Mitos e verdades da amamentação

Mitos e verdades da amamentação com consultoria da pediatra e consultora internacional de amamentação Dra. Kelly Oliveira.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a amamentação deve ser exclusiva até o sexto mês de vida dos bebês e recomenda que as mamães amamentem seus filhos por até dois anos ou mais.

No entanto, o ato de amamentar ainda gera muitas dúvidas entre as mamães, eu mesma me senti completamente perdida na gravidez e pós parto. Li muito sobre o assunto, vi muitos vídeos.

Li muita coisa boa, mas sabemos que tem muita informação falsa por aí. Muitos conselhos e pitacos, então acabamos mais perdidas do que antes, em determinados momentos. Por isso, a pediatra e consultora internacional de amamentação Dra. Kelly Oliveira esclarece os principais mitos e verdades da amamentação.

mitos e verdades amamentacao

Amamentar Dói – NEM MITO. NEM VERDADE.

Nos primeiros dias as mamas podem ficar inchadas e doloridas, mas se os sintomas permanecerem ou piorarem, um especialista deve ser consultado para indicar o melhor tratamento.

Se não amamentar o primeiro bebê, não conseguirá amamentar o segundo – MITO.

Mesmo que não amamente o primeiro filho por alguma razão, é possível amamentar sim o segundo.

Existe uma posição ideal para amamentar – VERDADE.

É importante que o bebê faça a pega correta da mamada. A boca do bebê deve estar bem aberta, com os lábios virados para fora e abocanhando a aréola, e não só o bico do seio, o que ajuda a extrair a quantidade de leite adequada e evita machucados no seio da mãe.

Meu peito rachou. Devo parar de amamentar – MITO.

A indicação da interrupção deve ser avaliada em conjunto com um especialista, uma vez que pode trazer outro problema, como o empedramento da mama. Corrigir a causa do aparecimento do machucado é sempre indicado, muitas vezes uma simples correção de pega já é suficiente. A lanolina 100% natural poderá ajudar na reparação mais rápida da lesão.

Não tenho bico para amamentar – MITO.

Não importa como é o bico da mãe (plano, invertido etc), o bebê conseguirá ser amamentado se fizer a pega correta. Mas o uso do corretor de mamilos pode ajudar.

Acho que não tenho leite suficiente – MITO.

A quantidade de leite produzida pela mãe é a ideal para satisfazer o bebê. Porém, algumas mulheres podem produzir uma quantidade maior. Esse excedente pode ser extraído através de bombas e armazenado ou doado a bancos de doação de leite humano.

Meu leite é fraco – MITO.

Não existe leite mais fraco ou mais forte, já que cada mãe produz o leite adequado para seu bebê. O importante é procurar esvaziar a mama e o bebê mamar regularmente.

Tive mastite por causa do excesso de leite – VERDADE.

Como a mastite é a inflamação das glândulas mamárias, o ideal é não permitir o acúmulo do leite através de massagens e extração.

Água quente desempedra o leite – MITO.

Para desempedrar o leite é indicado realizar massagens e retirar o excesso através de bombas para o armazenamento. Compressas de água fria são bem vindas quando há dor e inflamação.

O leite materno pode ser congelado – VERDADE.

O saco de armazenamento de leite, feito especialmente para este fim, deve ser imediatamente guardado na geladeira, no congelador ou no freezer.

Machucados nos seios podem ser prevenidos com o sol – VERDADE.

Tomar sol nos seios ajuda na prevenção de rachaduras.

Prótese de silicone atrapalha a amamentação – MITO.

Nem implante de sili­co­­ne, nem mamoplastia compro­metem a produção de leite ou interferem na ama­mentação. A prótese de silicone precisa ser colocada atrás da glândula mamária ou atrás do músculo peitoral.

Amamentar deixa o peito caído? – MITO

Não há relação entre amamentação e flacidez.

Sobre a Dra. Kelly Marques Oliveira

Formada em Medicina na Unicamp, Pediatra pela Universidade de São Paulo, e com Especialização em Cardiologia Pediátrica no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia. Especialização em Alergia e Imunologia na Unifesp (em andamento). É consultora internacional de Amamentação (IBCLC). Dedica-se atualmente às áreas de amamentação e alimentação infantil pelo método Baby-Led-Weaning (BLW). Conquistou o Título de Especialista em Pediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Idealizadora do cuidado humanizado e integral das crianças. Autora do blog http://www.pediatriadescomplicada.com, com várias dicas sobre saúde da criança. Atua também como pediatra em dois hospitais do SUS em parceria com Hospital Israelita Albert Einstein. Atende também em consultório particular.

