Pais não devem ajudar a mãe, pais devem ser pais

Eu nunca entendi quando alguma mãe falava com orgulho: “Ah, o pai me ajuda muito”.

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Mas como assim ajuda? A criança é tão filha do pai quanto é da mãe. O pai não deveria ajudar, deveria ter as mesmas responsabilidades da mãe.

Eu passei quase 6 meses amamentando de madrugada. Acordava, ficava lá até o João estar totalmente saciado. Mas, na madrugada, quase sempre quem colocava pra arrotar era meu marido, pra eu poder dormir um pouquinho até o João acordar de novo.

Mesmo depois de parar de amamentar, eventualmente, o João acorda de madrugada. E quem levanta é o meu marido, dá a mamadeira na mão do João e volta pra dormir.

Quando conto isso para as pessoas, elas ficam chocadas. Algumas até me perguntam se eu não tenho vergonha. Por muitas vezes senti vergonha, sim. Me senti culpada até. Mas já me absolvi dessa culpa. E não tenho vergonha. Está escrito em algum lugar que levantar de madrugada é responsabilidade da mãe?

Por aqui não dividimos tarefas. Tudo que eu faço, meu marido também faz. Cada um faz quando pode, dependendo do dia. Nunca tivemos problema com isso. E acho um absurdo quando me impõem certas responsabilidades.

E tenho certeza que as mulheres querem que isso mude, elas não querem que o pai ajude, elas querem que o pai seja tão presente nas tarefas diárias quanto elas. Mas isso é difícil porque a sociedade te impõem todas essas responsabilidades como sendo somente suas.

No início do ano o João passou por uma fase SINISTRA pra comer. Ele gritava, cuspia a papinha, abanava as mãos e derrubava a papinha no chão. Era o verdadeiro inferno dar comida pra ele.

Um belo dia estávamos nós três no shopping e procuramos o espaço família (o nome já diz tudo, espaço para toda a família, o que acredito eu, inclui o pai, não?) para dar comida para o João. Eis que me deparo com a seguinte surpresa. O local que ficava a cadeira de alimentação, microondas, filtro, pia e cadeira amamentação era de entrada proibida de homens. Isso mesmo! Só eu achei isso um absurdo?

Se você é mãe de gêmeos e precisa amamentar, vai ter que se virar nos 30 ou então levar uma mulher a tira colo com você.

Se seu filho está com o pai sozinho no shopping….opa! Melhor ele se virar para dar comida em outro lugar. Se seu filho não fica sentado numa cadeira normal da praça de alimentação, então é melhor ir pra casa. Porque a cadeirinha de alimentação, ele não vai poder usar.

E se, o seu caso é como o meu, vai passar perrengue. E foi um perrengue louco. O João se sujou inteiro, sujou a cadeira toda, o chão todo. E meu marido sentado lá fora, sem poder entrar.

Foi um perrengue tão grande, que o joão se abanava tanto que derrubou o pote de papinha no chão e quebrou. Sujou o chão inteeeeeeeeeiro de papinha. Nesse momento eu me descontrolei e ignorei qualquer regra (eu odeio ir contra regras dos lugares que estou, mesmo que eu não concorde). Chamei meu marido e pedi pra ele me ajudar, pelo amor de Deus.

Nossa, foi um transtorno. Um passeio que era para ser prazeroso, foi horríveeeel.

Tirando esse, outro dia me marcou muito.

Fomos em um restaurante, mesmo eu estando muito cansada. Assim que chegamos o João fez xixi e vazou tudo (é incrível, nunca vaza xixi em casa, mas é só a gente sair que vaza xixi da fralda, sempre).

Pedi pro meu marido trocar a fralda porque eu realmente tava cansada e tinha ACABADO de sentar. Ele pegou o João no colo e perguntamos aonde era o trocador. Eis que a resposta: “No banheiro feminino”. Eu: “Não tem no dos homens?”. “Não”. “Não tem no de deficientes?” “Não”. Inacreditável!!

Mais uma vez, se o seu filho tiver sozinho com o pai, ou ele troca na mesa do restaurante, ou vai embora, ou fica sujo até chegar em casa. Não é surreal isso?

E o pior!! Depois que eu me toquei que 99% dos lugares são assim. Isso tira muito o meu humor. Sou revoltada com isso.

Massssssss……..nem tudo está perdido. Fiquei feliz em saber que esse cenário está mudando.

É que a partir desse mês de Agosto, a marca da Bayer começa uma campanha bem legal com os homens e lidera um movimento mais legal ainda para incentivar a participação dos pais na criação e nos cuidados com os filhos.

