Check list do enxoval do bebê

Faço um check list do enxoval do bebê comentando o que deu e o que não deu certo para mim

Há muito tempo e estava querendo e finalmente consegui. Gravei um vídeo comentando todos os ítens de um enxoval de bebê. O que deu certo e o que não deu certo comigo.

Contém sincerite aguda!

Espero que gostem. E peço, por favor, que se inscrevam no canal, pois tenho uma meta de 200 inscritos até o final do mês de agosto. Conto com a ajuda de vocês. ❤

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Agosto Dourado – 6 benefícios e dificuldades da amamentação

Agosto é o mês do aleitamento materno

agosto dourado 2018

Ontem se deu início ao Agosto Dourado, que busca mobilizar e conscientizar a população sobre a importância da amamentação, tanto para os bebês, como para as mães.

A cor dourada está relacionada ao alimento ouro para a saúde dos bebês, o leite materno. E o mês de Agosto é todinho dedicado a informar e debater sobre a importância de amamentar. Durante o mês terão palestras e eventos, divulgação de informações no rádio, na TV e na internet sobre os benefícios do aleitamento materno. A lei brasileira também sugere que prédios públicos sejam iluminados com a cor dourada em homenagem à amamentação.

mitos e verdades amamentacao

A amamentação é uma pratica natural, capaz de trazer inúmeros benefícios para o bebê e para a mãe.

O aleitamento materno deve ser exclusivo até os seis meses de vida, sem a oferta de água, por exemplo. O leite materno é um alimento completo e ideal para o bebê, pois ele contém todos os nutrientes em quantidades adequadas e fornece água para hidratação.

O benefícios da amamentação são inúmeros, mas destaquei os seis mais importantes:

1 – Aumenta o vínculo entre mãe e filho;

2 – Ajuda no desenvolvimento motor e emocional da criança;

3 – Faz o útero da mãe voltar mais rápido ao tamanho natural. Com isso, também evita o sangramento excessivo e, consequentemente, que a mãe sofra de anemia;

4 – Ajuda a mulher a voltar mais rapidamente ao peso que tinha antes da gestação, pois consome até 800 calorias por dia (mesmo dando muita fome), e diminui o risco de câncer de mama e de ovário;

5 – Por ser de fácil digestão, provoca menos cólicas nos bebês;

6 – Colabora para a formação do sistema imunológico da criança, previne alergias, obesidade e intolerância ao glúten;

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Quem dera se a amamentação fosse algo automático, mas não basta instinto materno. Muitas mulheres passam por dificuldades.  É preciso orientação, apoio e muita informação para oferecer ao bebê o alimento mais completo que existe.

Separei também as seis maiores dificuldades enfrentadas na amamentação:

1 – Dor – Pode ser o bico rachado, os seios cheios, ingurgitados, o que pode até evoluir para uma mastite e causar febre alta na mãe. A pega errada é outra causa de sofrimento. – A utilização do próprio leite materno nas regiões afetadas, várias vezes ao dia, auxilia bastante no processo de cicatrização, pomada lanolina, pega correta e, se puder, contar com a ajuda de um profissional

2- Pouco leite – Isso pode acontecer no caso de mulheres que tenham passado por cirurgias mamárias, como as redutoras ou mastopexias. Ou por provável “má pega”, que ocorre quando o bebê coloca somente o mamilo na boca, ele deve colocar toda a aréola na boca do bebê para que possa sugar direitinho. Mas é importante que saiba que não existe leite fraco ou pouca produção. O que pode acontecer é um desequilíbrio causado quando o bebê não suga direito. Pois isso que é preciso ensinar o bebê a mamar do jeito certo.  A mãe deve se alimentar bem e tomar muita água ao longo do dia. Até o bebê nascer, a mãe necessita de líquidos apenas para si. A partir do nascimento, há necessidade de líquidos para ela e para o bebê. E a principal regra da amamentação: quanto mais o bebê mamar, mais leite será produzido.

3 – Bico invertido – Ter o bico do seio voltado para dentro e não para fora pode dificultar a pega do bebê. Nos primeiros dias, poderá ser mais difícil para o bebê manter a pega, mas é possível ajustar a postura, colocar o bebê bem próximo ao corpo da mãe e usar recursos e massagens para tentar protruir os mamilos.

