘TÁ TUDO BEM!”.

Agosto Dourado – 10 atitudes do pai que ajudam no sucesso da amamentação

No mês dos pais e do aleitamento materno, pediatra afirma: está na hora dos pais também assumirem a responsabilidade pela amamentação

Happy parents spending time with baby on the couch at home in the living room

Amamentar é o ato mais natural do mundo, mas, porém fácil. Converse com mães e você vai perceber que a maioria delas sentiu algum tipo de dificuldade ao começar o aleitamento e que alguns casos podem ser um pouco traumáticos. Um ponto em comum em muitas histórias bem sucedidas é quase sempre o mesmo: o apoio de familiares e, em especial, do pai.

Para a nutróloga pediátrica Aline Magnino, do Grupo Prontobaby, que há mais de 10 anos apoia famílias a vencer os desafios iniciais da amamentação, a coincidência de comemorarmos o Dia dos Pais durante o Agosto Dourado – período de conscientização proposto pela World Alliance for Breastfeeding Action em 120 países – é uma ótima oportunidade para incentivar os homens a estarem mais presentes nesse processo. Segundo ela, a parceria faz toda a diferença no sucesso da empreitada.

A amamentação pode ser um momento precioso na vida de um casal, que estreita laços não apenas entre mãe e filho, mas entre estes e o pai. Muitos homens, contudo, se sentem excluídos do processo de aleitamento. O que eles não sabem é que o seu apoio, frequentemente, faz muita diferença entre o sucesso ou o fracasso no início da amamentação, assim como seu abandono precoce. E esse suporte é ainda mais determinante quando se trata do primeiro filho.

Uma pesquisa publicada pela Associação Americana de Pediatria, reuniu 214 casais, prestes a ter seu primeiro bebê e os dividiram em dois grupos: no primeiro, os pais só receberam informações sobre amamentação quando estavam na maternidade e, no segundo, os homens puderam estudar a respeito de seis a doze semanas antes do parto. Após três meses, 95% das mães do primeiro grupo ainda davam de mamar, enquanto, no outro, a taxa era de 88%. No primeiro grupo, as mães relataram estar mais satisfeitas com o apoio do pai e os homens mostraram um maior nível de confiança. O estudo concluiu que, quando as mulheres se sentem amparadas pelos companheiros, têm mais chances de manter a amamentação, mesmo se sentindo exaustas ou inseguras.

À todos os papais a pediatra e nutróloga do Grupo Prontobaby recomenda os dez passos para a participação efetiva e afetiva do pai no apoio ao aleitamento materno, elaborados pelo Grupo Interinstitucional de Incentivo ao Aleitamento Materno:

  1. Encoraje e incentive sua mulher a amamentar

Por vezes ela pode estar insegura de sua capacidade para a amamentação. Seu apoio será fundamental nestas horas.

[Momento nostalgia] Eu lembro perfeitamente quando eu estava na maternidade (após o parto), tomando banho e chorando porque achava que meu leite não desceria. Meu marido me acalmou, disse que se eu ficasse nervosa, isso atrapalharia na produção de leite e me lembrou que a gente sabia que era por volta do terceiro dia que o leite descia. Exatamente no terceiro dia de vida do João, meu leite desceu. ❤

  1. Divida e compartilhe as mamas de sua mulher com o bebê:

Mesmo que seja difícil aceitar, lembre-se que a amamentação é um período passageiro. Dê prioridade a seu filho.

  1. Sempre que possível, participe do momento da amamentação:

Sua presença, carícias e toques durante o ato de amamentar são fatores importantes para a manutenção do vínculo afetivo do trinômio mãe-filho-pai.

  1. Seja paciente e compreensivo:

No período de amamentação, é pouco provável que sua mulher possa manter a casa, as refeições e, ainda, cuidar-se de formas impecáveis. As necessidades do recém-nascido são prioridades nesta fase.

  1. Sinta-se útil durante o período da amamentação:

Coopere nas tarefas do bebê: trocar fraldas, ajudar no banho, vestir, embalar, etc. Lembre-se que cuidar do bebê é tarefa da mamãe e do papai. Papai não é ajudante da mamãe. Pai é pai.

Quando ela estiver dando de mamar, ofereça-lhe um copo de suco ou água, ela vai adorar! Amamentar dá muita sede, sabia?

  1. Mantenha-se sereno

Embora a amamentação traga muitas alegrias, também pode trazer dificuldades e cansaço. Às vezes sua mulher pode ficar impaciente. Mostre carinho e compreensão nestes momentos. Evite brigas desnecessárias para não prejudicar psicologicamente a descida do leite.

  1. Procure ocupar-se mais dos outros filhos, se os tiver.

Para que não se sintam rejeitados com a chegada do novo irmão. Isto permitirá a sua mulher dedicar-se mais ao recém-nascido.

  1. Mantenha o hábito de acariciar os seios de sua mulher

Estudos demonstram que quanto mais uma mulher é sensível às carícias do companheiro, mais reagirá à estimulação rítmica de seu bebê.

  1. Fique atento às variações do apetite sexual de sua mulher

Algumas reagem para mais, outras para menos, são alterações normais. Esta é uma ocasião para o casal vivenciar novas experiências e hábitos sexuais, adaptando-se ao momento.

  1. Não leve para casa latas de leite, mamadeiras e chupetas

O sucesso deste período depende, em grande parte, de sua atitude. A amamentação exclusiva até os 6 meses e seu carinho e apoio é tudo que seu bebê necessita para crescer inteligente e saudável.

No mais, desejo muito sucesso nessa fase difícil, porém muito deliciosa. CURTA, CURTA, CURTA, porque o tempo VOA e isso vai deixar uma saudade absurda em seu coração.

Beijos,

Fê!

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