Site: www.drakellyoliveira.com

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Medo de escuro: saiba como ajudar o pequeno

Se o seu filho não dorme sozinho e tem pânico só de pensar em ficar no escuro, fique calma, esse é um medo comum entre as crianças.

medo de escuro

Nictofobia. Você provavelmente não conhece essa palavra, mas passa por essa situação toda noite. É a fobia do escuro, um medo comum dos pequenos, mas que pode ser amenizado.

Sentir medo faz parte do desenvolvimento emocional dos seres humanos. É uma reação de proteção quando o cérebro acredita que algo vai nos fazer mal. O medo do escuro infantil, na maioria das vezes, não está associado à escuridão em si.

Como as crianças de três a sete anos têm a imaginação muito aflorada e, na hora de dormir, as luzes estão apagadas e os pais não estão por perto, elas ficam mais propensas a imaginar perigos.

Um simples rangido da cama pode ser o monstro que veio puxar o pé, a brisa que vem da janela é a bruxa que passou voando em sua vassoura e despertar no meio da noite é o vampiro que veio sugar o sangue.

As crianças em idade escolar, que começam a compreender que existem coisas e pessoas perigosas no mundo real, pode ter medo de ladrões entrarem em casa se as luzes estiverem apagadas, por exemplo.

Essas são explicações comuns das crianças que têm medo de ficar em um local escuro,
especialmente na hora de dormir. É por isso que os adultos têm que explicar a diferença entre o mundo real e a ficção, além de proporcionar conforto e segurança às crianças.

Conforme os pequenos crescem, eles passam a separar melhor a fantasia da realidade. Nessa fase, o papel dos pais é muito importante para explicar o que realmente representa um perigo, pois eles ainda são muito ingênuos para isso.

Perante os próprios medos, os pequenos podem se recusar a ir para a cama, ir dormir mais tarde do que o relógio biológico precisa, apresentar choros compulsivos, crises de ansiedade, tremores e suor frio. Fazer xixi na cama também pode ser um sinal de que o medo está fora de controle.

Se essa situação é comum no seu lar, algumas táticas baseadas em evidências, carinho e paciência podem funcionar. Veja algumas dicas que a Alô Bebê preparou para ajudar a acabar com os medos:

Entenda de onde vem o medo do seu filho

Pergunte aos pequenos quais são os perigos do escuro. Ele provavelmente vai apontar personagens de filmes, de desenhos ou de videogames, ou outros que alguém mencionou para tentar assustá-lo.

As crianças que recentemente passaram por algum tipo de trauma, como um roubo na residência, um sequestro relâmpago ou abuso sexual, podem demonstrar medos de pessoas reais, como “homem alto” ou “mulher má”.

Combata o estresse diário

As crianças que ficam ansiosas por causa da escola, da separação da mãe, da quebra da rotina ou outros pequenos eventos cotidianos têm mais chances de sofrer de medo do escuro e ter pesadelos durante o sono. Durante o dia a dia, procure amenizar essas situações na vida do pequeno.

Reveja os horários de sono

A maioria das crianças sente sono entre 20 e 21h30. Porém, o relógio biológico de algumas pode trabalhar de forma diferente, fazendo com que o sono venha um pouco mais tarde, sem prejuízos para seu desenvolvimento.

Se você colocar o seu filho na cama cedo demais, ele terá dificuldade para dormir, e passará mais tempo acordado no escuro, o que dará a ele mais tempo para imaginar perigos e sentir medo.

Evite imagens durante a noite

O excesso de estímulos já pode atrapalhar o sono infantil, e quando esses estímulos vêm em forma de filmes, desenhos ou livros com personagens maléficos, eles podem transmitir medo aos pequenos.

Pais que assistem ao telejornal no mesmo ambiente em que a criança está também podem contribuir para isso, pois as notícias geralmente não são nada agradáveis e podem sensibilizar as crianças, mesmo se parecer que elas não estão prestando atenção.

