Profissão Repórter – A hora do parto

Na terça-feira dessa semana, 29/04, todo mundo tava comentando que o programa “Profissão Repórter” seria sobre partos e que todos estavam se preparando para chorar. Eu ficava pensando: “Gente, não é possível que o povo vá chorar com um programa sobre partos. Ninguém nunca viu ou sabe como funciona um parto? Rídiculo.”

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Pois bem, quando vi que já tinha começado, coloquei lá e comecei a ver. Em menos de um minuto eu estava chorando de soluçaaaar e assim fiquei até o programa terminar. Na verdade, o programa terminou e eu ainda fiquei tentando me estabilizar. O Leandro entrou no quarto durante o programa e levou um susto achando que tinha acontecido alguma coisa, mas era só eu assistindo TV.

Obs: Isso me lembrou quando eu tinha uns 20 anos, ganhei 2 ingressos pro show da Xuxa e fui com a minha amiga. Durante o caminho, ela foi falando que ia chorar, que era fã desde criança e eu falando que tava com vergonha dela, que iria deixar ela lá sozinha. Quando o show começou e a Xuxa entrou, a gente se abraçou e começou a chorar que nem criança. HAHAHAHAHA. Juro por Deus. Não acredito que tô contando isso aqui, mas ok.

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O programa contou a história de algumas mulheres e famílias diferentes no momento do seu maior milagre, que é o nascimento de um bebê.

– Contou sobre uma mulher que morava numa ilha no Amapá e deu à luz no chão da casa de uma parteira local.

– Duas mulheres grávidas que teriam o bebê num hospital particular, uma cesárea e outra normal.

Uma delas estava tentando engravidar há 2 anos e não conseguia, enquanto isso ficava vendo os amigos tendo filhos e ela não conseguindo. Foi um bebê muito esperado e a felicidade, a emoção é contagiante.

O momento dos bebês nascendo, a emoção dos pais, é inexplicável. Não tem como não pensar no meu momento, em como vai ser comigo, quais serão minhas sensações, como será meu primeiro encontro com meu príncipe, se vou poder tocá-lo, cheirá-lo, se eu vou chorar, o que eu vou falar pra ele. Isso tudo passou pela minha cabeça.

Na hora do parto elas ficam bem nervosa e eu me coloquei no lugar delas, acho que vou ficar muito nervosa, ansiosa, com medo também.

Mostra a família aguardando, o momento do pai apresentando o bebê à família e todos fazendo a maior festa. Eu penso nisso o tempo todo, em como será a reação da minha família, quero muito ver minha mãe sendo apresentada ao João. Queria que alguém filmasse esse momento para eu poder ver depois.

– A história de mulheres que dão a luz, mas não podem levar os filhos pra casa, pois ficam internados na UTI Néo-natal.

O sofrimento delas, tendo que ir todos os dias no hospital, a força, a confiança que elas têm nos filhos e a certeza de que tudo vai dar certo. Não sei se eu teria essa força, se eu aguentaria uma situação dessa, só de pensar, me arrepio toda. Elas não saem de perto da incubadora, fazem carinho na incubadora e a gente sente que a vontade mesmo é de estar fazendo o carinho no seu bebê, mas não poder isso.

Sentir a dor das mamães que perdem seus bebês sem, ao menos, terem tocado neles uma vez na vida. Mas ao mesmo tempo se surpreender com a força que esses pequenos (bem pequeninos mesmo) guerreiros têm.

É incrível também como, na UTI Néo-natal uma mãe dá força pra outra, porque todas compartilham do mesmo sofrimento, da mesma dor.

Um dos momentos que mais chorei, foi quando a mãe pega o filho no colo pela primeira vez, é a coisa mais linda do mundo, porque ele é muito pequeno, tão cheio de tubos e fios e ela fica conversando com ele. Nossa, chorei seriamente com essa cena.

Muita emoção também quando os bebês recebem alta e finalmente podem ir pra casa, parece que esse sim é o dia do nascimento deles.

Os profissionais que trabalham nessa UTI se apegam muito, sofrem junto, ficam felizes juntos, acredito ser um trabalho que ao mesmo tempo é muito difícil, é compensador.

As imagens são tocantes, emocionantes, de tirar o fôlego. Os repórteres se emocionam muito também, entram na história das famílias entrevistadas.

Fiquei procurando esse programa pelo YouTube e não conseguia achar de jeito nenhum, hoje eu mesma decidi colocar ele no YouTube porque precisava mostrar pra vocês. Ele tem 30 minutos de duração, mas vale muito a pena parar pra assistir, o tempo passa super rápido:

Lindo, né? Agora que sou mãe que eu dou maior valor as mamães, compreendo a força que elas tem e o amor incondicional que é maior que qualquer outra coisa.

Para falar comigo, meu e-mail é fernanda_carvalho@globo.com

Beijos,

Nanda 😉

 

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