4 – Falta de apoio e críticas –  Contar com a ajuda de familiares e do marido é essencial para uma amamentação tranquila e eficiente. Ler livros específicos e buscar fazer cursos são boas alternativas. Também é possível pedir ajuda nos postos de saúde ou em bancos de leite. A maternidade precisa de menos julgamentos e mais apoio.

5 – Falta de informação e preparo – Ao longo dos nove meses da gestação, alguns pais e mães até se matriculam em cursos sobre o tema. No entanto, nem sempre o conteúdo sobre amamentação é suficiente. Ler e ver vídeos sobre o assunto, vão te ajudar nessa jornada.

6 – Leite empedra – No início, se produz mais leite do que o bebê consome. Nesse caso, pode-se esvaziar as mamas com uma bomba, usar concha de amamentação (ela acondiciona o leite que vaza). É indicado também massagear as mamas antes de amamentar ou até sair parte do leite. Com isso, o leite amolece e o bebê consegue mamar.

Os desafios são muitos, mas, se a sua escolha for amamentar, não dê ouvidos ao que as pessoas falam, palpites que não ajudam em nada, só atrapalham. Encare o desafio. Com informação, orientação e apoio, amamentar é possível. E vai ser a experiência mais incrível da sua vida.

 

Mas é importante lembrar que, apesar dos esforços, muitas mães não conseguem amamentar, por inúmeros motivos. Essa mãe não deve se culpar e muito menos ser julgada. Ninguém sabe as batalhas que cada um enfrenta. Então se você não conseguiu amamentar, ‘TÁ TUDO BEM!”.

5 Experiências surpreendentes que vão transformar sua gestação

A gestação já é especial mas com algumas experiências pode se tornar fantástica

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Nós já falamos aqui que uma gestação dura, em média, 9 meses. Porém, para a gente, parece que é muito mais tempo, já que elas criam tanta expectativa que os dias demoram ainda mais para passar.

Além de toda a magia que naturalmente acompanha esse momento, dá para fazer com que ele se torne ainda mais especial através de alguns procedimentos diferentes, realizados durante a gestação e também no parto.

A tecnologia se desenvolve tanto que traz para a realidade procedimentos e técnicas que parecem vir de filmes futuristas, mas acredite, tudo isso é real.

1 – Ver o rosto do bebê ainda na barriga (Ultrassom 3D)

ultrassom 3d

O pré-natal é composto por vários exames obrigatórios, entre eles, o ultrassom, que é utilizado para verificar se está tudo certo com o corpo do bebê.

Até algum tempo atrás, o ultrassom 2D era o mais comum, com imagens tradicionais, parecidas com as que são obtidas ao fazer uma ultrassonografia de qualquer outra parte do corpo.

Só que justamente devido aos avanços da tecnologia, agora é possível optar pelo ultrassom 3D. Ele transforma as imagens planas em tridimensionais, com altura, largura e profundidade, ou seja, imagens muito melhores e mais precisas!

Através desse exame, é possível ver como está o desenvolvimento do bebê e até mesmo
suas feições, de acordo com sua posição no ventre, o que trará lágrimas imediatamente ao rosto dos papais.

2 – Descobrir o sexo do bebê ainda na 8ª semana (Sexagem fetal)

Sempre existem aqueles que são mais apressados (tipo eu) e querem saber logo o sexo do bebê, seja para tirar essa ansiedade da mente ou para comprar o enxoval e decorar o seu quartinho. É possível descobrir isso com menos de 2 meses de gravidez.

A solução é o exame de sexagem fetal, que é um exame de sangue que identifica a presença ou não de cromossomos Y no DNA do bebê, já que apenas os meninos apresentam esse cromossomo.

Também é super bacana poder montar um chá revelação, que é quando os pais descobrem, junto com seus familiares e amigos, se será um menino ou menina.

Outra boa notícia é que o exame vem se tornando cada vez mais comum e, por consequência, mais acessível aos papais. Certos convênios até cobrem esse exame, o que é excelente para poder montar o enxoval com ainda mais antecedência

3 – Parto mais natural (Parto humanizado)

Essa ideia traz consigo “desautomatizar” os partos e fazer com que cada um deles seja único. Afinal de contas, ninguém é igual a ninguém e, por isso, as gestantes não devem ser tratadas exatamente iguais.