Ofereça uma forma lúdica de proteção

Ter um bichinho de pelúcia para dormir pode funcionar em alguns casos. O item deve ser visto pela criança como uma forma de proteção e pode ser usado todas as noites, inclusive em viagens ou em noites na casa dos amiguinhos.

Um ritual noturno para que o pequeno se sinta protegido também pode ser útil. Borrifar um spray “antimonstros” embaixo de berço do bebê, pedir para o pequeno fechar a janela e colocar um cobertor especial tendem a deixar a criança mais segura para dormir.

Aposte nas luzes

Se o pequeno não suporta ficar no escuro, invista em um abajur ou uma lâmpada de tomada para deixar sempre ligado. É essencial que a luz emitida seja fraca para não atrapalhar o sono. Um ruído branco, como o barulho de chuva, também pode ajudar.

Evite deixar o lustre do quarto aceso, pois o excesso de luz afeta a qualidade do sono. Acender as luzes do banheiro ou corredor também não é boa ideia, pois você pode acabar desligando acidentalmente, o que vai deixar a criança apavorada no meio da noite.

Leia livros sobre o assunto

A leitura traz benefícios também para a segurança e a autonomia das crianças, especialmente quando ocorre na hora de dormir. Por isso, aproveite esse momento para ler um livro que trate justamente sobre o medo do escuro e sua superação. O pequeno, com certeza, vai se identificar.

Como acabar e previnir as assaduras nesse verão

No verão, o bebê pode sofrer mais com as assaduras. A trocas de fralda mais frequente é apenas uma das formas de aliviar esse problema.

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Os sintomas você já conhece: vermelhidão, sensibilidade, descamação e, muitas vezes, coceira. Se é isso que você encontra todas as vezes que tira a fralda do seu bebê, é preciso redobrar os cuidados com o pequeno.
As assaduras ou dermatite de fraldas são causadas justamente por causa das… fraldas! Apesar de garantir a higiene, as fraldas também aumentam a temperatura e a umidade da região genital, além de deixar a pele em contato com os excrementos do pequeno.
Agora no verão, os termômetros vão subir e os bebês vão transpirar muito mais, resultando no aumento de temperatura e umidade na região genital. Por isso, os cuidados com a higiene do pequeno precisam ser ainda mais intensos.
Assaduras também podem ser causadas, em casos mais raros, por irritação ou alergia a algum componente da fralda ou de produtos como lenço umedecido. A presença de fungos também pode provocar irritações e inspirar cuidados médicos.
Felizmente, há formas de evitar que o seu filho sofra com o incômodo das assaduras. Se elas ainda não fazem parte da rotina de cuidados do bebê, chegou a hora de aderir:
Trocar as fraldas
A melhor forma de prevenir as assaduras é realizando a troca com frequência para que o xixi e o cocô do pequeno não fiquem em contato com a pele por muito tempo. Troque o bebê pelo menos a cada três horas ou assim que perceber que a fralda está suja.
Fazer a limpeza com água
O jeito certo de limpar o bumbum do seu bebê é com água morna embebida em um algodão.
Se a remoção estiver difícil, use um sabonete especial para bebês. O lenço umedecido deve ser de uso ocasional, como quando você está passeando com o seu filho e não tem acesso a outra opção.
Testar diferente marcas
Se a assadura do seu filho está sendo causada por alergia a determinada fralda, a dica é
escolher uma marca diferente, pois a composição do item varia de acordo com o fabricante. Se você não encontrar nenhuma opção adequada, considere a substituição pelas fraldas de pano, que são mais naturais.
Não usar fraldas apertadas
Conforme o bebê cresce, é essencial que você providencie fraldas do tamanho certo para ele.
Além disso, na hora de vestir o item, evite apertar demais. Fraldas apertadas causam ainda mais atrito com a pele sensível, aumentando as chances de uma assadura aparecer.
Deixar o bebê sem fraldas
Ao menos umas duas horas por dia, deixe o seu bebê ficar sem fralda pela casa para que a pele possa respirar e cicatrizar. Você provavelmente vai ter que encarar alguma bagunça, como xixi escorrendo pelas pernas e indo parar no chão do quarto, então, esteja preparada para fazer a limpeza.
Use fraldas noturnas
As fraldas noturnas são maiores e mais absorventes. Isso quer dizer que, se você não fizer a troca durante a noite por algum motivo, a pele do bebê ficará protegida por mais tempo. No entanto, se o seu filho já estiver apresentando sensibilidade na região, vale a pena trocar a fralda.
A pomada: uso obrigatório para prevenir e tratar
As pomadas para assadura são ideais para regenerar a pele e cicatrizar a região avermelhada.
Elas não podem faltar no trocador e nem na bolsa do bebê, pois precisam ser usadas em todas as trocas de fralda.
Esse tipo de pomada contém, óxido de zinco. Essa substância é multiuso, pois possui
propriedades adstringentes, antisséptica, secativa e anti-inflamatória, tudo o que a criança necessita para evitar e tratar as assaduras.
Além desse ingrediente, as pomadas podem ter vitaminas A e D, lanolina, calêndula e óleos naturais, que regeneram, hidratam e protegem a pele do pequeno.
Como a pomada é tão importante para o conforto do seu bebê, você precisa acertar na
escolha. Na Alô Bebê, há com certeza há a opção ideal que fará maravilhas para o bumbum do seu filho.
A eficiência da pomada é o fator mais importante para a compra. Cada pele reage diferente a determinado produto, então, é comum que você precise testar algumas marcas antes de acertar aquela que vai curar o incômodo do pequeno.
Para as mamães, textura e embalagem são duas características que precisam ser práticas para a troca ser feita rapidamente, pois os pequenos são impacientes. Pomadas mais consistentes e tampas de rosquear nem sempre agradam.
Além disso, a facilidade de encontrar o produto na loja, farmácia ou mercado que você
frequenta é fundamental, pois vai haver o dia em que a sua pomada vai acabar e você
precisará sair correndo para comprar outra!

