Parem com o sexismo na infância

Essa semana um vídeo viralizou nas redes sociais. Nele um pai, Mikki Willis, contava que o filho de 4 anos pediu uma boneca Barbie Ariel de presente e……..ELE DEU! ❤

O pai explica que ele e a mãe querem que os filhos façam suas próprias escolhas e que ele está ali para amá-los independente de quais sejam essas escolhas.

Eu sou totalmente contra esse sexismo em crianças. Para quem não sabe, sexismo é uma forma de descriminação. São coisas que são atribuidas às pessoas por elas serem de determinado sexo.

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Na infância é  menina brinca de boneca e menino de carrinho.

Eu nunca gostei disso e vou repetir que sou totalmente contra.

Por ser contra, coloquei na minha cabeça que não daria carrinhos para o João. – ah, eu adorava carrinhos, brincava com os do meu primo, fazia fila de carrinhos e os estacionava no tapete que ele tinha com pistas de carro – Não sou radical com nada, mas não queria impor isso à ele. Acabou que ele brincou com carrinhos de outras crianças e descobri que ele adora carrinhos, ele saiu brincando como se já soubesse o que fazer.  E agora que sei que ele gosta de carrinhos, não vejo problemas em dar carrinhos a ele.

Como também se eu soubesse que ele gosta de panelinhas, não veria problemas em dar panelinhas a ele.

‘Ah, mas você vai dar panelinhas ao seu filho homem?’

Por que? O que pode acontecer com ele no futuro? Ele gostar de cozinhar? Pois bem. Aqui em casa, quem cozinha é meu marido.

E se eu der bonecas à ele? O que pode acontecer? Ele se tornar um bom pai no futuro?

O João tinha uma mamadeira rosa. Muita gente falava coisas como “mas rosa?!”. Por que? O que pode acontecer se meu filho crescer gostando da cor rosa?

Uma amiga querida que estava montando o enxoval do seu filho estava procurando chupeta, mas não podia ser amarelo porque o marido disse que era de menina. Olha, você vai me desculpar, mas se tem uma coisa em um bebê menino que deve ser diferente de uma bebê menina, não é a chupeta e sim a fralda. Porque, na minha concepção, é a única coisa que tem de diferente em bebês de sexos diferentes. SÃO APENAS BEBÊS!

E quando ele crescer? Ele não vai usar camisa amarela? Ué, mas roupa amarela deveria ser só de mulher, então.

É como o psicólogo Steve Biddulph diz, o sexismo limita as crianças e temos que libertá-las desses limites. Um menino que gosta de brincar de vassourinha, ajudará nas tarefas de casa. Uma menina que gosta de carros, de subir em árvores, se tornará uma mulher menos medrosa.

Primeiro de tudo, as crianças não entendem essas limitações. Uma cor rosa para elas é apenas mais uma cor. Uma boneca é apenas mais um brinquedo. Então, não. Não, seu filho não se tornará gay porque gosta da cor rosa.

Deixa eu te explicar uma coisa. A única coisa na face da Terra que diferencia um gay de um hetero é apenas por ele gostar de se relacionar por pessoas do mesmo sexo. E isso não é influenciado por cores, brinquedos e outras coisas da infância.

E nós, como pais, temos o dever de criar pessoas educadas, de caráter, íntegras, que não sejam violentas, de bom coração. O mundo já está cheio de maldade, é nosso dever transmitir o máximo de amor que pudermos.

Nelson Mandela disse uma coisa que eu amo e levo para a vida: “Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, ou por sua origem, ou sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se elas aprendem a odiar, podem ser ensinadas a amar, pois o amor chega mais naturalmente ao coração humano do que o seu oposto. A bondade humana é uma chama que pode ser oculta, jamais extinta.”

Nossa missão nessa vida é a de ensinar nossos filhos a amarem.

E se seu filho for gay? E daí?! É seu filho, saiu de você, faz parte de você. Saber amar é saber respeitar as escolhas das pessoas. Não há mal nenhum ser gay, não é um defeito, é só mais uma forma de amar.

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Para falar comigo, meu e-mail é fernanda_carvalho@globo.com

Beijos,

Nanda

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3 comentários sobre “Parem com o sexismo na infância

  1. Roberta Ferreira Ribeiro Dias disse:

    E o sexismo está em tudo, Nanda! Estou organizando meu chá de fraldas e resolvi eu mesma fazer os doces e mimos. Fui no centro da minha cidade comprar os itens para os mimos e os mimos mais bonitos só existem nas cores azul e rosa. A primeira coisa que a vendedora me perguntou foi o sexo da criança e quando eu disse que era uma menina, ela me trouxe um mundarel de coisas cor de rosa. Mas eu queria algo diferente, sabe… Queria uma festa bem colorida… Tudo de uma cor só é tão sem sentido pra mim. Perguntei se não havia nada de outra cor e ela disse que de uns outros mimos mais simples tinha na cor branca e já disse logo “mas branco é muito sem graça”.Enfim, comprei tudo branco, comprei fitas furta-cor e estou desde então fazendo laços. Essa imposição de “tem que ser rosa” me aborrece. Não tem que ser rosa! Se, lá na frente, minha filha disser “eu amo rosa!” eu faço uma festa rosa pra cegar as pessoas… uhauhauuahuhauha.. Mas até lá, vai ter muita cor sim e vai ser bem gay sim (foi isso que eu ouvi da vendedora quando falei que o chá ia ser colorido).
    Beijos!

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