O parto humanizado é feito no tempo da mulher. Caso ela tenha contrações por um longo tempo e, ainda assim, não queira ser submetida a uma cesariana, então isso será respeitado pela equipe médica, por exemplo.

Mas aí, você se pergunta: e se a mamãe e o bebê estiverem em risco? Calma, pois ele é feito com total acompanhamento da saúde do bebê e da mamãe, quando é necessário, os médicos ajudam com o que é preciso.

4 – Auxílio psicológico para encarar a gravidez

Não é apenas o corpo que merece atenção. O aspecto psicológico da mulher também deve ser cuidado, já que toda a sua rotina mudará com a chegada de um novo integrante para a família. E durante a gravidez muitas dúvidas e questionamentos surgem na sua cabeça.

Da mesma forma que a gestação traz momentos maravilhosos e muito felizes, também é comum que a mulher sinta um pouco de desespero, desconfiança e medo. Tudo isso é natural, já que a situação ainda é desconhecida para ela.

Por isso, para poder equilibrar os sentimentos e levar tudo da forma mais saudável possível, o acompanhamento de uma psicóloga pode ajudar muito com esses desafios emocionais que aparecerão cedo ou tarde.

5 – Parto na água

parto na água

Quando o bebê sai do ventre de sua mãe, ele se assusta e começa a chorar.

Esse é um dos momentos mais esperados por muitas mamães, mas outras preferem encarar a situação de outra forma. Para elas, recomenda-se o parto na água, que ajuda a mãe a não sentir dores muito intensas durante as contrações e também é ótimo para o bebê.

Esse parto é realizado em uma piscina ou banheira e traz mais conforto para a mulher, que pode escolher a posição em que se sente mais confortável. Ela se sente mais segura e concentrada e menos cansada.

Uma das coisas mais interessantes de um parto na água é que o bebê não sai chorando da barriga da sua mãe, já que ele não sente o impacto causado pela transição da bolsa amniótica e do mundo externo

 

É certo que todas as gestações são surpreendente e todas a serão lembradas para sempre.

Ainda assim, a mulher pode recorrer a alternativas que a deixem ainda mais feliz, segura e confortável para esse momento em que elas e os bebês são os protagonistas.

Portanto, seja através do pré-natal psicológico, do ultrassom 3D, da tecnologia da telemedicina ou da tranquilidade do parto humanizado, escolha o que for melhor para você e aproveite ainda mais desse momento tão maravilhoso e encantador!

Por que a gravidez é contada através de semanas?

Em algum momento você também já se perguntou porque a gravidez é contada através de semanas?

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A verdade é que enquanto você não engravida, você não entende nada quando pergunta para uma grávida com quantos meses ela está e ela responde: “22 semanas”. WHAT?

Aí você coloca todo seu kumon pra jogo, abre a calculadora do seu celular e chega a conclusão que ela está com 4 meses e meio. Será?

E por que diabos a gravidez é contada através de semanas?

Quando a gente engravida pela primeira vez, se sente totalmente perdida. É um mundo completamente novo. E a primeira coisa que você precisa aprender é que, sim, a gravidez é contada por semanas e que nem sempre o número de semanas indica o mês de gestação.

E ahhh! Você não conta a gestação partir da data em que o bebê foi concebido, sabia?

O Obstetra Dr. Jorge Cholak Filho explica que a gravidez dura, em média, 280 dias. Mas se dividirmos 280 dias em semanas (por 7), teremos o resultado de 40 semanas, que equivale a 10 meses. E é por isso que nunca devemos contar dessa maneira, porque “não vai bater” com o período de gestação que conhecemos que é de 9 meses.

Segundo o especialista, na medicina não começamos a contar a gravidez a partir do dia que a mulher
engravidou, porque ela não sabe a data exata da relação sexual. Lembra somente da data da última menstruação e é esse o dia considerado pelos médicos para o início do processo de gestação. Essa é a contagem correta, mesmo sabendo que a mulher não ficou grávida enquanto estava menstruada, e sim, provavelmente, 2 semanas depois. Diante disso, entendemos que além das 36 semanas, temos mais essas 2 contabilizadas entre o 1° dia da última menstruação e a data da ovulação.

Além disso, os meses não tem exatamente 4 semanas, ou seja, 28 dias. Apenas fevereiro tem 28 dias, sendo que os demais tem 30 ou 31. Portanto, se somarmos esses ‘restinhos’ de dias, teremos mais 2 semanas de gestação. Chegando assim as 40 semanas.