Infecção urinária: como preveni-la em todas as idades, inclusive nas crianças

Com a chegada do calor, é normal que as pessoas passem mais tempo com a roupa de banho úmida ao corpo quando estão na praia ou piscina. Embora pareça inofensiva, essa prática pode ocasionar dermatites na região da genitália, sendo facilitadoras para o surgimento e proliferação de germes na via urinária, já que é um lugar úmido e propício para a instalação da bactéria.

A Infecção do Trato Urinário – ITU atinge homens e mulheres, em qualquer faixa etária. Pode acometer a bexiga (cistite), a ureta (uretrite) e rins (pielonefrite). Os sintomas são desconforto e dor para urinar, necessidade de ir mais vezes ao banheiro e sensação de esvaziamento incompleto da bexiga.

prof.-amaro_site“Nestes casos e, no homem, é preciso investigar para saber se existe o comprometimento da próstata. Se a infecção atingir os rins, os sintomas são os mesmos, porém, a pessoa terá também febre e comprometimento do estado em geral. ”, explica o Dr. João Amaro, presidente da SBUSP – Sociedade Brasileira de Urologia de São Paulo e professor titular de Medicina de Botucatu – UNESP.

Na menina
As vulvuvaginites podem ser uma das causas para o aparecimento da infecção urinária na criança. “É importante fazer um exame clínico e, como prevenção, avaliar a vagina da menina”, afirma Amaro. Ele explica que, antes de um ano de idade, pode ocorrer alteração no desenvolvimento da estatura, sintomas e sinais genéricos que podem chamar atenção para o problema.

“Os pais devem educar a filha, desde cedo, a ter hábitos de higiene diariamente. Um problema muito comum é a forma inadequada de se limpar após a defecação, permitindo que as fezes tenham contato direto com o períneo e a vagina, contaminando a área, e assim, facilitando a infecção urinária baixa, ou seja, a cistite”, diz o especialista.

Na mulher
As chances de contrair a bactéria são maiores, já que a uretra é curta, medindo em torno de 4 centímetros. Pelo menos 50% das mulheres serão acometidas pela doença ao menos uma vez na vida. Problemas como diabetes, alterações no PH vaginal por conta da gravidez e complicações ginecológicas, como corrimento e a vulvovaginite – inflamação da vulva e da vagina, contribuem para a colonização do germe na bexiga.

No menino
No nascimento, temos a fimose fisiológica, que até pode permanecer até os quatro anos. A patologia é caracterizada por dificuldade de expor a glande após a retração da pele que a recobre. Desta forma, pode acontecer uma balanopostite, ou seja, uma inflamação desta região do pênis da criança, facilitando o aparecimento da infecção urinária.