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Eu não sei o porquê, mas cuidados como dar banho, trocar fralda e colocar pra dormir são algumas das muitas responsabilidades, em geral, dadas às mães. Os pais, assim como meu parido, aos poucos, estão se envolvendo e aumentando a participação nas tarefas diárias. Mas as mulheres ainda são as que mais dedicam tempo às crianças. Segundo pesquisa da Universidade do Estado de Ohio, dos EUA, as atribuições básicas de cuidados com bebês de, aproximadamente, nove meses consomem duas horas por dia de dedicação das mães contra 40 minutos dos pais. Olha isso!

E pensando nessa importância da paternidade ativa e presente, a Bepantol® Baby vai liderar, a partir desse mês, o movimento que se chama Papai Manda Bem, que terão debates e uma série de ações, incluindo a entrega de mil trocadores de fraldas para banheiros masculinos ou que tenham áreas comuns para ambos os sexos de estabelecimentos públicos de todo o Brasil. GRAÇAS A DEUS! Ouviram minhas preces quase que diárias. Como nunca ninguém pensou nisso antes?

“Os homens estão assumindo novos papéis nas relações familiares, principalmente na criação dos filhos. E o nosso movimento Papai Manda Bem visa incluí-los cada vez mais na rotina de cuidados com as crianças”, afirma Mariana Hagel, gerente de marketing de Bepantol® Baby no Brasil.

De acordo com o relatório State of the World’s Fathers, divulgado recentemente pela organização ativista MenCare, crianças cujos pais participam desde cedo da criação se tornam mais felizes e educadas.

Entendendo esse cenário, a Bepantol® Baby passa a dialogar também com os homens, provocando uma mudança de comportamento e chamando a atenção para o papel do novo pai, que precisa estar cada vez mais envolvido no cuidado com os bebês, não apenas com o suporte financeiro, mas compartilhando as tarefas com as mães e assumindo mais responsabilidades no dia a dia com os pequenos. O objetivo da marca é promover, a partir de agora, ações que fortaleçam o vínculo entre pais e filhos, incentivando a evolução da paternidade nas relações familiares.

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E se você tem um estabelecimento e está interessado em participar do movimento e receber os trocadores de fraldas de Bepantol® Baby você deve se inscrever na seção Papai Manda Bem, pelo site www.bepantolbaby.com.br, e enviar fotos e a descrição do local. Em um segundo momento, a Bayer avaliará se os espaços estão dentro das determinações especificadas no regulamento e, se aprovado, o estabelecimento receberá o trocador de fraldas. “Nosso objetivo com as mil entregas é incentivar que os homens possam desempenhar mais facilmente o papel de pai, uma vez que na maioria dos estabelecimentos o trocador fica no banheiro feminino”, diz Mariana.

As inscrições podem ser feitas de 7 de agosto a 17 de abril de 2016 ou enquanto durarem os estoques. Os mil trocadores serão distribuídos em todo o território nacional até maio de 2016.

Além disso, a marca mapeará estabelecimentos no Brasil que já possuam a estrutura necessária aos pais e enviará selos com a assinatura da campanha #papaimandabem, evidenciando que esses pontos são chancelados por terem um fraldário para receber os pais e seus bebês.

Eu achei tão demais essa iniciativa da Bepantol que queria dar um abraço neles pra agradecer. rsrs. Tenho certeza que não sou a única mãe agradecida, não é mesmo?

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Para falar comigo, meu e-mail é fernanda_carvalho@globo.com

Beijos,

Nanda

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4 comentários sobre “Pais não devem ajudar a mãe, pais devem ser pais

  1. Roberta Ferreira Ribeiro Dias disse:

    Concordo demais!
    Estou grávida e já vejo que meu marido vai ser do tipo paizão… Que vai fazer questão de trocar e dar comida e ser pai… E de uns tempos pra cá, ja vinha observando que tudo atribuem como responsabilidade minha. Agora mesmo na gravidez, estou muito pesada e tem sido cada vez mais dificil fazer uma serie de coisas… Ele quem varre, passa pano, lava louça… E eu passo a roupa.. E ele não reclama ou acha que sou eu quem tem que fazer.. Ao contrario, faz questão… Se eu fico fazendo algumas coisas ele diz “vá pra alí e aquiete o meu buxinho”.. kkkk… Se eu digo isso pra alguém o povo acha que eu me aproveito dele, presta atenção… Somos um time.. E ele é tão pai quanto eu sou mãe…
    Adoro o blog!
    Abração!

  2. Thay disse:

    Suuuuuuuuuuuuuuuuuupwehipermega apoio essa campanha da Bayer! É revoltante demais, até mesmo antes de pensar em ser mãe, eu pensava nisso.. “E se fosse um casal homossexual?”, o mesmo perrengue ne ?! Mas fico feliz por essa campanha da Bepantol Baby.. Porque passaarmos por essas situações, que voce mesma passou, inumeeeeeeeras vezes, é CHATO demais !
    :*

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