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O principal motivo do controle semanal é que facilita a precisão de cada período e, com isso, cuidado. Isso também se aplica em entender melhor o desenvolvimento do bebê, que feito semanalmente ajuda bastante. Quando pensamos em 1 mês, isso torna o espaço de tempo muito mais amplo, dificultando um bom controle, acredita o Dr. Renato Gil Nisenbaum – Ginecologista e Obstetra na Clínica Dr Renato Nisenbaum, que atua há 15 anos de forma humanizada em São Paulo.

Dr. Cholak complementa que a gravidez é contada em semanas porque são muitas as mudanças que acontecem na gestação de uma semana para outra. Então é importante que a gestação seja mais “dividida”, já que toda semana há uma novidade quanto à evolução do bebê e do corpo da gestante. Na 5ª quinta semana, por exemplo, que o médico tem a visão do saco gestacional, o embrião aparece no ultrassom na 6ª semana e por aí vai.

Espero poder ter ajudado você. Caso tenha alguma dúvida, pode enviar nos comentários ou no e-mail maenaodorme@gmail.com 😉

Beijos,

Fernanda Pereira

 

Especialistas da NotreDame Intermédica alertam sobre distúrbios emocionais gerados durante e após a gravidez

Alterações emocionais na gravidez são normais, mas podem e devem ser controladas.Falar sobre os sentimentos e jamais usar ou suspender medicações sem orientação médica são algumas das dicas.

De cada 100 mulheres grávidas, 10 a 20 são acometidas pela depressão. Mas, afinal, como evitar ou amenizar os distúrbios emocionais, entre outras alterações geradas pela mudança de vida com a chegada do bebê? A psicóloga Karen Valeria da Silva e a obstetra Dra. Daniela Leanza, que integram o corpo clínico da NotreDame Intermédica esclarecem estas dúvidas.

De acordo com as especialistas,  a gestação é um momento de importantes reestruturações na vida da mulher e nos papéis que exerce. Mais do que isso, é um momento de preparação psicológica para a maternidade. “Trata-se de uma fase onde é preciso reajustar seu relacionamento conjugal, sua situação socioeconômica e suas atividades profissionais. E isso não é nada fácil. Muitas vezes, a gestante ‘se vê’ sozinha em diversas situações e acaba por entrar num processo gradual de depressão que tende a piorar no pós-parto”, analisa a psicóloga Karen Valeria da Silva.

Além das mudanças psicológicas, ocorrem as transformações hormonais e metabólicas que, muitas vezes, culminam em sensação de fragilidade, preocupações excessivas com a gravidez e saúde do bebê, responsabilidade, insegurança, medo, e alterações de humor que variam entre momentos de felicidade, tristeza e angústia.

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Depressão

Apesar de atingir de 10% a 20% das mulheres grávidas, ainda não se sabe exatamente o que causa a depressão na gestação. Contudo, deve-se atentar para alguns fatores de risco que indicam mais chances para o distúrbio. Os mais comuns são histórico de depressão, problemas conjugais, condições socioeconômicas baixas, experiências traumáticas no período gestacional, gravidez indesejada e até mesmo predisposição genética.

Entre os sinais e sintomas, são comuns alterações no hábito alimentar – redução ou aumento do apetite – e alterações no sono – ou sonolência excessiva ou insônia -, diminuição da libido, falta de energia e fadiga, perda do prazer pelas atividades que gosta, sentimentos de culpa, inutilidade ou pânico, pensamentos suicidas, tristeza, infelicidade e choro fácil.

Os sintomas da depressão podem afetar o comportamento da gestante trazendo consequências futuras ao feto.

Algumas pacientes acabam se isolando socialmente, faltam nas consultas de pré-natal e não seguem as orientações médicas, podendo iniciar ou aumentar o consumo de  álcool, tabaco e drogas que podem  trazer consequências como alteração no desenvolvimento do feto, aborto espontâneo, parto prematuro, baixo peso ao nascer, bebês com problemas de sono e também o maior uso de UTI neonatal.