No homem
Os problemas da próstata, glândula localizada abaixo da bexiga e à frente do reto, podem surgir após os 50 anos. São caracterizados por dificuldade de esvaziamento da bexiga, jato urinário fino e fraco, bem como o aumento do número de micções. Decorrente disto, ocorre uma queda natural de defesa e função do órgão, que pode levar ao aparecimento da infecção urinária.

Em termos de prevenção, além dos cuidados com a higiene, é bom evitar permanecer muito tempo com as peças íntimas úmidas nos órgãos genitais e recomenda-se beber muita água. “Alguns estudiosos afirmam que a alimentação à base de macrobiótica e cranberry são fatores para inibir a infecção urinária de repetição, mas não temos nada comprovado. O que se sabe é que, algumas vacinas específicas para combater a bactéria escherichia coli são efetivas”.

Se não tratada, a infecção urinária baixa, a cistite, pode evoluir para a pielonefrite, que leva a complicações e cicatrizes do rim, podendo alterar a função renal. Procure um urologista para investigar a doença e realizar o melhor tratamento.

Agosto Dourado – 10 atitudes do pai que ajudam no sucesso da amamentação

No mês dos pais e do aleitamento materno, pediatra afirma: está na hora dos pais também assumirem a responsabilidade pela amamentação

Happy parents spending time with baby on the couch at home in the living room

Amamentar é o ato mais natural do mundo, mas, porém fácil. Converse com mães e você vai perceber que a maioria delas sentiu algum tipo de dificuldade ao começar o aleitamento e que alguns casos podem ser um pouco traumáticos. Um ponto em comum em muitas histórias bem sucedidas é quase sempre o mesmo: o apoio de familiares e, em especial, do pai.

Para a nutróloga pediátrica Aline Magnino, do Grupo Prontobaby, que há mais de 10 anos apoia famílias a vencer os desafios iniciais da amamentação, a coincidência de comemorarmos o Dia dos Pais durante o Agosto Dourado – período de conscientização proposto pela World Alliance for Breastfeeding Action em 120 países – é uma ótima oportunidade para incentivar os homens a estarem mais presentes nesse processo. Segundo ela, a parceria faz toda a diferença no sucesso da empreitada.

A amamentação pode ser um momento precioso na vida de um casal, que estreita laços não apenas entre mãe e filho, mas entre estes e o pai. Muitos homens, contudo, se sentem excluídos do processo de aleitamento. O que eles não sabem é que o seu apoio, frequentemente, faz muita diferença entre o sucesso ou o fracasso no início da amamentação, assim como seu abandono precoce. E esse suporte é ainda mais determinante quando se trata do primeiro filho.

Uma pesquisa publicada pela Associação Americana de Pediatria, reuniu 214 casais, prestes a ter seu primeiro bebê e os dividiram em dois grupos: no primeiro, os pais só receberam informações sobre amamentação quando estavam na maternidade e, no segundo, os homens puderam estudar a respeito de seis a doze semanas antes do parto. Após três meses, 95% das mães do primeiro grupo ainda davam de mamar, enquanto, no outro, a taxa era de 88%. No primeiro grupo, as mães relataram estar mais satisfeitas com o apoio do pai e os homens mostraram um maior nível de confiança. O estudo concluiu que, quando as mulheres se sentem amparadas pelos companheiros, têm mais chances de manter a amamentação, mesmo se sentindo exaustas ou inseguras.

À todos os papais a pediatra e nutróloga do Grupo Prontobaby recomenda os dez passos para a participação efetiva e afetiva do pai no apoio ao aleitamento materno, elaborados pelo Grupo Interinstitucional de Incentivo ao Aleitamento Materno:

  1. Encoraje e incentive sua mulher a amamentar

Por vezes ela pode estar insegura de sua capacidade para a amamentação. Seu apoio será fundamental nestas horas.

[Momento nostalgia] Eu lembro perfeitamente quando eu estava na maternidade (após o parto), tomando banho e chorando porque achava que meu leite não desceria. Meu marido me acalmou, disse que se eu ficasse nervosa, isso atrapalharia na produção de leite e me lembrou que a gente sabia que era por volta do terceiro dia que o leite descia. Exatamente no terceiro dia de vida do João, meu leite desceu. ❤

  1. Divida e compartilhe as mamas de sua mulher com o bebê:

Mesmo que seja difícil aceitar, lembre-se que a amamentação é um período passageiro. Dê prioridade a seu filho.

  1. Sempre que possível, participe do momento da amamentação:

Sua presença, carícias e toques durante o ato de amamentar são fatores importantes para a manutenção do vínculo afetivo do trinômio mãe-filho-pai.

  1. Seja paciente e compreensivo:

No período de amamentação, é pouco provável que sua mulher possa manter a casa, as refeições e, ainda, cuidar-se de formas impecáveis. As necessidades do recém-nascido são prioridades nesta fase.

  1. Sinta-se útil durante o período da amamentação:

Coopere nas tarefas do bebê: trocar fraldas, ajudar no banho, vestir, embalar, etc. Lembre-se que cuidar do bebê é tarefa da mamãe e do papai. Papai não é ajudante da mamãe. Pai é pai.

Quando ela estiver dando de mamar, ofereça-lhe um copo de suco ou água, ela vai adorar! Amamentar dá muita sede, sabia?

  1. Mantenha-se sereno

Embora a amamentação traga muitas alegrias, também pode trazer dificuldades e cansaço. Às vezes sua mulher pode ficar impaciente. Mostre carinho e compreensão nestes momentos. Evite brigas desnecessárias para não prejudicar psicologicamente a descida do leite.

  1. Procure ocupar-se mais dos outros filhos, se os tiver.

Para que não se sintam rejeitados com a chegada do novo irmão. Isto permitirá a sua mulher dedicar-se mais ao recém-nascido.

  1. Mantenha o hábito de acariciar os seios de sua mulher

Estudos demonstram que quanto mais uma mulher é sensível às carícias do companheiro, mais reagirá à estimulação rítmica de seu bebê.

  1. Fique atento às variações do apetite sexual de sua mulher

Algumas reagem para mais, outras para menos, são alterações normais. Esta é uma ocasião para o casal vivenciar novas experiências e hábitos sexuais, adaptando-se ao momento.

  1. Não leve para casa latas de leite, mamadeiras e chupetas

O sucesso deste período depende, em grande parte, de sua atitude. A amamentação exclusiva até os 6 meses e seu carinho e apoio é tudo que seu bebê necessita para crescer inteligente e saudável.

No mais, desejo muito sucesso nessa fase difícil, porém muito deliciosa. CURTA, CURTA, CURTA, porque o tempo VOA e isso vai deixar uma saudade absurda em seu coração.

Beijos,

Fê!

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Aproveitando as férias de Julho com segurança e tranquilidade

Vai viajar ou ficar em casa durante as férias escolares? Saiba que cuidados tomar para evitar acidentes na época em que eles mais acontecem

Especialista alerta: número de casos de acidentes domésticos e no trânsito aumenta significativamente no período de julho, mas pais podem proteger as crianças com dicas específicas para cada caso

ferias de julho

As férias de julho chegaram e se, por um lado, o período é de grande expectativa por parte das crianças, que ganham mais tempo para se divertir em casa, por outro, para os pais, é hora de se preocupar com detalhes que podem garantir o bem-estar e saúde dos pequenos. Segundo a pediatra e diretora médica do Hospital Prontobaby, Dra. Gina Sgorlon, esta é uma época em que é registrado um aumento significativo de internações de crianças por conta, principalmente, de acidentes no trânsito, afogamento, quedas, intoxicação e queimaduras.

Crianças pequenas costumam ser as mais atingidas durante as férias, pois passam a ficar mais tempo sem supervisão dentro de casa. A médica explica que, como os responsáveis acreditam que no ambiente doméstico elas estejam protegidas, acabam por não identificar riscos em potencial e tomando providencias para reduzi-los.

Outro equívoco muito comum em viagens para cidades menores é dispensar o uso do cinto de segurança, ou permitir que os filhos andem no banco da frente, pois os pais acreditam estarem em ambientes de menor risco. Acidentes de trânsito são as principais causas de morte de crianças e adolescentes com idades de um a 14 anos no Brasil.

Veja as dicas da diretora médica do Prontobaby – Hospital da Criança para adaptar melhor os espaços mais críticos da casa, aumentar a segurança das crianças em ambientes externos, além de como viajar de carro com mais segurança.