A depressão pode ser tratada com o uso de medicação, porém é preciso avaliar o risco-benefício do uso de psicoterapêuticos. “Se a mulher já usava um antidepressivo antes da gravidez, o médico deverá avaliar a continuidade do tratamento ou a troca da medicação. Podem ser considerados também os tratamentos alternativos, como sessões de relaxamento e o uso de fitoterápicos”, explica a Karen Valeria da Silva. Também é imprescindível o acompanhamento psicoterapêutico que poderá auxiliar na identificação dos gatilhos e fornecer ferramentas de enfrentamento.

Depressão pós-parto

A depressão pós-parto pode ocorrer logo após ou em até um ano após o parto. Seus sinais e sintomas ocorrem quase todos os dias e vão do sentimento de tristeza ou desespero constante, perder o interesse ou não sentir prazer na maioria das atividades diárias, alterações de humor, ansiedade e excesso de preocupação, e até pensamento de morte nos casos mais graves.

Oficinas de Saúde

Estes cuidados foram apresentados durante o dia 4/5 como parte do projeto “Oficinas de Saúde”,promovido mensalmente pelo Grupo NotreDame Intermédica. Nestas oportunidades, beneficiários e convidados participam de palestras com especialistas em diferentes áreas. A próxima Oficina de Saúde está programada para dia 6/6 e será sobre obesidade x qualidade de vida, com o tema “Não deixa a obesidade virar um peso na sua vida”.

Compartilhando e incentivando hábitos saudáveis

O Grupo NotreDame Intermédica mantem em seu canal no Youtube diversos vídeos com dicas e orientações valiosas que visam melhorar a qualidade de vida e auxiliar na prevenção de riscos e doenças da população em geral, além de campanhas e vídeos institucionais.

Site: www.gndi.com.br

E vocês, o que acharam?

Beijos,

Fê!

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Sobre o amor de mãe

Quando você não é mãe não entende muito o que quer dizer ‘que filhos trazem sentido a vida’.

Eu pensava: Eu amo a minha vida. Não preciso de uma criança para me trazer sentido.

Veio a gravidez, fiquei extremamente feliz durante a gravidez inteira. Amava minha barriga, achava que já amava meu filho.

A verdade é que eu não sabia nada sobre a vida e absolutamente nada sobre o amor.

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Eu não tive aquele insight que todo mundo tem quando o filho nasce. Não tive aquele amor, não chorei, não me emocionei. Quando a médica me mostrou o João, parecia que eu estava conhecendo um bebê de outra pessoa. Eu pensei: “ah, tá. Esse é o João”. Não tive aquele instinto de querer pegar no colo. Só beijei porque a enfermeira falou para eu dar um beijo.

Me senti muito culpada por isso.

Admiro muito as mães que se emocionam na hora do parto, admiro de verdade, acho lindíssimo. Mas se após ler isso aqui, você vier para mim e falar: “Nossa, me apaixonei assim que vi meu filho pela primeira vez, me emocionei deee-mais”, saiba que eu vou te ‘odiar’ muito. Porque minha culpa já me basta e não preciso de ninguém jogando isso na minha cara. Além do queeeeee….você não ganha nada se gabando com isso.

Quando o João foi para o quarto, eu fui amamentar pela primeira vez na minha vida. Era meu sonho amamentar. Aí minha primeira impressão foi: “ah, então é isso que é amamentar?”

E aí veio a noite. E me peguei vendo se ele estava respirando ainda. Me peguei acordando meu marido (eu não conseguia levantar sozinha) para ele ir ver se o João estava respirando.

No dia seguinte, quase de tarde, fui amamentar ainda na maternidade e ao colocar ele para arrotar, tirei uma selfie nossa. Ele parecia ser do tamanho do meu ombro, era a coisa mais linda. É a minha foto preferida de nós dois. Ele era meu. Saiu de mim. Era tudo que eu tinha ali. E eu era tudo que ele tinha ali.  (Essa ainda é a minha posição favorita com o João, tinha muito medo que ele crescesse e não ficássemos mais assim, mas a expressão ‘o filho nunca é grande o suficiente para o colo de uma mãe’ é tão verdade, que nós ficamos assim o tempo todo).

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Fomos para a casa e aí eu amamentava segurando a mãozinha dele. Às vezes ele me olhava enquanto mamava e era a coisa mais linda da vida. A gente ficava assim se olhando. Depois ele aprendeu a colocar a mão no meu peito enquanto mamava e essa é a minha melhor lembrança da amamentação.

Vieram as doenças (todo bebê fica doente, mais do que normal) e eu me peguei querendo trocar de lugar com ele, só para não o ver abatido. É engraçado dizer, mas eu me sentiria melhor se fosse eu a doente.

Comemorei quando ele descobriu a mão, quando ele deu a primeira gargalhada dele, comemorei quando ele virou sozinho, quando ficou de bruços sustentando a cabeça, quando sentou sozinho, chorei copiosamente no consultório da pediatra quando parei de amamentar, mas aí logo depois comemorei que ele engatinhou, o primeiro dentinho, a primeira vez que ele andou. E são mais de 2 anos comemorando cada conquista dele, cada conquista nossa.

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Hoje o João me faz sentir a mulher mais linda e importante desse planeta. Porque, para ele, eu sou a mulher mais bonita e importante desse planeta. E não importa que eu esteja acima do peso, não importa que eu tenha mil defeitos. Para ele, realmente isso não importa, ele não tá nem aí para isso.

E como ele me faz sentir linda? Quando eu estou me vestindo para sair, colocando um vestido qualquer, e ele me olha e grita com surpresa: “MAMÃE, QUE LIIIIIINDA”.

E como ele me faz sentir importante? Quando ele acorda e a primeira pessoa que procura sou eu. Quando ele está dormindo, escuta minha voz (dormimos os três juntos na cama) e fica me procurando com os pés enquanto os olhos ainda estão fechados. Quando ele dorme no meu colo, me envolvendo toda.

E, principalmente, quando ele diz “Te amo, mamãe”. Como eu disse lá em cima, eu nunca soube nada do que é a vida, nunca soube nada do que é amor. Eu sempre achei que soubesse, mas eu estava completamente enganada.

Eu nasci junto com o João. Nós fomos construindo aos poucos esse amor, esse amor louco, estarrecedor.

Você pode ter se apaixonado pelo seu filho no primeiro segundo e se isso aconteceu, acredito ter sido a melhor sensação do mundo.

Mas se essa paixão não veio no primeiro momento, não se culpe, não se preocupe. Ela virá e será tão maravilhoso quanto. O momento do parto envolve muitas coisas, são muitos sentimentos envolvidos e não conseguir entender o que realmente está sentindo não é nenhum pecado e nenhum erro grave.

Beijos,

Fê!

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Como o bebê desenvolve os cinco sentidos?

Você sabia que os cinco sentidos do bebê são desenvolvidos em sua maioria ainda durante a gravidez? O bebê aprende, reage e amadurece os sentidos para sentir o mundo exterior.

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E quando se desenvolvem os sentidos?
Paladar – O paladar começa a ser desenvolvido na oitava semana de gravidez, quando o feto já consegue “sentir” os sabores do líquido amniótico. Ao nascer, já pode distinguir o que é doce, acreditam?
Mas somente aos seis meses de vida é que o paladar começa a ficar refinado e eles passam a diferenciar doce, salgado, amargo e azedo, por conta da introdução alimentar.
Olfato – O olfato se desenvolve a partir da vigésima oitava semana de gestação e o primeiro cheirinho a ser reconhecido pelo bebê é o do útero. Depois, ao nascer começa a reconhecer novos cheiros e como seu sistema respiratório ainda está em desenvolvimento, pode ocasionar uma alergia ou outra.
Visão – A visão é o último sentido a se desenvolver e assim que o bebê nasce ele ainda não enxerga bem. Recém nascidos enxergam a vida toda embaçada, mas isso não impede que eles aprendam características essências para a sobrevivência como rosto da mãe e o “mamá”. Já com um mês começam a enxergar com 30 cm de distância, aos seis meses já olham para os lados. Já com 12 meses começam a distinguir as cores e finalmente aos 18 meses começam a se aproximar do que seria uma visão adulta.
Tato – O tato é o primeiro sentido a ser desenvolvido, aparecendo entre a quinta e sexta semana de gestação. As primeiras áreas a terem sensibilidade são lábio e nariz e após a décima segunda semana, o feto já pode “sentir” o corpo todo. Por isso é tão importante toques na barriga, carinho e muito amor enquanto se espera o bebê!

E é uma delícia poder acompanhar esse desenvolvimento, essas descobertas. A gente morre de amor, morre de orgulho, morre de felicidade e continua vivendo.

E o que acharam do post? Deixem seus comentários 😉

Beijos,

Fê!

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