DENTRO DE CASA

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Salas e quartos

– Piso molhado, muito liso e tapetes soltos representam risco de quedas. Opte por pisos e tapetes antiderrapantes, ou retire itens escorregadios do ambiente.

– Faça uma vistoria detalhada no piso de toda a casa: pedaços de tacos soltos ou pisos rachados podem oferecer riscos.

– Instale portões de segurança, grades, travas e/ou redes de proteção em janelas, sacadas, mezaninos e no topo e na base de escadas. Toda área que apresente risco de queda, por menor que seja, deve ser isolada.

– Atenção a fios elétricos desencapados e tomadas elétricas. Para evitar choques, use tampas, fita isolante ou mesmo móveis como barreira, para não permitir o acesso.

– Objetos pequenos como brinquedos, botões e moedas podem causar sufocações. Todos os objetos que contém partes pequenas devem ser guardados em caixas ou locais fechados.

– Cortinas e persianas que possuam cordas oferecem risco real de estrangulamento. Mantenha os fios em uma altura que não seja acessível à criança fazendo um nó ou prendendo com um pregador.

– Cuidado com as quinas. Se possível, opte sempre por móveis com quinas arredondadas ou use um protetor específico, vendido em lojas de utilidades.

– Móveis (inclusive cama e sofá) devem ser sempre mantidos longe de janelas e cortinas, nunca embaixo. Eles podem ser usados para escalar.

– Verifique se existem plantas ao alcance da criança e se essas não são venenosas, ou apresentam perigo para os pequenos, como espinhos ou partes pontiagudas.

Cozinha e Área de Serviço

– O fogão é o maior causador de acidentes na cozinha. Por isso, opte apenas pelas bocas de trás e mantenha todos os cabos de panelas virados para dentro.

– Guarde fósforos, isqueiros, sacos plásticos, substâncias como álcool, materiais de limpeza, objetos que quebram, talheres e facas em locais altos, ou trancados, o mais distante do alcance das crianças.

– Nunca deixe pontas de facas ou de garfos expostas. Coloque os cabos dos talheres devem ficar para cima no escorredor de louça.

– Eletrodomésticos que não estão em uso devem permanecer fora da tomada, além de dificultar o acesso das crianças a fios, que devem ser o mais curto possível.

– Evite colocar toalhas compridas sobre qualquer superfície. As crianças podem puxá-las e, se houver algo em cima pode cair sobre os pequenos.

– O recipiente de lixo precisa ser fechado com tampa e, se possível, não ficar em altura que a criança alcance.

– Na lavanderia, baldes e bacias devem ser mantidos vazios e guardados virados para baixo.

– Produtos de limpeza devem ser mantidos em seus recipientes originais. As embalagens de refrigerantes ou similares nunca devem ser reutilizadas para guardar produtos de limpeza, para não confundir as crianças.

Banheiros

– Procure manter a tampa da privada lacrada com dispositivo de segurança específico. Se não for possível, tenha o hábito de deixar a porta trancada.

– Jamais deixe uma criança na banheira sem supervisão, nem por alguns segundos, ou mesmo com pouca quantidade de água. E sempre esvazie o recipiente depois de usá-lo.

– Guarde utensílios e aparelhos como tesouras, lâminas, pranchas e secadores de cabelo em espaços fora do alcance das crianças.

– Tranque o compartimento de remédios, produtos de higiene pessoal, antissépticos bucais e outros produtos que apresentem perigo de intoxicação.

– Evite deixar banquinhos ou plataformas dando acesso à pia.

– Use materiais antiderrapantes no piso para evitar quedas.

FORA DE CASA 

Áreas externas com ou sem piscina

ferias na piscina

– Ensine seu filho a nunca entrar na piscina sem ter um adulto tomando conta. Até mesmo nas piscinas de plástico para crianças menores, com poucos centímetros de água, o risco de afogamento é grande.

– Sempre que acabar o uso, esvazie a piscina ou cubra-a com tela protetora – no caso das maiores.

– Se estiver supervisionando crianças na piscina, não se afaste nem por poucos minutos.

– Jamais acenda a churrasqueira com crianças por perto. O fogo pode subir e acabar ferindo seu filho. Facas e espetos devem ser deixados fora do alcance da criança. Assim como o álcool.

– Ensine as crianças a jamais levarem à boca frutos e folhas de plantas. Muitos deles não são comestíveis e podem causar intoxicação e envenenamento.

– Ensine seu filho a sempre olhar para os dois lados quando for buscar uma bola ou outro brinquedo que tenha ido para o meio da rua. Eles devem esperar os carros passarem, mesmo que isso custe perder o brinquedo.

Em parquinhos e playgrounds

seguranca no parquinho

– Em locais não conhecidos pela família, é fundamental que as crianças brinquem sob supervisão.

– Tome cuidado especial com os brinquedos que oferecem riscos de quedas, como escorrega e trepa-trepa, ou enforcamento, como balanços.

– Tire capuz e cachecóis para evitar estrangulamento.

– Bicicletas, patins e skates devem ser usados juntamente com equipamentos de segurança: capacete, joelheiras e cotoveleiras.

No trânsito

 

– De acordo com a legislação brasileira, até os 10 anos as crianças devem ser transportadas no banco traseiro e usando cinto de segurança. Até os sete anos, elas deve usar cadeirinhas específicas para peso e idade.

– O airbag do passageiro pode ferir seriamente uma criança quando essa estiver sentada no banco da frente. Se for transportar uma criança em carro com esse dispositivo, lembre-se de desativá-lo.

– Em paradas para abastecer, comer, ou por outro motivo, jamais deixe a criança desacompanhada. Locais localizados à beira da estrada oferecem alto risco de atropelamento para crianças.

Agora é só curtir as férias com as crianças sem preocupação alguma. 🙂

Beijos,

Fê!

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Neuras de uma mãe de menino

Nasce uma mãe, nasce uma culpa. Mas precisamos entender que algumas coisas fogem do nosso controle.

Semana passada fomos parar na emergência do hospital.

HOSP

Isso porque o João na terça-feira amanheceu com o pintinho muito inchado. Resolvi aguardar porque ele podia ter dado alguma topada dormindo. À noite começou a sair pus do pintinho e ele não deixava nem encostar que logo chorava.

Quarta liguei para a médica dele e ela me orientou ir na emergência, porque lá eles iriam fazer exame de urina.

Enquanto isso os pitacos brotavam: isso é porque não lava direito; ahhh, não tá fazendo a massagem direito; a higiene tá precária.

Já cheguei no hospital me sentindo a pior mãe desse planeta que não sabe lavar um pinto, não sabe fazer a massagem e ainda é porca. Fiquei muito triste de causar qualquer tipo de doença no meu filho.

Chegando lá, a médica chamou uma especialista. Elas duas desconfiaram logo de Balanite, mas preferiram fazer um exame de urina para descartar qualquer outra possibilidade.

Achei que seria um completo transtorno que o João fizesse xixi no potinho. Achei que ficaríamos o dia inteiro no hospital até que conseguisse algo, quase pedi de cara para que colocassem o saquinho nele.

Mas para a minha surpresa, saímos do consultório, dei um copinho de água pra ele, papai levou no banheiro e voltou com o potinho cheio. Quase chorei de emoção em ver meu bebê tão crescido (ok, mãe é boba, me deixa).

Ok, um tempinho de espera. Exame pronto! Não é infecção urinária. É Balanite!

Mas o que é balanite?

Nada mais é do que uma inflamação no pintinho.

E o que causa?

Basicamente a má higiene.

Aaah, sabia! Sua porca!

Não, nada disso! Calma! É que como a fimose do João é bem fechadinha, isso dificulta muito a limpeza total.

É comum que crianças com fimose tenham Balanite por conta dessa dificuldade de limpeza. Mas se ficar recorrente, é necessário consultar um cirurgião para ver a possibilidade de operação da fimose.

Como é o tratamento? Antibiótico?

Não! O tratamento é muito tranquilo, só uma pomadinha no pintinho.

Vou passar essa pomada por 7 dias, conforme indicação da médica, mas no dia seguinte já observamos uma melhora enorme.

Escrevo esse post com menos 10 quilos nas costas. Nem tudo é culpa minha. Se culpar é inevitável, mas se livrar da culpa é maravilhoso.

Então já sabe, acontecendo algo parecido com você, não se desespere, não se culpe (na maioria das vezes você nem tem culpa de nada).

Beijos,

Fê!

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